Liahona – October

Adquirir Força pela Obediência

Presidente  Thomas S . Monson

No mundo atual, grande ênfase se dá à juventude.
Todos querem parecer jovens, sentir-se jovens e ser jovens.
Realmente, grandes somas em dinheiro são gastas
anualmente em produtos que as
pessoas esperam lhes restaurem a aparência jovem.
Bem que poderíamos nos perguntar:
“Essa busca pela juventude é algo novo para
nossos dias, para nossa geração?” Basta que folheemos as páginas da
história para encontrar a resposta.
Séculos atrás, na grande era da exploração, expedições muito bem equipadas
e embarcações, contendo uma tripulação confiante
e aventureira, singravam mares desconhecidos em busca
de uma literal fonte da juventude. Uma conhecida lenda prometia que em algum lugar, na “vastidão
longínqua”, havia uma fonte mágica de onde vertia a mais pura das águas, e tudo
o que alguém tinha de fazer para recuperar o vigor da juventude e perpetuar essa
energia era beber o líquido vertente dessa fonte.
Ponce de León, que velejou ao lado de Colombo, fez seguidamente diversas
viagens exploratórias, procurando nas Bahamas e em outras áreas do Caribe,
confiando seguramente na lenda de que esse elixir da juventude pudesse ser
encontrado.
Seus esforços, assim como os de muitos outros, não alcançaram o
êxito da descoberta, pois no plano divino de nosso Deus,
adentramos a existência
mortal para experimentar a juventude uma vez somente.

A Fonte da Verdade

Embora não exista uma fonte da juventude
que possamos buscar usando de sabedoria,
existe outra fonte que contém uma água
mais preciosa, sim, as águas da vida eterna.
Trata-se da fonte da verdade. (…)

Nesta era iluminada, na qual a plenitude do evangelho
foi restaurada, não há necessidade nem
para vocês nem para mim, de singrar mares
desconhecidos ou rodar por estradas não
mapeadas em busca da fonte da verdade.
Pois um Pai Celestial amoroso traçou para
nós um curso e providenciou um mapa
infalível: a obediência! (…)
Para uma geração criada sob a tradição do
sacrifício animal, Samuel declarou destemidamente:
“Obedecer é melhor do que o
sacrificar; e o atender melhor é do que a
gordura de carneiros”.

Cumprir os Mandamentos

Essa era a essência da mensagem do Salvador, ao declarar:
“Pois todos os que receberem uma bênção de minhas
mãos obedecerão à lei que foi designada para essa bênção
e suas condições, como instituídas desde antes da fundação
do mundo”.

As próprias ações do Mestre confirmam
Suas palavras. Ele demonstrou o genuíno
amor de Deus ao levar uma vida perfeita e
honrar a sagrada missão que tinha de cumprir.
Jamais foi arrogante. Nunca Se encheu
de orgulho. Nunca foi desleal. Sempre foi
humilde. Sempre foi sincero. Sempre foi verdadeiro.
Embora fosse tentado pelo mestre das
mentiras, sim, o diabo, embora estivesse
fisicamente enfraquecido por ter jejuado
por 40 dias e 40 noites e “depois [ter] fome”,
ainda assim, quando o maligno fez a Ele a mais
tentadora e sedutora proposta, Jesus
deixou-nos um exemplo divino de obediência, recusando-Se
a desviar-Se do que sabia ser o certo.

A Pedro, na Galileia, Jesus disse: “Segue-me”. Para
Filipe, Ele deu a mesma instrução: “Segue-me”. Ao publicano
Levi, que estava sentado na alfândega, foi feito o
convite: “Segue-me”. Até ao que foi correndo procurá-Lo,
aquele que tinha muitas posses, foram proferidas estas
palavras: “Segue-me”. 10 E para cada um nós essa mesma
voz, esse mesmo Jesus, diz: “Segue-me”.
Estamos dispostos a obedecer?
A obediência é a característica marcante dos profetas,
mas devemos reconhecer que essa fonte de
forças está ao nosso alcance hoje em dia.

A força que buscamos ansiosamente hoje para vencer
os desafios de um mundo complexo e em constante
mudança pode ser nossa se, com coragem forte e resoluta,
nos erguermos e declararmos com Josué: “Porém eu e a
minha casa serviremos ao Senhor”.◼

Vale a Pena Esperar

Valeria  Salerno

Quando entrei no Templo de Buenos Aires Argentina
com os jovens de minha ala, para fazer batismos
pelos mortos, esperamos alguns minutos na
recepção. Então, os oficiantes do templo nos pediram que
descêssemos até um saguão, onde havia várias cadeiras, e
esperamos de novo. Como era sábado, muitas pessoas de todas as partes da
Argentina tinham ido ao templo. Esperamos ali por duas
horas e meia, sentados, em silêncio. Alguns pensamentos
não muito agradáveis começaram a surgir em minha
mente: “Como é que nos fazem esperar todo esse tempo?
Estou cansada.
Acho que seria melhor não ter vindo, porque é uma perda de tempo”.
Levantei-me e comecei a andar pelo saguão. Pouco depois, um oficiante apareceu e disse:
“Jovens, por favor, não fiquem impacientes. Sei que vocês esperaram muito
tempo, mas sabem de uma coisa? No mundo espiritual,
milhões de pessoas esperam esse momento há séculos, e
posso assegurar-lhes que estão muito ansiosos para que
chegue a vez deles. Os irmãos estão batizando e confirmando,
e não podem fazer mais do que estão fazendo”.
Quando ele disse aquelas palavras, senti-me envergonhada.
Dei-me conta de que estava sendo egoísta, por não
querer doar algumas horas para aquelas pessoas que
esperavam há tantos anos e não tiveram a oportunidade
de ouvir falar da Igreja verdadeira e ser batizadas aqui na Terra.
O oficiante apareceu novamente e começou a chamar
o nome de pessoas de nossa ala. Uma irmã nos deu roupas
brancas, e fomos nos trocar.
Depois de nos vestirmos, ela prendeu nosso cabelo com
uma fita branca.
Depois, descalços, fomos até os bancos do batistério.
O tapete era tão macio e fofo que nem parecia estarmos
pisando no chão.
Quando chegou minha vez, eu estava tão nervosa
quanto no dia do meu próprio batismo. Mas os oficiantes
foram muito gentis e tiveram tanta paciência com cada um
de nós, que foi incrível. Quando saí da pia batismal, uma irmã me esperava com
uma grande toalha branca e um enorme sorriso. Troquei
de roupa e fui para uma sala, onde fui confirmada. A
mesma irmã que me levara a toalha foi comigo e me agradeceu
por estar disposta a fazer o trabalho do Senhor.
Quando saí do templo, percebi que tinha sido uma
das melhores experiências da minha vida. O templo é
um lugar sagrado, e o Espírito do Senhor está ali, dirigindo
Sua grande obra. Toda aquela espera valeu a pena. ◼

O Templo em Nós
“Se formos ao templo tão frequentemente quanto a
distância e as circunstâncias individuais permitirem,
o templo estará em nós. Então, sejam quais
forem os problemas que enfrentarmos
na vida, sempre estaremos em um lugar sagrado.”
Élder Lance B. Wickman, dos Setenta, “In a
Holy Place”, New Era, abril de 2005, p. 45.

As Bênçãos do Templo

Élder Robert D. Hales
Do Quórum dos Doze Apóstolos

A Doutrina do Templo
O templo é realmente o lugar no qual
estamos “no mundo sem ser do mundo”.
Quando enfrentamos problemas e precisamos
tomar uma decisão crucial, que nos aflige a mente e a alma, podemos levar
nossas preocupações ao templo e receber
orientação espiritual.

(…)

A reverência no templo é um elemento primordial para convidar
o Espírito a nele habitar em todos os momentos de todos os dias. (…)
Ao longo da história, em todas as dispensações,
o Senhor ordenou aos profetas que
templos deveriam ser construídos para que
Seu povo pudesse receber as ordenanças
sagradas. Moisés e os israelitas foram abençoados
com um templo portátil, o tabernáculo,
onde era realizado o trabalho sagrado
de ordenanças segundo a lei de Moisés e
onde, ocasionalmente, o Senhor aparecia
para conversar com Moisés. O rei Salomão
construiu um belo templo em Jerusalém, que
posteriormente foi destruído. Então, durante
o ministério de Cristo, outro templo foi construído
em Jerusalém.

(…)
É significativo que quando o Senhor Jesus
Cristo ressuscitado apareceu aos nefitas,
em 34 a.D, Ele o tenha feito no templo (ver 3 Néfi 11:1–11). (…)

Hoje, há 130 templos em funcionamento,
o que permite que os membros fiéis da Igreja
do mundo inteiro entrem na casa do Senhor
para receber suas ordenanças do templo e
fazer convênios com Ele.

As Ordenanças do Templo
O principal propósito do templo é prover
as ordenanças necessárias para nossa
exaltação no reino celestial. As ordenanças
do templo nos conduzem a nosso Salvador
e nos concedem as bênçãos decorrentes da
Expiação de Jesus Cristo. Os templos são a
maior universidade de aprendizado conhecida
pelo homem, que nos proporciona
conhecimento e sabedoria sobre a Criação
do mundo. As instruções da investidura nos
ensinam como devemos conduzir nossa vida
aqui na mortalidade.
(…)Outra ordenança importante é ser selado
para a eternidade no casamento celestial.
Esse convênio do casamento permite que os
filhos sejam selados aos pais e que os filhos
nascidos sob convênio se tornem parte de
uma família eterna.
Doutrina e Convênios nos ensina: “Tudo
o que selares na Terra será selado no céu; e
tudo o que ligares na Terra, em meu nome e
pela minha palavra, diz o Senhor, será ligado
eternamente nos céus” (D&C 132:46).

Quando um casal está ajoelhado no altar,
estou ciente, como selador, de meu papel
como representante do Senhor. Sei que o
que for selado na Terra será literalmente
selado no céu, para nunca ser desfeito, se as
pessoas que são seladas permanecerem fiéis
e perseverarem até o fim.
Tenho observado ao longo dos anos
muitos casais que conseguiram manter um
casamento estável e forte por permanecerem
fiéis aos convênios que assumiram no templo.
Esses casais bem-sucedidos têm várias
coisas em comum.

Primeiro, eles sabem individualmente
quem são: filhos e filhas de Deus. Estabelecem
a meta eterna de viver novamente com
nosso Pai Celestial e Seu Filho Jesus Cristo.
Esforçam-se por abandonar os caminhos do
homem natural (ver Mosias 3:19).

Segundo, conhecem a doutrina e a
importância das ordenanças de salvação do
templo e dos convênios do templo, além
da necessidade que têm de atingir metas
eternas.

Terceiro, decidem obter as bênçãos
eternas do reino de Deus em vez das posses
temporárias do mundo.

Quarto, esses casais se dão conta de que,
quando são selados para esta vida e para
toda a eternidade, eles escolheram um
companheiro eterno: seus dias de despertar a
atenção de outras pessoas terminaram — não
há mais necessidade de procurar!

Quinto, esses casais pensam um no
outro antes de pensar em si mesmos. O
egoísmo sufoca os sentidos espirituais. Ao
comunicar-se com o Senhor em oração,
eles se tornam cada vez mais unidos, em
vez de se afastar um do outro. Conversam
entre si, portanto nunca permitem que as
coisas pequenas se tornem grandes. Conversam
logo sobre as “pequenas mágoas”
com medo de causar ofensa. Desse modo,
quando as pressões aumentam e sinalizam
perigo, não há uma explosão de sentimentos
amargos. É muito melhor deixar escapar
um pouco de vapor, antes que a panela
de pressão venha a explodir. Estão dispostos
a pedir perdão e a perdoar se tiverem ofendido a pessoa amada.
Expressam amor um pelo outro e se tornam mais íntimos.
Elevam e fortalecem um ao outro.

As Bênçãos do Templo
O templo é um edifício sagrado, um lugar
santo, onde cerimônias e ordenanças de
salvação essenciais são realizadas para preparar-
nos para a exaltação. É importante que
adquiramos um conhecimento seguro de que
nossa preparação para entrar na casa sagrada
e que nossa participação nessas cerimônias e
convênios sejam as coisas mais significativas
que vivenciaremos em nossa vida mortal.
Viemos voluntariamente da presença de
Deus, o Pai, para esta provação mortal com
livre-arbítrio, sabendo que enfrentaríamos
“oposição em todas as coisas” (2 Néfi 2:11).
Nosso objetivo é vestir toda a armadura de
Deus e resistir aos “dardos inflamados do
maligno” com o escudo da fé e a espada do
Espírito (ver D&C 27:15–18), perseverar até o
fim e ser dignos de estar e viver na presença
de Deus, o Pai, e de Seu Filho Jesus Cristo
por toda a eternidade: alcançar o que é chamado
de vida eterna. ◼
Extraído de um discurso devocional proferido na
Universidade Brigham Young, em 15 de novembro de
2005.
Para o texto integral do discurso em inglês, ver
http://speeches.byu.edu
.

Me n s a g e m  Das  P r o f e s s o r a s  V i s i t a n t e s

Nutrir a Nova Geração

D&C 123:11: “E é também uma
obrigação imperiosa que temos
para com toda a geração que está
surgindo”.

Qual É Minha Responsabilidade
quanto à Nova Geração?
Élder Neal A. Maxwell (1926–2004), do Quórum dos Doze Apóstolos:

“Após ter sido reservada pelo Senhor para esta época, [a nova
geração] precisa agora ser preservada
(…) e preparada para este momento
especial da história da humanidade!
Foram reservados para vir nesta
época, mas agora precisam ser incentivados
a cumprir a tarefa que lhes foi determinada. (…)
Os jovens não diferem dos conversos
em perspectiva. Estão num momento crítico em que sua alma
começa a inclinar-se para o Senhor ou para longe Dele.
Esse momento de decisão não pode ser criado,
mas quando acontece, não deve ser desperdiçado.
Frequentemente, esse momento ocorre numa conversa
serena e reverente com os pais, os
avós, o bispo, um líder adulto ou um amigo íntegro”
(“Unto the Rising Generation,” Ensign, abril de 1985, pp. 8, 10).

Élder Ronald A. Rasband, da
Presidência dos Setenta:

“Nossa nova geração merece todo o nosso empenho
em apoiá-los e fortalecê-los em sua jornada
para a vida adulta. (…)
Em todas as medidas que tomarmos,
em todos os lugares que formos, com
todos os jovens santos dos últimos dias que conhecemos, precisamos
aumentar nossa percepção da necessidade
de fortalecê-los, de nutri-los e de ser uma influência positiva na
vida de cada um deles”
(“Nossa Nova Geração”, A Liahona, maio de 2006, p. 47).

Como Podemos Nutrir a Nova
Geração? Presidente Gordon B. Hinckley
(1910–2008):
“Nunca esqueçam que
esses pequeninos são filhos e filhas
de Deus e que vocês têm a responsabilidade
de cuidar deles; que Ele foi Pai antes de vocês e não abdicou de
Seus direitos e interesses paternos em
relação a Seus amados pequeninos.
(…) Criem seus filhos com amor, na doutrina e na admoestação do Senhor.
Cuidem de seus pequeninos. Recebem-nos de braços abertos em
seu lar, instruam-nos e amem-nos de todo o coração. Eles podem vir a
fazer, nos anos vindouros, algumas
coisas contrárias ao que vocês esperam deles, mas sejam pacientes. Não
terão falhado, desde que se tenham esforçado”
(“Palavras do Profeta Vivo”, A Liahona, maio de 1998, pp. 26–27).

Barbara Thompson, segunda
conselheira na presidência geral da
Sociedade de Socorro:
“Como irmãs, na Sociedade de Socorro, podemos
ajudar-nos mutuamente a fortalecer
as famílias. Temos a oportunidade
de servir em muitos cargos. Estamos sempre em contato com crianças
e jovens que podem estar carentes
justamente daquilo que temos a oferecer.
Vocês, irmãs mais experientes, têm experiência e bons conselhos
para dar às mães mais novas. Às
vezes, uma líder das Moças ou professora da Primária diz ou faz exatamente o que era necessário para
reforçar o que o pai ou a mãe está tentando ensinar.
E, evidentemente, não precisamos de nenhum chamado
específico para estender a mão para uma amiga ou vizinha” (“Eu Te Fortaleço,
e Te Ajudo”, A Liahona, novembro de 2007, p. 117). ◼

VIRTUDE

“Atualmente existem corações que anseiam por ser alegrados, há boas obras a serem feitas e até mesmo preciosas almas que precisam ser sal-vas. Os enfermos, afitos, famintos, os que sentem frio, os feridos, solitários, idosos ou viajores cansados, todos suplicam que os ajudemos.”2

serviço ao Próximo e Panquecas
Minha recuperação após uma
pequena cirurgia não foi tão fácil
quanto me fzeram acreditar. Mas
como presidente da Sociedade de
Socorro da ala, senti que devia
ajudar outras pessoas, e não pedir a
ajuda delas. Numa manhã de segun
da-feira, três dias após minha cirur-
gia, eu tinha de aprontar sete flhos
para irem à escola. Fiquei me per-
guntando se teria de pedir a minha
flha mais velha que fcasse em casa
para ajudar-me com o bebê.
Quando esses pensamentos me

serviço ao Próximo e PanquecasMinha recuperação após uma pequena cirurgia não foi tão fácil quanto me fzeram acreditar. Mas como presidente da Sociedade de Socorro da ala, senti que devia ajudar outras pessoas, e não pedir aajuda delas. Numa manhã de segunda-feira, três dias após minha cirur-gia, eu tinha de aprontar sete flhospara irem à escola. Fiquei me per-guntando se teria de pedir a minha flha mais velha que fcasse em casapara ajudar-me com o bebê. Quando esses pensamentos me passavam pela cabeça, a campainha tocou. Vickie Woodard, minha primeira conselheira e grande amiga, tinha vindo me ajudar. Disse que tinha vindo fazer panquecas. Trazia uma tigela de massa de panqueca e perguntou onde estava a frigideira. As crianças fcaram muito felizes.

Depois do desjejum, Vickie aprontou as crianças para irem à escola, fez a faxina e levou o bebê para a casa dela até a hora de ele tirar um cochilo, à tarde. Depois, quando perguntei quem estava cuidando dos flhos dela, ela disse que seu marido tinha tirado umas horas de licença do trabalho para que ela pudesse me ajudar.O serviço prestado por Vickie e o marido naquele dia ajudou-me a recuperar as forças e contribuiu para minha rápida convalescência.
Beverly Ashcroft, Arizona, EUA

A Um Destes Meus Pequeninos

Certo dia, quando estava em

casa sozinha com meu flho caçula,

escorreguei na escada e caí. Fiquei

sentindo dores abdominais por vários

dias e, por isso, procurei um médico.

Eu estava grávida na época, e

os exames indicaram que eu havia

sofrido um descolamento de placenta.

Essa complicação na gravidez exige

repouso absoluto, caso contrário eu

poderia perder o bebê.

Fiquei preocupada porque tinha

três flhos pequenos e não podia con-

tratar uma pessoa para ajudar-me. As

irmãs de meu ramo, porém, souberam

do meu estado e, sem que lhes fosse

pedido, foram me ajudar. Organiza-

ram-se em três grupos que me ajuda-

vam pela manhã, à tarde e à noite.

Vinham a minha casa para lavar,

passar, cozinhar, limpar e ajudar
meus flhos com as lições de casa. Uma irmã chamada Rute,

que havia sido batizada na Igreja enquanto eu estava de

cama, tornou-se assídua em minha casa. Como Rute era

enfermeira, ela me ajudava à noite e aplicava as injeções

necessárias.

Não precisei pedir nada. As irmãs previam minhas neces-

sidades e cuidavam de tudo. Quando havia mais pessoas

para ajudar do que era preciso, uma irmã se sentava a meu

lado e fcava conversando comigo. Fizeram isso por três

meses.

Aquelas irmãs me deram forças, amor e dedicação.

Doaram seu tempo e talentos. Fizeram sacrifícios para estar

ali. Nunca pediram nada em troca. Elas amaram e serviram,

seguindo o exemplo do Senhor, que ensinou: “Em verdade

vos digo que quando o fzestes a um destes meus pequeni-

nos irmãos, a mim o fzestes” (Mateus 25:40).

Enilze do Rocio Ferreira da Silva, Paraná, Brasil

Prestar serviço Junto ao leito

O irmão Anderson, dinâmico pre-

sidente dos Rapazes de nossa ala, aos

35 anos, era o tipo de líder dos jovens

que todos admiravam: ex-missioná-

rio, pai de cinco flhos, empresário e

homem de espírito jovem. Mas ele

estava com leucemia. Depois de

ser informado pelo bispo, o

irmão Ryan Hill, primeiro

assistente do quórum de

sacerdotes, entrou em ação,

convocando todos os
sacerdotes ativos e menos ativos de

seu quórum.

“Vamos ao hospital ver o irmão

Anderson. Precisamos de todos. Você

vai?” repetia ele, a cada ligação.

“Não sei se vou poder”, disse um

sacerdote. “Acho que vou ter de

trabalhar.”

“Vamos então esperar até você sair

do trabalho”, respondeu Ryan. “Isso é

algo que precisamos fazer juntos.”

“Está bem”, respondeu o membro

do quórum. “Vou ver se consigo tro-

car de turno com outra pessoa.”

Todos os 11 sacerdotes foram

ao hospital. Tanto os menos ativos

quanto os que nunca faltavam a

uma reunião de domingo estavam

ali. Riram, choraram e oraram juntos

e fzeram planos para o futuro. Nos

meses que se seguiram, revezaram-se

na tarefa de massagear os pés do

irmão Anderson, quando sua circula-

ção fcou prejudicada, e nas longas

sessões de doação de plaquetas

sanguíneas, para que ele só rece-

besse sangue deles. Chegaram até

a viajar 32 km, na noite do baile da

escola, com as respectivas namoradas

(inclusive duas jovens que não eram

membros da Igreja), até o leito de

hospital dele para compartilharem

suas experiências da escola.

Em seus últimos dias, o irmão

Anderson pediu a eles que servis-

sem em uma missão, casassem no

templo e mantivessem contato uns

com os outros. Muitos anos depois,

após terem retornado da missão, de

terem-se casado no templo e for-

mado sua própria família, eles ainda

se recordam daquelas experiências

espirituais decisivas de serviço em

conjunto para seu amado líder.
Norman Hill, Texas, EUA ◼

…..

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Liahona – Sept

Por que Fazemos o Trabalho Missionário?

Élder Dallin H. Oaks
Do Quórum dos Doze Apóstolos

Não pregamos e ensinamos para “trazer
pessoas para a Igreja” ou para aumentar o
número de membros da Igreja. Não pregamos
e ensinamos apenas para persuadir as
pessoas a terem uma vida melhor. Honramos
e valorizamos os muitos ministros e outras
pessoas que estão envolvidos nesse tipo de
ministério que torna os homens ruins bons
e os homens bons, melhores. Isso é importante,
mas oferecemos algo mais. Uma pessoa
pode qualificar-se para o reino terrestre
em vez de para o reino teleste, sem a ajuda
da Igreja. Estamos preocupados com um
destino mais elevado.

O propósito de nosso trabalho missionário
é ajudar os filhos de Deus a cumprir uma
condição determinada por nosso Salvador
e Redentor. Pregamos e ensinamos a fim de
batizar os filhos de Deus para que possam
ser salvos no reino celestial, em vez de ser
limitados a um reino menor. Fazemos o
trabalho missionário para batizar e confirmar.
Essa é a base doutrinária do trabalho
missionário.

O batismo é uma exigência, mas por quê? Por que é
necessário ser batizado desse modo e por alguém que
possua uma determinada autoridade? Não sei. Mas o que
sei é que a remissão dos pecados somente se tornou
possível graças ao sacrifício expiatório de nosso Salvador,
Jesus Cristo, e que Ele determinou essa
condição, muitas e muitas vezes. Seu
sacrifício pagou o preço de meus pecados,
e Ele determinou as condições pelas
quais posso ser salvo por meio de Seu
pagamento. Esse motivo me basta.

Como os profetas desta dispensação
nos disseram, o propósito de os missionários
estarem no campo missionário é salvar
almas, batizar conversos, o que significa abrir
as portas do reino celestial aos filhos e às filhas de Deus.
Ninguém mais pode fazer isso.
As outras igrejas não podem fazê-lo.
Uma boa vida cristã não consegue fazer isso.
Uma boa fé, bons desejos e bons argumentos não conseguem fazer isso.
Somente o sacerdócio de Deus pode realizar
um batismo que satisfaça o decreto divino de que
“aquele que não nascer da água e do Espírito, não
pode entrar no reino de Deus” ( João 3:5).

“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado”
(Atos 2:38). Somos chamados para auxiliar nesse grande
trabalho. ◼

Fazer da Conferência uma Prioridade
“Decidam agora fazer da conferência geral
uma prioridade em sua vida. Decidam ouvir
com atenção e seguir os ensinamentos transmitidos.
Ouçam ou leiam os discursos mais
de uma vez para entenderem e seguirem melhor os conselhos
dados. Assim fazendo, as portas do inferno não prevalecerão
contra vocês, os poderes das trevas serão afastados e os céus
estremecerão para o seu bem [ver D&C 21:6].”
Élder Paul V. Johnson, dos Setenta, “As Bênçãos da Conferência
Geral”, A Liahona, novembro de 2005, p. 52.

Uma Missão de Salvação
“Ao nosso redor há muitos que necessitam
de ajuda e merecem ser resgatados.
Nossa missão na vida, como seguidores do
Senhor Jesus Cristo, deve ser uma missão de salvação.”
Presidente Gordon B. Hinckley (1910–2008),
“Our Mission of Saving”, Ensign, novembro de 1991, p. 59

De Maior Valor

Quando escolhi a pintura do Salvador, alguns de meus
irmãos deram uma risadinha. Havia coisas que ainda estavam
entre os pertences de mamãe e papai
que eles consideravam mais valiosas.
Estávamos reunidos em nossa casa da infância, onde mamãe estivera
morando até falecer algumas semanas
antes. Papai já havia falecido cinco anos antes, em 2001. Era hora
de dividir seus pertences. Tiramos um número cada um e escolhemos
coisas; a pessoa com o número mais baixo escolhia primeiro.
A mobília do quarto foi a primeira a ser escolhida, depois foi a geladeira,
a mesa de jantar e as cadeiras e o carro último modelo.
Escolhi o piano, embora não saiba tocar. Ouvíamos muita música em casa
quando eu era jovem. Papai sempre serviu como regente de música da
ala, e tanto papai quanto mamãe cantavam muito bem.
Meu pai, que era um homem bem grande, com
uma voz vigorosa, nunca deixava passar uma oportunidade de cantar.
O piano significava muito para mim, assim como a pintura do Salvador.
Quando escolhi a pintura que
estava emoldurada ao lado de uma cópia de “O Cristo Vivo: O Testemunho
dos Apóstolos”, ela estava pendurada na parede da
sala da família, onde estávamos.
Naquela ocasião, não pude deixar de
pensar no Salvador, no plano de salvação
e no quanto meus pais significavam para
mim. Não pude deixar de sentir gratidão
pelo modo como eles nos criaram, pelo evangelho que nos
ensinaram e pelo exemplo que nos
deixaram, inclusive sua disposição de servir.
Quando papai foi chamado
como bispo, ele lembrou ao presidente da estaca que estava com 70 anos de idade. “Acho
que você escolheu a pessoa errada”, disse ele.
“Quantos anos você acha que
têm as Autoridades Gerais de Salt Lake City?”, retrucou o presidente da
estaca. “Você não foi a nossa primeira escolha. Nem mesmo a segunda.
Você foi a escolha do Senhor.” Meu pai sabia que tinha sido
chamado por Deus, e ele foi um bom bispo. Nada havia de impressionante nele.
Não erae xcepcionalmente versado nas escrituras.
Era apenas um homem comum
que tinha muita empatia pelos membros da ala.
Enquanto ele servia como bispo, eu servi como conselheiro em outro
bispado de nossa estaca. Ao assistirmos juntos às reuniões de liderança,
nosso relacionamento se tornou centralizado em Cristo, e passei a
conhecer seu lado espiritual.
Quando papai foi chamado como bispo, em 1994, tinha vários problemas
de saúde. “Será que esse chamado
me garante mais cinco anos de vida?”, perguntou ele ao presidente
da estaca em tom de brincadeira. Dois anos depois de meu pai ser
desobrigado, ele veio a falecer. Esses pensamentos me enchiam
a mente quando terminamos de dividir os pertences de meus pais.
Depois de voltar para casa, procurei o lugar certo para pendurar o quadro
do Salvador. Ao virá-lo, para minha surpresa, vi que havia sido dedicado
a meu pai: “Sempre nos lembraremos do Bispo Taylor como um homem
grande com um coração enorme”. Estava assinado por nossa presidência
de estaca: “Presidente Cory, Presidente Carter, Presidente Stubbs”.
De repente, a pintura se tornou ainda mais valiosa para mim. Hoje,
ela está na parede da minha casa, em cima do piano de meus pais. Ainda
há algumas coisas em nossa antiga casa que eu escolhi, mas ainda não
fui buscar. Isso não importa. Tenho as coisas de maior valor.
Ray Taylor, Utah, EUA

O batismo é uma exigência, mas por quê? Por que é
necessário ser batizado desse modo e por alguém que
possua uma determinada autoridade? Não sei. Mas o que
sei é que a remissão dos pecados somente se tornou
possível graças ao sacrifício expiatório de nosso Salvador,
Jesus Cristo, e que Ele determinou essa
condição, muitas e muitas vezes. Seu
sacrifício pagou o preço de meus pecados,
e Ele determinou as condições pelas
quais posso ser salvo por meio de Seu
pagamento. Esse motivo me basta.

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Organização das Moças

*******************************************************
Hoje sou uma menina
Mas o tempo passa tão rápido…

Logo, irei crescer
Como será a vida q vou ter?

É somente vivendo para saber?
Não sei… o q sei é q se boas escolhas eu fizer
Nada de mal irá me acontecer

Posso escolher seguir o Salvador
Trilhar os seus caminhos
E sentir seu amor

Mas, isso só irá acontecer
Se desde já meus valores estabelecer

Primeiro preciso ter fé em Jesus Cristo
E deixar Sua luz em mim brilhar

Com isto, Minha Natureza Divina conhecerei
Ao buscar o Senhor e sua Lei

Meus amigos verão Valor em mim
Quando para uma coisa errada eu disser não ao invés de sim

Conhecimento vou conseguir
Se nos melhores livros procurar me instruir

E a cada boa Escolha q eu fizer
Mais responsável serei

Tendo amor no coração, boas obra farei
E a meu irmão edificarei

E assim, depois de tudo isto fazer
Terei certeza de q integra posso ser,

E com esta integridade não posso temer
O q a vida vá me oferecer

O Senhor estará comigo e em meu peito morará a paz
Pois a luz de Cristo somente amor aos homens traz.

*******************************************************

IDÉIA DA ALA MARIA ROSA

1. Objetivo da Atividade :
• Apresentar aos pais e amigos o Programa da Organização Moças

2. Quem organizou : Moças e Liderança da OM

3. Local de realização :
• Sala da Sociedade de Socorro (Capela)

4. Quem participou
Liderança da OM ( Ala e Estaca ), Moças, Pais, Rapazes, Meninas da Classe Valorosos da Primaria ( 8 a 11 anos ) e suas mães

5. Materiais e equipamentos necessários :
• Cartazes ( templo e bailarina entre pregos )
• CD para apresentações Musicais
• Decoração : 7 presentes brancos ( potes de sorvete ) com laços nas cores dos Valores
• Quadro com Tema das Moças
• Progresso Pessoal e Guia para Pais e Líderes dos Jovens
• Lembrancinhas e pães de mel
• Calendário de Atividades 2006

6. Verba utilizada : 80 reais ( lembrancinhas e doces )

7. Descrição da atividade :

A atividade tinha por objetivo mostrar que o Programa das Moças é um presente na vida de cada uma de nossas jovens. Por isso a decoração com presentes. Conversamos com as Moças e as idéias foram surgindo. A principal era fazer um Programa de Novos Inícios diferente no sentido de ter outras pessoas assistindo além das moças, seus pais e líderes. Um convite personalizado foi feito às meninas da Primária e suas mães; às ex lideres da OM da Ala, e também aos Rapazes e a um ex missionário recém retornado para falar sobre a visão que um homem tem do Programa das Moças.

AGENDA
Boas Vindas pela Presidente
Hino / Oração
Mensagem : Presentes que recebemos de Nosso Pai Celestial (1 ª conselheira )
Mensagem : Porque o Tema das Moças é um presente para elas. Explicando o tema e as promessas (templo) (Presidente)
Meninas da Primária cantaram : Meu corpo é um templo

Só depois o Tema e lema foi apresentado por uma jovem
As moças e lideres repetiram

Mensagem : Como o Progresso pessoal é um presente para mim ? (2 ª conselheira)

Coral da OM : Compartilhar
Experiências compartilhadas pelas jovens sobre cada 1 dos Valores ( 1 jovem para cada valor )

Visão dos Rapazes sobre a Organização da Moças por ex-missionário

Homenagem das Moças para ex – lideres : Jogral e Hino “ Amigos “

Líder do Bispado e testemunho da Presidente da OM:
Apoio dos pais isto é grande presente na vida das Moças
Entregar Calendário de atividades do ano

Hino : Juventude da Promessa
Oração de encerramento

Entregamos Pães de mel para todos e lembrancinhas para moças e ex- lideres / meninas da Primaria ( uma esponja em forma de mãozinha, cada uma na cor de um valor )
Analogia : Precisamos absorver somente as coisas boas desta vida e utilizar melhor nossas mãos para servir aos outros (é dando que se recebe ). Agindo assim poderemos presentear as pessoas com aquilo que temos de melhor .

**

De volta aos anos 70

(Entram mãe e filha no palco)

Mariana: Poxa vida mãe, por que é que não posso ir na balada com meus amigos? Não vai acontecer nada demais… Eu já tenho 15 anos, não sou mais nenhuma criança! Manhê, nós estamos no século 21!

Sonia: Filha, eu sei exatamente o tempo em que estamos vivendo, as suas dificuldades e a vontade que tem de seguir os seus amigos, afinal de contas eu também já fui jovem. Mas, sei que esse tipo de lugar não será bom para você.

Mariana: Mais mãe, você tem que entender que não estamos mais nos anos 70, na época em que a Sra foi jovem. Os tempos mudaram.

Sonia: Realmente os tempos podem ter mudado, mais as dificuldades são muito semelhantes…uhhhh Para que vocêentenda, vou te contar um história…

(Flashback)

Quando eu estava com 16 anos (aparece no palco Sonia 16 anos – apagasse as luzes na mãe e na filha e se focaliza a menina no palco), não tinha muitos amigos na igreja, e tinha 6 amigos inseparáveis na escola. A Ana, era minha melhor amiga, tinha um estilo bem hippie, era meiga e vivia mascando chicletes. A Cláudia, era um pouco mais doidinha, vivia de calça boca de sino surrada, e era a maior da turma. A Paula era super divertida, e vivia falando gírias, usava o famoso “podes crer” em todas as suas frases (Paula diz: Podes Crer). Andréia vivia de sapato plataforma e meinhas dancin´days. Luiza era muito na dela, e tinha o desejo de mudar o mundo. O Alexandre, era o único rapaz da turma, tinha cabelos black power, vivia com seu io-io, e pra tudo dizia: To contigo e não abro. Vivíamos o auge das disco´s, até que um dia…

(Amigos se cumprimentam)

Ana: E ai Sonia, sua mãe deixou você ir na discoteca com agente.

Sonia 16: Não… não deixou.

Paula: Mais porque não, vai ser chocante.

Sonia 16: Ela disse que lá não tem um ambiente bom.

Cláudia: Que caretice da sua mãe.

Alexandre: To contigo e não abro.

Andréia: E agora amiga, o que vamos fazer?

Sonia 16: Vocês podem ir sem mim.

Ana: Não… sem você eu não vou.

Paula: É verdade… sem você ninguém vai.

Sonia 16: Minha mãe falou para eu convidar vocês para curtir um baile na igreja, disse que lá é muito melhor pra gente.

Andréia: Então tá tudo em cima, se é para ficar com você e não ficar em casa, nós vamos no tal baile.

Luiza: Pessoal, desculpe, mas não faz a minha cabeça essa onda de igreja, e alem do mais eu já combinei com o pessoal da sala 7h na frente da discow. Bichô.

Paula: Tudo bem Lu, cai na estrada.


Mais tarde chegando no Baile:

Sonia e os amigos vão entrando um pouco tímidos… a música começa a tocar e os outros jovens vão os chamando para dançar. Rodolfo, olha encantado para Sonia, e não tira os olhos dela.

No término da dança, Sonia e seus amigos ficam de um lado do palco conversando e do outro lado um grupo de rapazes também conversa. Ao fundo os figurantes ficam simulando dança.

Conversa de Sonia e Amigos.

Sonia: E então, estão gostando do baile?

Ana: Lógico, está tudo em cima.

Andréia: Ainda por cima, tem um monte de brotinhos. Olha, aquele ali, é uma gracinha.

Cláudia: Sonia, aquele de camisa azul não tira os olhos de você desde que chegamos.

Paula: Podes crer, eu percebi. E ele nem disfarça.

Sonia: Para! Vocês estão imaginando coisas. Mas… posso confessar que eu o achei um pãozinho…

Conversa dos meninos

Marcelo: Nossa, bonitas aquelas garotas ali, a moreninha então é uma gata. Nunca a vi por aqui.

Rodolfo: Eu também não. Aquela de cabelo comprido é um broto. Pena que não me deu bola até agora.

Paulo: Então vai falar com ela.

Rodolfo: Não, ainda não, senão vai dar bode. Tenho que ir devagar. Quando for a hora vou falar com ela.

Inicia-se a dança das meninas.

Marcelo e Rodolfo ficam sentados olhando a dança e não tiram os olhos das garotas.

Depois da dança:

Rodolfo: (Sai em direção a Sonia) Oi, qual é o seu nome?

Sonia: Sonia e o Seu?

Rodolfo: Rodolfo. Bem… Desculpe, mas não consigo tirar os olhos de você desde que entrou neste baile. Você é linda.

Sonia: (Envergonhada) Obrigada.

Rodolfo: Quero saber se posso dançar com você a próxima música.

Sonia: (Envergonhada) Claro.

Inicia-se a última música.

No término.

Carla: Nossa, vocês dançam muito bem, e pegaram o passo super rápido

Sofia: Queremos convidá-los para vir na igreja amanhã com a Sonia, e também para o baile da próxima semana.

Ana: Vamos vir sim, estamos adorando.

Alexandre: To contigo e não abro.

Na hora de ir embora, Sonia bate de frente com Rodolfo, ele pede desculpas, e pergunta se pode acompanhá-la até em casa com seus amigos. Os dois saem de mãos dadas junto com os demais amigos.

Depois daquele baile, a minha vida e a vida de meus amigos mudou completamente. Passamos a freqüentar a igreja juntos, eles se batizaram e formamos uma turma muito alegre e unida. Íamos para todas as atividades e todos encontramos pessoas especiais na igreja. Rodolfo e eu, nos conhecemos, namoramos e casamos, e graças a aquele baile que nos uniu, temos você conosco.

Agora, se minha mãe tivesse deixado eu freqüentar as discows, o meu caminho poderia ter sido muito difetente. Minha amiga Luiza por exemplo foi por este caminho. Começou a ir nas discows todos os finais de semana, e foi se afastando cada vez mais de nosso grupo, e assim, se perdeu e depois disso nunca mais conseguiu encontrar um rumo, e seguir seu sonho de mudar o mundo. Nem o seu próprio mundo ela conseguiu mudar.

Mariana: Obrigada mamãe, por me orientar. Tipo assim, agora eu pude entender o que é melhor para mim. Vou pegar meu celular e fazer uns contatos e ir para o baile da igreja hoje a noite. Afinal de contas, não posso perder a oportunidade!!!

Oração

Ajoelhei-me para orar, no fim do dia
Dizendo: Ó Senhor a todos vem abençoar
E a dor dos tristes corações alivia
Fazendo os doentes a saúde recobrar.

Despertei, com novo dia pela frente
E segui meu caminho, indiferente;
Sem um instante sequer procurar
Uma única lágrima enxugar.

Terminei o dia sem ter-me lembrado
De visitar o doente da casa ao lado.
Mas no fim do dia novamente pus-me a orar
Dizendo: Ó Senhor a todos vem abençoar

Desta vez, porém, ouvi claramente
Uma voz sussurrar suavemente:
Pensa, agora filho meu antes de orar
Quem procuraste neste dia abençoar?

As bênçãos mais carinhosas de Deus
Sempre chegam pelas mãos de servos seus.

Envergonhado, escondi o rosto a chorar,
Dizendo: Perdoa-me, ó Deus, por não tentar
Concede-me mais um dia e viverei
Fazendo aquilo pelo que orei.

Sião

Não penseis, ao ir para Sião
Que vossos problemas vão-se acabar
Que somente conforto e prazer
Estarão lá a vos esperar.

Não penseis, ao ir para Sião
Que tudo será puro e santo;
Que a fraude e o engano morrerão
Sem demora, por encanto.

Não penseis, ao ir para Sião,
Que o prêmio já foi conquistado,
Que a guerra já foi ganha
E a salvação, alcançada.

Não, pois o príncipe das trevas
Dez vezes mais se oporá
Quando vos vir a caminho da fonte
De onde a verdade jorra sem cessar.

Escolhas

“As escolhas particulares não são tão particulares: todas ekas tem conseqüências coletivas (…)
Nossa sociedade é a soma do que milhões de pessoas fazem em sua vida particular.
Essa soma de conduta particular tem conseqüências públicas mundiais de magnitude extrema. Não existem escolhas particulares.”

Presidente James E. Faust

Acreditar e Perseverar

Grande parte do nosso bem-estar espiritual depende de nossa habilidade de desenvolver e exercitar fé na divindade de Jesus Cristo. O Élder Maxwell explica: “Todos nós, porém, nos encontramos em diferentes pontos desse processo. Por isso a alguns é dado saber a outros é dado acreditar em suas palavras”. Enquanto estamos desenvolvendo nossa fé em Jesus Cristo, podemos encontrar força nos testemunhos e exemplos dos outros. Enquanto estamos desenvolvendo nosso testemunho, as certezas de outros podem servir de pontes para sustentar-nos em nossa jornada. Entretanto, cada um de nós precisará ter o próprio testemunho algum dia. Sem ele, não perseveraremos na fé até o fim. O presidente Lee disse: “Nossa primeira responsabilidade é assegurar nossa conversão… Convertam-se, pois ninguém poderá sobreviver com a luz alheia”.

A mão que balança o berço governa o mundo.” (Spencer W. Kimball)

“A mulher não foi tirada dos pés do homem para não ser por ele pisada; nem de sua cabeça, para não se achar maior do que ele. Mas, sim da costela, embaixo do coração, para reinar ao seu lado e ser por ele amada.” (Camila Kimball)

Tarefas

Persista em sua tarefa até completá-la;

Muitos começam, mais poucos terminam

Honra, poder, posição e louvor

Virão com o tempo, àquele que perseverar.

Persista em sua tarefa até completá-la;

Dedique-se, trabalhe arduamente e sorria;

Pois da dedicação, do trabalho e do sorriso

Surgirão, depois de algum tempo as vitórias da vida.

O Dom do Espírito Santo

O Dom do Espírito Santo adapta-se a todos os órgãos ou atributos. Aviva todas as faculdades intelectuais, amplia, aumenta, expande e purifica todas as paixões e afeições naturais e as adapta pelo dom da sabedoria ao seu uso correto e legítimo. Inspira, desenvolve, cultiva e faz amadurecer toda a simpatia, todas as alegrias, gostos, sentimentos de afinidade elevados e afeições de nossa natureza. Inspira a virtude, bondade, benignidade, ternura, gentileza e caridade. Desenvolve a beleza da pessoa, sua forma e traços. Enaltece a saúde, o vigor, o ânimo e o sentimento social. Revigora todas as faculdades do homem físico e intelectual. Fortalece e dá tonicidade aos nervos. Em suma, Ele é, de fato, medula para os ossos, alegria para o coração, luz para os olhos, música para os ouvidos e vida para todo o ser.” Parley P. Pratt

Um tributo à esposa depois de cinqüenta anos

O grupo ficou em silêncio, quando Karl Brunel levantou a mão, pedindo que se calassem. “Gostaríamos de ouvir uma ou duas palavras de mamãe e papai agora. Papai, você primeiro. Leo Brunel levantou-se e caminhou vagarosamente para a frente do salão. Ele não era um homem bonito; a idade tinha curvado os seus ombros, havia linhas profundas ao redor de seus olhos, e o que restava do seu cabelo era de um cinza prateado. Mas ao olhar para aquele grupo, seu sorriso era como o de um rapaz que tivesse acabado um prato de bolachas quentinhas. Por um longo momento, ele olhou para a mulher que estava sentada numa das cadeiras da frente, e que sorria também para ele; por fim, ele olhou cuidadosamente o seu relógio. “Exatamente cinqüenta anos e trinta e oito minutos atrás, ajoelhei-me no altar com uma jovem de cabelos escuros e olhos castanhos, que eu considerava a mais adorável criatura de Deus que jamais tinha visto. Um homem que possuía o poder divino estava à frente do altar e nos selou para o tempo e para a eternidade.” Ele fez uma pausa. “Não pretendo compreender a eternidade,” disse finalmente, “mas tenho algum conceito de tempo. Por exemplo, nas cinco décadas a partir daquele dia, passei cerca de quarenta horas por semana em associação profunda, significativa e íntima com aquela mulher. Em cinqüenta anos, isso vem a ser cerca de 104000 horas de comunhão pessoal e íntima. Isso é mais tempo do que passei com os sócios nos negócios, irmãos da igreja, bons amigos e até mesmo meus pais e meus próprios filhos. Se duas pessoas tentassem igualar essa soma num período de tempo, o mais curto possível, teriam que ficar juntos constantemente, sem interrupção, vinte e quatro horas por dia, todos os dias, durante onze anos, dez meses e vinte e quatro dias. Tivesse eu passado esse tempo na escola, teria conseguido um diploma universitário, um mestrado, um doutoramento, e ainda, poderia ter feito três anos de pesquisas após meu doutoramento. Depois poderia ter repetido todo o ciclo cinco ou seis vezes. Apenas o evangelho de Jesus Cristo teve sobre o que sou e o que realizei, um efeito tão profundo quanto o que teve esta mulher. Mesmo nas minhas meditações mais profundas, não posso imaginar que espécie de homem estaria diante de vocês neste dia, se a sua influência me fosse tirada subitamente. A face enrugada suavizou-se, parecendo que ele lembrara de algo. “Tão perfeitamente entrosados nos tornamos, que ela pode dizer-me páginas com um simples olhar, chamar-me ao arrependimento com o toque de sua mão, tirar-me do desespero com o traço de um sorriso, levar-me à dor com o tremer de seus lábios, ou inspirar-me à grandeza com o menear de sua cabeça. Deus certamente deve ter olhado para Leo Brunel e sabido que este homem desajeitado e abrasivo tropeçaria desordenadamente pela vida, se deixado só. E assim ele deu ao meu rude exterior a suavidade protetora do seu encanto, alisou a superfície áspera e irregular com o calor gentil do seu sorriso, preenchendo as lacunas com a plenitude da sua personalidade.” Leo Brunel parou, e depois continuou devagar, molhando diretamente para sua esposa. “Vibro com cada fibra do meu ser, quando penso no que ainda posso tornar-me, quando nossas cem mil horas de associação se expandirem para um milhão de bilhão, na vasta expansão da eternidade. Mesmo a condição de deidade, se eu for tão afortunado que a conquiste, será ganha somente com a ajuda dela.”

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FAMÍLIA

Lares Celestiais – Famílias Eternas

Thomas S. Monson

Hinos e discursos lembram-nos com frequência que a família é a base de uma vida recta, e, nenhuma outra instituição pode substituí-la ou cumprir suas funções essenciais. Uma casa é feita de madeira, pedras ou tijolos. A família é feita de amor, sacrifício e respeito. E a casa pode transformar-se em céu, quando abriga uma família. Há famílias grandes e pequenas, constituídas de pessoas jovens ou idosas. Elas podem estar em excelentes condições ou apresentar sinais de idade, negligência ou deterioração. Podem ser formadas pela mãe, pai, filhos e filhas, todos morando em casa, ou ser constítuidas de uma só pessoa. Mas a família continua sempre, pois as famílias são eternas.

Aprendei do Arquitecto Mestre

Estejamos preparando-nos para formar nossa própria família, ou simplesmente considerando como trazer o céu para mais perto de nosso lar, todos nós podemos aprender com o Senhor. Ele é o arquitecto mestre. Ensinou-nos como devemos construir.

Quando Jesus caminhava pelas estradas poeirentas de cidade e vilas que agora reverentemente chamamos de Terra Santa, e ensinava seus discípulos na bela Galileia, muitas vezes falava em parábolas, numa linguagem que o povo entendia. Referia-se frequentemente à construção da casa, como: “Toda… casa, dividida contra si mesma não subsistirá.” (Mateus 12:25) mais tarde advertiu: “Eis que a minha casa é uma casa de ordem… e não de confusão.” (Doutrina e Convênios 132:8) Numa revelação concedida através do Profeta Joseph Smith, em Kirtland, Ohio, em 27 de Dezembro de 1832, o Mestre aconselha: “organizai-vos; preparai todas as coisas necessárias; e estabelecei uma casa, mesmo uma casa de fé, uma casa de ensino, uma casa de glória, uma casa de ordem, uma casa de Deus.” (D&C 88:119)

Onde qualquer de nós poderia encontrar uma planta mais adequada para construir com mais sabedoria e propriedade? Uma casa assim seria o tipo de casa descrita por Mateus, uma casa construída “sobre a rocha”, capaz de suportar as tormentas da adversidade, as torrentes da oposição e os vendavais da dúvida, sempre presentes em nosso mundo desafiador. (Ver Mateus 7:24-25)

Algumas pessoas poderão perguntar: “Mas essa revelação referia-se à construção de um templo. Aplica-se também à vida familiar?” Eu responderia: “Não declarou o Apóstolo Paulo: “Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de deus habita em vós?”” (1 Corintíos 3:16) Deixemos que o senhor seja o Arquitecto Mestre da Família – e do lar – que nós edificamos. Assim, cada um de nós será o construtor. Gostaria de mencionar algumas directrizes de Deus, lições de vida e pontos a ponderar ao começarmos a construir.

Ajoelhai-vos para Orar

“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.” (Provérbios 3:5-6) assim falou o sábio Salomão, filho de David, rei de Israel. No continente americano, Jacó, irmão de Néfi, declarou: “Olhai para Deus com mentes firmes e rogai a ele com ardente fé.” (Jacó 3:1) Este conselho, divinamente inspirado, pode significar para nós hoje, o mesmo que a água cristalina significa para a terra sedenta. Vivemos numa época tumultuosa. Os consultórios médicos, em todo o mundo, estão repletos de indivíduos com problemas emocionais, além de distúrbios físicos. Os divórcios florescem, porque as pessoas não conseguem resolver seus problemas. Os departamentos de pessoal e assistentes sociais, nas indústrias, trabalham longas horas para auxiliar pessoas em seus problemas. Certo funcionário, encarregado de tratar problemas menores, colocou um pequeno cartaz sobre a sua mesa, para as pessoas que não conseguiam solucionar os seus. Nele estava escrito: “Você já experimentou orar?” Essa pessoa não pensou que estava fornecendo um conselho capaz de solucionar mais problemas, aliviar mais sofrimentos, evitar mais transgressões, e provocar mais paz e contentamento na alma humana, do que qualquer outra coisa. Perguntaram a um famoso juiz dos Estados Unidos como nós, cidadãos dos países do mundo, poderíamos ajudar a reduzir o crime e desobediência à lei, proporcionando mais paz e alegria ás pessoas e nações. Ele respondeu seriamente: “Eu sugeriria a volta ao antigo costume da oração familiar?”

Não nos sentimos gratos pelo facto de a oração familiar não ser, entre nós, como povo, um costume ultrapassado? Não existe visão mais bela, em todo o mundo do que uma família em oração. Há um significado muito real nas palavras: “A família que ora unida permanece unida.” O Senhor instruiu-nos a fazermos oração familiar, quando disse: “Rogai no seio de vossa família ao Pai, sempre em meu nome, a fim de que vossas esposas e filhos possam ser abençoados.” (3 Néfi 18:21)

Gostaria de que olhásseis comigo para um típica família SUD (“Santos dos Últimos Dias”), oferecendo preces ao Senhor. O pai, a mãe e todos os filhos se ajoelham, baixam a cabeça e fecham os olhos. Um doce espirito de amor, união e paz invade o lar. Quando um homem ouve a vozinha de seu filho orando a deus, para que o pai faça as coisas certas e seja obediente aos mandamentos do Senhor, achais que lhe será difícil honrar a oração de seu precioso filho? Quando uma filha adolescente ouve sua doce mãe suplicar a Deus que ela seja inspirada na escolha de suas amizades, e que se prepare para casar-se no templo, não credes que essa filha procurará honrar a humilde súplica da mãe a quem tanto ama? Quando o pai, a mãe e cada um dos filhos oram fervorosamente para que os membros da família vivam dignamente, que os filhos possam, no devido tempo, receber o chamado de servir como embaixadores do Senhor nos campos missionários da Igreja, não começamos a ver como esses filhos chegam à adolescência com o desejo intenso de cumprir missão? Quando oferecemos a deus nossas orações familiares e pessoais, façamo-lo com fé e confiança. Se algum de nós não tem seguido fielmente o conselho de orar sempre, não existe melhor momento para começar do que agora. Aqueles que acham a oração um sinal de fraqueza, devem lembrar-se de que um homem nunca é maior do que quando está ajoelhado.

Servi Espontaneamente

Como exemplo de serviço, voltemo-nos à vida de Jesus. A vida de Jesus, quando ministrou aos homens, é como uma luz voltada para o bem. Ele deu força aos membros dos paralíticos, visão aos olhos dos cegos, audição aos surdos e vida aos mortos. Suas parábolas pregam poder. Com o bom samaritanos, ele ensinou: “Amarás o teu próximo.” por meio da bondade demonstrada à mulher apanhada em adultério, ele ensinou a compreensão piedosa. Na parábola dos talentos, ensinou-nos o aprimoramento pessoal e a luta pela perfeição. Ele podia bem estar-nos preparando para a função de formar uma família eterna. Os que elevam, não se apóiam. Os que realizam, não duvidam. Os que servem, não reclamam.

Na vida do profeta Ezra Taft Benson e em sua família, encontramos um exemplo de serviço espontâneo. O presidente Benson contou às Autoridades gerais como seu pai foi chamado a cumprir missão. Ele deixou para trás a esposa, que esperava outro filho, seus sete filhos, a fazenda, e tudo o que possuía. Perdeu alguma coisa? O Presidente Benson conta como sua mãe reunia a família em redor da mesa da cozinha, e lá, à luz bruxuleante de uma lamparina, lia as cartas do marido. Durante a leitura, interrompia-se vez por outra para enxugar as lágrimas que fluíam livremente. O resultado? Mais tarde, todos os filhos cumpriram missão. Cada um deles serviu espontaneamente.

Auxiliar os que se Desviam

Na jornada ao longo dos caminhos da vida , sempre acontecem acidentes. Alguns afastam-se dos sinais da estrada, que indicam a rota da vida eterna, descobrindo depois que o desvio escolhido não leva a parte alguma. Indiferença, descuido, egoísmo e pecado, tudo isto afasta as pessoas da vida eterna. Em muitas famílias, encontramos indivíduos que, por razões inexplicáveis, rebelam-se, descobrindo mais tarde que o resultado foi apenas dor e sofrimento.

No final do ano de 1985, a Primeira Presidência da Igreja mostrou sua preocupação por aqueles que se haviam afastado do rebanho de Cristo, e publicou uma declaração especial, intitulada: “Convite para Voltar.” A mensagem continha este apelo: “Aconselhamos os membros da Igreja a perdoarem aqueles que possam tê-los ofendido. Aos que deixaram de ser activos e àqueles inclinados a criticar, dizemos: -Voltai. Voltai a banquetear-vos na mesa do Senhor; tornai a provar dos doces e saciadores frutos da fraternidade dos santos. Acreditamos em que muitos anseiam por retornar, mas estão constrangidos em fazê-lo. Asseguramo-vos que sereis recebidos de braços abertos e mãos estendidas, dispostas a ajudar.”

Precisamos estender esse mesmo convite amoroso às pessoas de nossa família que se desviaram dos caminhos da verdade. O amor é o elo de ligação, o bálsamo sanador. Jamais devemos deixar de amar, até mesmo os membros de nossa família que nos causaram sofrimento. O Senhor nos ordenou: “Juntos habitareis em amor.” (D&C 42:45)

Ajoelhai-vos para orar. Servi espontaneamente. Auxiliai os que se desviam. Cada um desses passos é uma página vital da planta de Deus para transformarmos uma casa em lar, e um lar em céu. Construamos com perícia, evitemos os atalhos e sigamos sua planta. Então o senhor, que é o inspector de nossa construção, poderá dizer-nos, como disse a Salomão, um construtor de outros tempos: “Santifiquei a casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre; e os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias.” (1 Reis 9:3). Assim teremos lares celestiais e famílias eternas. Oro humildemente e sinceramente que cada um de nós receba essa bênção.

(Liahona 1988) Copyright A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

A Quantidade Diária de Amor

por H. Burke Peterson

Há alguns anos, durante a reunião de jejum e testemunho de nossa ala, um jovem pai, orgulhosamente, deu um nome e uma bênção ao seu primeiro filho. Mais tarde, ao levantar-se para prestar o seu testemunho, ele expressou o seu agradecimento por haverem recebido aquela criança, e disse na ocasião, de maneira desconcertante, que, considerando que aquela criança parecia não compreender nada do que lhe disseram, gostaria de saber como poderia comunicar-se com ela. “Tudo o que podemos fazer”, disse ele, “é tomá-la em nossos braços, acariciá-la, abraça-la, beijá-la e murmurar palavras de amor aos seus ouvidos.” Depois da reunião, aproximei-me do jovem pai e disse-lhe que seu testemunho nos mostrou um padrão bem sucedido pelo qual podemos criar filhos saudáveis. Declarei ainda que desejava que ele nunca esquecesse aquilo, mesmo que seu filho chegasse à maturidade, e esperava que continuasse a colocar em prática aquele princípio.

Entre as grandes tragédias que vemos diariamente ao nosso redor, encontram-se inúmeras crianças e adultos que literalmente morrem de fome, porque não estão sendo alimentados com sua quantidade diária de amor. Encontramos em nosso meio milhares de pessoas que dariam tudo na vida para poderem ouvir essas cálidas expressões de afecto. Todos nós já vimos pessoas solitárias e desanimadas que jamais as escutaram.

Há alguns anos, fui designado para visitar uma missão da igreja em outro país. Antes de nossa reunião inicial com os missionários, perguntei ao presidente da missão se havia alguns problemas que eu precisasse resolver. Ele falou-me a respeito de um missionário que decidira voltar para casa mais cedo, pois sentia-se muito infeliz. “Como poderei ajudá-lo?”, perguntei. O presidente não tinha a menor idéia. Quando eu estava cumprimentando os missionários antes da reunião, não foi difícil descobrir qual deles desejava voltar para casa. Disse ao presidente que, caso ele não se importasse, gostaria de falar com aquele jovem, depois da reunião. Enquanto o observava durante o decorrer dos serviços, tudo em que eu conseguia pensar era naquele enorme pedaço de chiclete que ele tinha na boca. Depois da reunião, aquele missionário alto veio até ao púlpito.

-Podemos conversar? – perguntei.

Sua resposta foi uma inferência de que nada lhe importava menos. Fomos para o lado da capela, sentamo-nos e lhe dei a minha melhor prelecção a respeito de por que os missionários não devem voltar mais cedo para casa. Ele ficou olhando o tempo todo para o que se passava fora da janela e não me deu a mínima atenção. Depois daquela ocasião, estivemos juntos durante dois dias em diversas reuniões. Certa vez, ele chegou ao cúmulo de sentar-se na primeira fila de bancos e ler um jornal enquanto eu falava. Sentia que ele me deixava aturdido e nervoso. A esse ponto, meu parecer era de que ele devia voltar para casa – e logo! Estivera orando durante aqueles dois dias, buscando um meio de alcançá-lo, mas não obtive êxito.

Na última noite, depois da reunião eu estava conversando com alguma pessoas em frente da capela, e de soslaio, pude ver aquele élder nas imediações. Naquele momento exacto, entrou em meu coração um sentimento por aquele jovem como jamais havia experimentado em minha vida. Pedi licença e fui até onde ele estava, peguei em sua mão, olhei bem em seus olhos e disse: “Élder, tive muito prazer em conhecê-lo. Quero que saiba que o amo.” Nada mais dissemos, quando nos separámos. Saí da capela, dirigi-me para o meu carro e lá estava ele novamente. Apertei-lhe a mão, coloquei meu braço sobre os seus ombros, e olhei novamente em seus olhos, dizendo. “O que lhe disse há pouco veio do fundo de meu coração. Eu o amo; por favor, mantenha-se em contacto comigo.” O espírito se comunica com o espírito. Foi naquele momento que seus olhos se encheram de lágrimas, e aquele rapaz disse, simplesmente: “Bispo Peterson, em toda a minha vida, jamais me lembro de alguém ter-me dito que me amava.” Agora eu sabia por que ele se sentia tão confuso, perturbado, inseguro, e desejava deixar o campo missionário.

Falando a respeito de um filho ou filha, algumas pessoas diriam: “Ele sabe que o amo. Já não fiz tudo por ele? Compro-lhe roupas, dou-lhe um lar confortável, educação e tantas outras coisas.” Não cheguem a conclusões precipitadas; a menos que uma pessoa sinta que sua necessidade foi suprida, os pais não cumpriram a sua responsabilidade. Devemos fazer um esforço ainda mais definido para realmente comunicarmos nosso amor a uma criança inquiridora. O acto de um pai dar amor a seu filho ou filha não deve depender do comportamento deles. Muitas vezes as pessoas que pensamos menos merecerem o nosso amor, são as que mais dele necessitam. Lembrem-se desta admoestação aos pais que encontramos nas Escrituras: “Não permitireis que vossos filhos andem famintos ou desnudos, nem que transgridam as leis de Deus, e briguem e disputem entre si e sirvam o diabo, que é o mestre do pecado ou o espírito mau de quem nossos pais falaram, o inimigo de toda a justiça. Mas ensiná-los-eis a andar pelos caminhos da verdade e da moderação; ensiná-los-eis a se amarem mutuamente e a servirem uns aos outros.” (Livro de Mórmon, Mosias 4:14-15)

Permitam-me sugerir que os filhos ouvirão mais atentamente os ensinamentos de seus pais e os seguirão com maior devoção, se eles foram anteriormente urdidos com as fibras douradas do amor. Se desejarmos que as nossas palavras sejam lembradas, elas devem ser acompanhadas e seguidas de acções devotas e consideradas que não possam ser esquecidas. Muitas pessoas estão esperando, que as outras dêem o primeiro passo, antes de tomarem uma atitude inicial. Se você é um pai ou filho, esposo ou esposa que esteve esperando que o outro se expressasse primeiro, por favor, atentem para este exemplo.

Um dos segredos mais eficazes para se alcançar a felicidade encontra-se no capítulo quatro de 1 João, no versículo 19. São apenas dez palavras – leiam atentamente:

Nós o amamos a ele, por que ele nos amou primeiro.”

Isto fará com que ocorra uma modificação em nós, pois é uma afirmativa correcta. Conseguiram captar a mensagem que ela mantém? “Ele nos amou primeiro.” Seus filhos os amarão e também seus irmãos, irmãs e companheiros eternos – porque você os amou primeiro. Não quero dizer que isto acontecerá em apenas um dia, uma semana, ou um ano. Mas acontecerá, se vocês não desistirem. Se ainda não conseguiram cultivar o hábito de expressar o seu amor regularmente, é fácil começar – talvez um pouco de cada vez. Ao iniciar essa aproximação, até mesmo um copo de água pode fazer com que uma pessoas se afogue. Estabeleçam a dosagem de acordo com o que a tolerância em aceitá-lo permitir. Seja qual for a quantidade de afecto que derem, mostrem-se sinceros e honestos em suas maneiras de expressá-lo. As montanhas impossíveis de se galgar são escaladas por pessoas que possuem a auto confiança advinda de serem realmente amadas. As prisões e outras instituições, até mesmo os nossos próprio lares, estão cheios de pessoas que sempre tiveram fome de afecto. Num mundo e sociedade em que Satanás está desencadeando os mais violentos ataques que jamais dirigiu aos filhos dos homens, não temos arma melhor para enfrentá-lo do que o amor puro, desinteressado e cristão.

Sei muito bem que para muitas pessoas não é fácil iniciar essas atitudes – nossa vivência, costumes e culturas são diferentes. Sem levar em consideração o que é mais fácil ou difícil para vocês, o Mestre deu um mandamento a todos – não apenas a alguns habitantes de um país ou a uma centena de outro, não apenas a uma família daqui e a outra de acolá, mas a todos os seus filhos agora! Demonstrem-no agora, para que possamos desfrutar das eternidades, juntos como família. Ele nos disse no Evangelho de João: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros: como u vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (João 13:34-45) Todos nós podemos ser seus discípulos.

Há algumas semanas, o Presidente Kimball passou por mim quando nos dirigíamos apressadamente para uma reunião. Ele parou, apertou-me a mão, olhou bem nos meus olhos, deixou de lado todas as suas outras preocupações e disse, simplesmente: “Sinto muito que às vezes estejamos tão ocupados. Creio que não lhe disse ultimamente o quanto o amo e respeito.” Pude sentir o seu espirito; acreditar nele; e meus espirito se elevou a novas alturas. Se essa expressão emanar do coração, ela produzirá resultados. Ela trará paz e felicidade a uma alma perturbada. Por favor, tentem aplicar esses princípios seguidamente. Eu sei que vive aquele que estabeleceu esse padrão.

Discurso proferido na 147ª Conferência Anual da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em 3 de Abril de 1977.

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Abril / 2009

Ensinar a Doutrina Verdadeira

Pres. Henry B. Eyring
1 Conselheiro da 1 Presidência

Sempre houve guerra entre a luz e as trevas, entre o bem e o mal, mesmo
antes da criação do mundo.
A batalha entre o bem e o mal continua, e parece que
o número de baixas é crescente.
Todos nós temos membros da família a quem amamos
e que estão sendo atormentados pelas forças
do destruidor, que deseja que todos os filhos de Deus se tornem infelizes.
Muitos de nós já passaram noites em claro. Existem forças
invisíveis do bem e do mal que envolvem
as pessoas que estão em perigo, e tentamos
fazer com que as forças do bem aumentem ao máximo. Nós os amamos.
Demos o melhor exemplo que podíamos. Oramos
suplicando por eles. Há muito tempo, um
sábio profeta deu-nos um conselho a respeito
de outra força que, às vezes, subestimamos e por isso utilizamos muito pouco.

Alma foi o líder de um povo que enfrentou a destruição infligida por inimigos
terríveis. Diante do perigo, teve de escolher, pois não podia fazer tudo.
Ele poderia ter construído fortalezas, criado armamentos
ou treinado exércitos. No entanto, sua única
esperança de vitória era receber o auxílio
de Deus, e sabia que, para isso, o povo teria
que se arrepender. Então, decidiu tentar algo espiritual primeiro:
“Ora, como a pregação da palavra exercia uma grande influência
sobre o povo, levando-o a praticar o que era
justo — sim, surtia um efeito mais poderoso
sobre a mente do povo do que a espada ou
qualquer outra coisa que lhe houvesse acontecido — Alma, portanto, pensou que seria
aconselhável pôr à prova a virtude da palavra de Deus” (Alma 31:5).

Abrir a Mente e o Coração

A palavra de Deus é a doutrina ensinada por Jesus Cristo e por Seus profetas.
Alma sabia que as palavras da doutrina têm grande poder.
Podem abrir a mente das pessoas para que vejam as coisas espirituais, invisíveis aos
olhos naturais. Abrem também o coração
para o amor de Deus e para o amor à verdade.
O Salvador utilizou essas duas fontes de poder, que são abrir a mente e o coração,
na seção 18 de Doutrina e Convênios, ao ensinar Sua doutrina a quem escolhera para ser missionários.
Ao lerem estas palavras, pensem nos rapazes de sua família que
estão agora hesitando em se preparar para a
missão. Foi assim que o Mestre ensinou dois
de Seus servos, e é uma maneira de ensinar a
doutrina Dele aos jovens que vocês amam:
“E agora, Oliver Cowdery, dirijo-me a ti e também a David Whitmer, por meio de
mandamento; pois eis que ordeno a todos os
homens de todos os lugares que se arrependam; e falo a vós como falei a Paulo, meu
apóstolo, porque sois chamados pelo mesmo chamado que ele.
Lembrai-vos de que o valor das almas é grande à vista de Deus” (D&C 18:9–10).

Finalmente, abre-lhes os olhos para que vejam além do véu.
Remete-nos todos a uma existência futura, descrita no grande plano de salvação, ao lugar onde poderemos,
um dia, estar. Fala-nos de amizades tão maravilhosas, que
valeriam todos os sacrifícios que fizéssemos para tê-las:
“E, se trabalhardes todos os vossos dias clamando arrependimento
a este povo e trouxerdes a mim mesmo que
seja uma só alma, quão grande será vossa alegria com ela no reino de meu Pai!
E agora, se vossa alegria é grande com uma só alma
que tiverdes trazido a mim no reino de meu Pai, quão
grande será vossa alegria se me trouxerdes muitas almas!”
(D&C 18:15–16).
Nessas poucas passagens, Ele ensina a doutrina para
que abramos o coração ao Seu amor. Ensina a doutrina
para que vejamos as realidades espirituais, invisíveis à
mente que não esteja iluminada pelo Espírito da Verdade.

Como Devemos Ensinar
A necessidade de abrir olhos e tocar corações mostranos
como devemos ensinar a doutrina. Ela só tem força
quando o Espírito Santo confirma que é verdadeira.
Preparamos aqueles a quem ensinamos da melhor
maneira possível para ouvirem o sussurro suave da voz
mansa e delicada. Isso exige, pelo menos, um pouco de fé
em Jesus Cristo. Exige, pelo menos, um pouco de humildade
e desejo de colocar-nos à disposição do Salvador.
Talvez as pessoas a quem estejam ensinando tenham
pouca fé e humildade, mas vocês podem fazer com que tenham o desejo de acreditar.
Mais do que isso, podem receber a segurança fundamentada na segunda força da
doutrina. A verdade prepara seu próprio caminho.
Basta ouvir as palavras da doutrina para que a semente da fé seja plantada no coração.
Mesmo uma sementinha de fé em Jesus Cristo serve de convite ao Espírito.

Temos mais controle sobre nossa preparação.
Banqueteamo-nos com a palavra de Deus encontrada
nas escrituras e estudamos as palavras dos profetas
vivos. Jejuamos e oramos para pedir que o Espírito esteja
conosco e com a pessoa a quem ensinamos.
Como precisamos da ajuda do Espírito Santo, devemos
ser prudentes e cuidadosos para não ensinarmos o que
não seja doutrina verdadeira. O Espírito Santo é o Espírito
da Verdade. Ele confirmará o que ensinamos, se evitarmos
a especulação e a interpretação pessoal — o que pode ser difícil fazer.

Uma das maneiras mais certas de não incorrermos em
doutrina falsa é ensinarmos com simplicidade.
A segurança está na simplicidade, e não se perde nada com isso.
Sabemos disso porque o Salvador nos disse que ensinássemos
a doutrina mais importante às criancinhas. Ouçam
Seu mandamento: “E também, se em Sião ou em qualquer
de suas estacas organizadas houver pais que, tendo filhos,
não os ensinarem a compreender a doutrina do arrependimento,
da fé em Cristo, o Filho do Deus vivo, e do batismo e do dom do Espírito Santo pela imposição das
mãos, quando tiverem oito anos, sobre a cabeça dos pais seja o pecado” (D&C 68:25).
Podemos ensinar até mesmo uma criança a entender a
doutrina de Jesus Cristo. Portanto, com a ajuda de Deus é
possível ensinar a doutrina de salvação com simplicidade.

Começar Cedo
Nossa probabilidade de sucesso é maior com as crianças
pequenas. O melhor momento de ensiná-las é bem
cedo, enquanto ainda são imunes às tentações de seu inimigo
mortal, e bem antes que o barulho das dificuldades
pessoais as impeça de ouvir as palavras da verdade.

Os pais sábios jamais perderiam uma oportunidade de reunir os filhos para aprenderem a doutrina de Jesus Cristo.
Esses momentos são raríssimos quando comparados ao trabalho do inimigo.
Para cada hora de ensino de doutrina na vida de uma criança, é possível que haja centenas de horas de mensagens e imagens
que negam e ignoram as verdades de salvação.

Não nos devemos perguntar se estamos ou não muito cansados para prepararmo-nos
para ensinar a doutrina; ou se não seria melhor aproximar-nos dos filhos com brincadeiras,
ou se eles não estariam começando a pensar que fazemos sermões demais. Deveríamos é
perguntar: “Como tenho tão pouco tempo e
tão poucas oportunidades, o que poderia dizer para fortalecê-los quando sua fé for atacada, o
que por certo acontecerá?” Pode ser que eles se lembrem das palavras que vocês dizem
hoje; e o dia de hoje logo terá fim.

Os Efeitos Duradouros do Ensino
Poderão surgir duas dúvidas. Talvez se
perguntem se sabem a doutrina o suficiente para ensinar; e, caso já tenham tentado
ensiná-la, talvez se perguntem por que não a veem surtir efeito.
Em minha família, houve uma jovem que
teve a coragem de começar a ensinar a doutrina
quando ainda era membro recém-converso, e não tinha muita instrução.
O fato de seus ensinamentos continuarem produzindo
efeito dá-me paciência para esperar os frutos do meu próprio trabalho.
Minha bisavó chamava-se Mary Bommeli.
Não cheguei a conhecê-la. Uma de suas netas
escreveu uma história que a ouviu contar.
Mary nasceu em 1830. Os missionários ensinaram sua família na Suíça quando ela
estava com vinte e quatro anos. Ela morava com a família numa pequena fazenda e
ajudava no sustento da casa fabricando e
vendendo tecidos. Quando a família ouviu a doutrina do evangelho restaurado de Jesus
Cristo, logo soube que era verdadeira. Foram
todos batizados. Os irmãos de Mary serviram
como missionários sem bolsa nem alforje. O restante da família vendeu tudo o que possuía
para se unir aos santos nos Estados Unidos.
Não havia dinheiro suficiente para todos irem. Mary propôs-se a ficar para trás, porque
achava que, tecendo, poderia ganhar dinheiro suficiente para manter-se e economizar para
a viagem. Ficou na casa de uma mulher em Berlim, que a contratou para tecer roupas para
sua família. Morava em um quarto de empregados e tecia na área social da casa.
Era contra a lei ensinar a doutrina da Igreja
de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em Berlim; mas Mary não conseguiu guardar as
boas-novas só para si. A dona da casa e suas
amigas reuniam-se ao redor do tear
da moça suíça para ouvi-la ensinar. Ela falou
da aparição do Pai Celestial e de Jesus Cristo a Joseph Smith, da visita de anjos e do Livro
de Mórmon. Quando chegou aos registros de
Alma, ensinou a doutrina da Ressurreição. Isso atrapalhou o trabalho dela.
Naquela época, muitas crianças morriam bem pequenas.
As mulheres que estavam ao redor do tear tiveram filhos que morreram, vários até.
Quando Mary explicou que as crianças eram
herdeiras do reino celestial e que aquelas mulheres voltariam a encontrar os filhos,
o Salvador e o Pai Celestial, todas choraram, inclusive Mary.
Todas aquelas lágrimas molharam o tecido que ela estava fazendo.
Os ensinamentos de Mary criaram problemas ainda mais graves. Apesar de ter suplicado
às mulheres que não mencionassem a ninguém o que lhes tinha dito, ainda assim,
elas o fizeram. Falaram da boa doutrina a seus amigos. Então, certa noite, alguém bateu à porta.
Era a polícia. Mary foi presa. A caminho da prisão,
perguntou ao policial o nome do juiz a quem deveria
apresentar-se na manhã seguinte. Perguntou se ele tinha
família e se era bom pai e marido. O policial sorriu ao dizer que o juiz era um homem mundano.
Na prisão, Mary pediu lápis e papel e escreveu uma
carta ao juiz. Escreveu sobre a Ressurreição de Jesus Cristo
conforme descrita no Livro de Mórmon, sobre o mundo
espiritual e quanto tempo o juiz teria antes do julgamento
final, para considerar e pensar sobre sua vida. Disse que
sabia que ele tinha muito de que se arrepender, coisas
que iriam magoar seus familiares e causar grande tristeza
a ele também. Mary passou a noite toda escrevendo. Pela
manhã, pediu ao policial que levasse sua carta ao juiz, e ele o fez.
Mais tarde, o policial foi chamado à sala do juiz.
A carta de Mary era uma prova irrefutável de que ela
vinha ensinando o evangelho e, portando, infringindo
a lei. Contudo, o policial não tardou a voltar à cela de
Mary. Disse-lhe que todas as acusações haviam sido
retiradas e que ela estava livre. Ao ensinar a doutrina
do evangelho restaurado de Jesus Cristo, ela tocou
tantos corações que acabou sendo presa. O fato de ter declarado a doutrina do arrependimento ao juiz fez com
que fosse libertada.

Moldar Seus Descendentes
Os ensinamentos de Mary Bommeli não tocaram
somente as mulheres ao redor do tear e o juiz. Meu
pai, neto dela, conversou muito comigo nas noites
que precederam sua morte e falou das alegres reuniões
que em breve aconteceriam no mundo espiritual.
Falava com tamanha certeza que eu quase podia ver
o brilho do sol e o sorriso no rosto das pessoas que
estavam no paraíso.

Em dado momento, perguntei-lhe se tinha algo de que se
deveria arrepender. Ele sorriu. Deu uma risadinha e disse:
“Não, Hal, venho-me arrependendo ao longo da vida”. A
doutrina do paraíso que Mary Bommeli ensinou àquelas
mulheres era real para seu neto. Até a doutrina que ela ensinara
ao juiz influenciou a vida de meu pai para sempre. Esse
não será o fim dos ensinamentos de Mary Bommeli. O registro
de suas palavras ensinará a doutrina verdadeira a muitas gerações futuras de sua família.

Sou grato por viver em uma época em que nós e nossa
família temos a plenitude do evangelho restaurado.
Sou grato pela missão de amor do Salvador, e pelas palavras
de vida que nos deu. Oro para que transmitamos essas palavras àqueles a quem amamos.
Testifico que Deus, nosso Pai, vive e ama a todos os Seus filhos. Jesus Cristo é
Seu Filho Unigênito na carne e nosso Salvador. Sei que Ele
ressuscitou e sei que podemos ser purificados por intermédio
da obediência às leis e ordenanças do evangelho de Jesus Cristo. ◼

O Que a Expiação Significa para Você?

Elder Cecil O. Samuelson Jr.
Dos Setenta

O Profeta Joseph Smith ensinou: “Os
princípios fundamentais de nossa religião são o testemunho dos Apóstolos
e Profetas a respeito de Jesus Cristo, que Ele
morreu, foi sepultado, ressuscitou no terceiro dia e ascendeu ao céu;
todas as outras coisas de nossa religião são meros apêndices disso”.

Os riscos de distanciar-nos de nosso Pai
Celestial e do Salvador são significativos e
estão constantemente ao nosso redor.
Felizmente, a Expiação também tinha em vista
todas essas situações. É por isso que Jacó, irmão de Néfi, descreveu a Expiação como
“infinita” (2 Néfi 9:7), que significa sem limites
ou restrições externas. É por isso que a Expiação é tão extraordinária e necessária.
Não admira, portanto, que não apenas precisemos
valorizar essa incomparável dádiva, mas também compreendê-la claramente.

A Expiação torna a Ressurreição uma realidade para todos. Contudo, em relação
a nossos pecados e transgressões pessoais,
alguns aspectos condicionais da Expiação exigem que tenhamos fé no Senhor Jesus
Cristo, arrependamo-nos e cumpramos as leis e ordenanças do evangelho.

Imortalidade e Vida Eterna
Talvez o versículo mais citado em nossas
reuniões e em nossos escritos seja este
maravilhoso e esclarecedor versículo do livro de Moisés:
“Pois eis que esta é minha obra e minha glória:
Levar a efeito a imortalidade e  vida eterna do homem” (Moisés 1:39).

Não me recordo de ter conhecido uma pessoa que professasse uma forte fé em Jesus
Cristo e que estivesse muito preocupada com a Ressurreição.
É verdade que todos temos muitas perguntas a respeito de detalhes, mas compreendemos que a promessa fundamental
inclui todas as pessoas e será cumprida.

Como a vida eterna é condicional e exige esforço e obediência de nossa parte, a maioria de nós se preocupa, de tempos em
tempos, talvez regularmente — e até constantemente — com dúvidas sobre estarmos ou não vivendo da maneira que deveríamos.
Como o Élder David A. Bednar, do Quórum dos Doze Apóstolos, perguntou:
“Será que estamos crendo erroneamente que devemos
progredir e tornar-nos santos por nós mesmos,
empregando esforço próprio, força de vontade e disciplina”?
Se nossa salvação fosse apenas uma
questão de esforço pessoal, estaríamos em graves apuros porque todos nós somos
imperfeitos e incapazes de obedecer plenamente, em todos os sentidos, o tempo  todo.
Como, então, conseguimos a ajuda e o auxílio de que necessitamos? Néfi esclareceu o dilema da relação entre graça e obras, ao
testificar: “Pois sabemos que é pela graça que somos salvos, depois de tudo o que pudermos fazer” (2 Néfi 25:23).
O Bible Dictionary nos lembra que graça significa um mecanismo ou dispositivo divino
que proporciona força ou ajuda por meio da misericórdia e do amor de Jesus Cristo
colocados ao nosso alcance pela Expiação.

Felicidade por Meio da Expiação
(…) Néfi teve de lidar com graves problemas familiares,
exacerbados por Lamã e Lemuel; e, por fim,
precisou se isolar, com seus seguidores,
daqueles que ficaram do lado de Lamã e Lemuel.
Diante de todas essas privações e dificuldades, Néfi
foi capaz de dizer: “E aconteceu que vivemos felizes” (2 Néfi 5:27).
Ele compreendia que havia um padrão de vida que
resulta em felicidade, independentemente das dificuldades,
obstáculos e desapontamentos que ocorrem na vida de todos.
Foi capaz de concentrar-se na visão geral do plano de Deus para ele e seu povo, não se
deixando abater pelas frustrações ou pela correta compreensão
de que a vida não é justa. Apesar de tudo isso, ele e seu povo foram felizes. Compreenderam
que haveria uma Expiação e que podiam confiar que estariam incluídos nela.

Néfi fez a si mesmo importantes perguntas que podemos igualmente fazer-nos ao refletirmos sobre o papel da
Expiação de Cristo em nossa vida: (ler(2 Néfi 4:26–27)
Depois de seu lamento, ele respondeu à própria pergunta, sabendo como deveria abordar seus problemas:
“Desperta, minha alma! Não te deixes abater pelo pecado.
Regozija-te, ó meu coração, e não dês mais lugar ao inimigo
de minha alma. (…) Ó Senhor, confiei em ti e em ti confiarei sempre” (2 Néfi 4:28, 34).

Tampouco podemos ou iremos conhecer o significado de todas as coisas, mas podemos e precisamos saber que
Deus ama Seus filhos e que podemos ser beneficiários da plena medida da graça e Expiação de Cristo em nossa vida e em nossas dificuldades.
Da mesma forma, conhecemos e precisamos lembrar a insensatez e o risco de dar lugar ao mal em nosso coração.
Mesmo que compreendamos plenamente e nos comprometamos a eliminar o mal e o maligno de nosso
coração e de nossa vida, falhamos muito frequentemente porque somos homens e mulheres “naturais” (ver Mosias
3:19). Assim sendo, precisamos ser gratos pelo princípio do arrependimento e colocá-lo em prática.
Embora frequentemente nos refiramos ao arrependimento como um acontecimento, como de fato ele às vezes é, para
a maioria de nós trata-se de um processo constante ao longo de toda a vida.

Há exemplos específicos de iniquidade e erros que podemos abandonar agora
e jamais voltar a cometer. Podemos, por exemplo, ser dizimistas integrais pelo restante de nossos dias,
mesmo que nem sempre tenhamos sido no passado.
Mas outras dimensões de nossa vida exigem nosso contínuo esforço de aperfeiçoamento e constante
atenção, como nossa espiritualidade, caridade, sensibilidade em relação às pessoas, consideração pelos
familiares, preocupação com o próximo, compreensão
das escrituras, participação no templo e qualidade de nossas orações pessoais.

Podemos ser gratos pelo fato de que o Salvador, por
compreender-nos melhor do que nós mesmos, instituiu o
sacramento para que pudéssemos renovar regularmente
nossos convênios, partilhando os sagrados emblemas
com o compromisso de tomar sobre nós Seu santo nome,
sempre lembrar-nos Dele e guardar Seus mandamentos.

Arrependimento e Obediência
Tenho certeza de que nenhum de nós pode imaginar o significado
e a intensidade da dor sofrida pelo Senhor, enquanto realizava a grandiosa Expiação.
Duvido que Joseph Smith, na época, tivesse uma noção plena do sofrimento do Salvador,
embora o Profeta tenha adquirido maior compreensão e entendimento por meio de
suas próprias tribulações e sofrimento nos anos seguintes. Pense na instrução corretiva
dada pelo próprio Jesus ao aconselhar e consolar Joseph nas tenebrosas horas em
que esteve preso na Cadeia de Liberty. O Senhor disse simplesmente: “O Filho do
Homem desceu abaixo de todas elas. És tu maior do que ele?” (D&C 122:8).

É verdadeiramente tocante saber que Jesus passou por tudo isso, não porque não pudesse evitá-lo, mas porque
nos amava. Jesus também ama e honra Seu Pai com uma intensidade e lealdade que somente podemos imaginar.
Se quisermos honrar e amar o Salvador em retribuição, jamais podemos esquecer que Ele realizou a Expiação para que
não precisássemos sofrer no nível que seria exigido de nós exclusivamente pela justiça.
Flagelos, privações, maus-tratos, cravos e inconcebível
aflição e sofrimento, tudo isso levou a Sua dolorosa agonia, que só poderia ser tolerada por alguém que tivesse
Seus poderes e Sua determinação de permanecer no caminho correto e suportar tudo o que tivesse de enfrentar.

A Abrangência da Expiação
Ao ponderarmos a abrangência da Expiação e a disposição
do Redentor de sofrer por todos os
nossos pecados, devemos reconhecer com gratidão que o sacrifício expiatório também cobre muitas outras coisas.
Reflitam sobre estas palavras de Alma ao fiel povo de Gideão, quase um
século antes de a Expiação ser efetuada:
“E [ Jesus] seguirá, sofrendo dores e aflições e tentações
de toda espécie; e isto para que se cumpra a palavra que
diz que ele tomará sobre si as dores e as enfermidades de seu povo.
E tomará sobre si a morte, para soltar as ligaduras da
morte que prendem o seu povo; e tomará sobre si as suas
enfermidades, para que se lhe encham de misericórdia as
entranhas, segundo a carne, para que saiba, segundo a carne,
como socorrer seu povo, de acordo com suas enfermidades.
Ora, o Espírito sabe todas as coisas; não obstante, o Filho
de Deus padece segundo a carne para tomar sobre si os
pecados de seu povo, para apagar-lhes as transgressões, de
acordo com seu poder de libertação; e eis que agora este é
o testemunho que está em mim” (Alma 7:11–13).

Pode imaginar qualquer coisa que substitua a Expiação de Jesus? Além disso,
acrescente a incomparável Ressurreição, e começaremos
a compreender o suficiente para cantar: “Assombro me causa o amor que me dá Jesus”.

O que a Expiação significa para você e para mim? Significa tudo.
Como Jacó explicou, podemos “[reconciliar-nos com o Pai] pela expiação de Cristo, seu Filho Unigênito” ( Jacó 4:11).
Isso significa que podemos arrepender-nos, entrando em plena harmonia com Ele, sendo totalmente
aceitos por Ele, evitando os erros e mal-entendidos que
“[negam] as misericórdias de Cristo e [desprezam] a sua expiação e o poder de sua redenção” (Morôni 8:20).
Abstemos-nos de desonrar e desrespeitar a Expiação do Salvador seguindo o conselho de Helamã, que é válido
tanto hoje quanto nos anos que antecederam o advento terreno do Senhor:
“Oh! Lembrai-vos, lembrai-vos, meus filhos, (…) de que nenhum outro caminho ou meio há pelo qual o homem possa ser salvo, a não ser por meio do
sangue expiatório de Jesus Cristo, que virá; sim, lembrai-vos de que ele vem para redimir o mundo” (Helamã 5:9).
Sua Expiação realmente abrange o mundo e todas as pessoas desde o princípio até o fim.
Não esqueçamos, porém, que sua abrangência e
plenitude também são extremamente pessoais e especificamente personalizadas para adequar-se
com perfeição a cada uma de nossas circunstâncias pessoais.
O Pai e o Filho conhecem-nos melhor do que nós mesmos e prepararam uma Expiação
para nós que está plenamente de acordo com nossas necessidades, possibilidades e dificuldades.
Agradeçamos a Deus pela dádiva de Seu Filho e agradeçamos ao Salvador por Sua Expiação. Ela é verdadeira e
válida e vai-nos conduzir para onde precisamos e desejamos estar. ◼

Extraído de um discurso proferido na Conferência das Mulheres da
Universidade Brigham Young, em 5 de maio de 2006.

Examinar as Escrituras Diligentemente

Professoras Visitantes

Por Que Examinar as Escrituras?
Presidente Howard W. Hunter
(1907–1995): “Recomendo a vocês
as revelações de Deus como o padrão
pelo qual precisamos conduzir nossa
vida e pelo qual precisamos avaliar cada
decisão e ação. Consequentemente,
quando tiverem preocupações e dificuldades,
enfrentem-nas consultando as
escrituras e os profetas” (“Fear Not, Little
Flock”, em 1988–1989 Devotional and
Fireside Speeches 1989, p. 112).

Presidente Ezra Taft Benson (1899– 1994):
“O sucesso em retidão, a capacidade
de não ser enganados e resistir
à tentação, a orientação em nossa vida
diária, a cura da alma — essas são
apenas algumas das promessas que o
Senhor fez para os que buscarem Sua
palavra. (…) Certas bênçãos só são
encontradas nas escrituras, só são recebidas
quando buscamos a palavra do
Senhor e nos apegamos a ela. (…)
(“The Power of the Word”, Ensign,
maio de 1986, p. 82).

Presidente Spencer W. Kimball (1895–1985):
“À medida que conhecerem cada vez mais as verdades
das escrituras, vocês se tornarão mais eficazes no cumprimento do
segundo grande mandamento de amar seu próximo como a si mesmos.
Tornem-se estudiosos das escrituras, não para humilhar as pessoas, mas
para edificá-las! Afinal, quem mais precisa ‘entesourar’ as verdades do
evangelho (para poder relembrá-las nos momentos de necessidade) do
que as mulheres e mães que tanto fazem para nutrir e ensinar?” (“The
Role of Righteous Women”, Ensign, novembro de 1979, p. 102).

Como Posso Entesourar as Escrituras?
2 Néfi 4:15: “Porque minha alma
se deleita nas escrituras e meu coração
nelas medita e escreve-as para instrução e proveito de meus filhos.”

Julie B. Beck, presidente geral
da Sociedade de Socorro:
“Uma boa
maneira de começar a estudar as escrituras é a de ‘aplicá-las’ a nós mesmos
(ver 1 Néfi 19:23). Algumas pessoas começam escolhendo no Guia para
Estudo das Escrituras um assunto que precisam aprender. Ou leem um livro
de escritura desde o início e buscam ensinamentos específicos enquanto o fazem. (…)
Seja qual for a maneira como
alguém começa a estudar as escrituras, a chave para a revelação de
conhecimentos importantes é continuar a estudar. Jamais me canso
de descobrir os preciosos tesouros de verdade nas escrituras, porque
elas ensinam com ‘clareza, sim, tão claramente quanto o podem ser
as palavras’ (2 Néfi 32:7). As escrituras testificam de Cristo (ver João
5:39). Elas dizem todas as coisas que devemos fazer (ver 2 Néfi 32:3).
Elas ‘podem fazer-[nos] sábios para a salvação’   (II Timóteo 3:15).
Por meio da leitura das escrituras
e da oração que acompanha meu estudo, adquiro um conhecimento
que me traz paz e ajuda a manter minhas energias voltadas para as
prioridades eternas. Por ter começado a ler as escrituras diariamente,
aprendi a respeito de meu Pai Celestial, de Seu Filho Jesus Cristo e
do que preciso fazer para tornar-me como Eles” (“Minha Alma Se Deleita
nas Escrituras”, A Liahona e Ensign, maio de 2004, pp. 108–109).

Presidente Thomas S. Monson:
“As santas escrituras adornam nossas estantes de livros.
Cuidem para que elas proporcionem sustento para a mente
e orientação para a vida” (“The Mighty Strength of the Relief Society”,
Ensign, novembro de 1997, p. 95). ◼

O Aprendizado e os Santos dos Últimos Dias

Élder Dallin H. Oaks
do Quórum dos Doze Apóstolos
E Kristen M. Oaks

Como santos dos últimos dias, cremos em ser instruídos
e temos uma filosofia sobre como e por que devemos
buscar essa instrução. Nossa fé religiosa nos ensina que
devemos buscar conhecimento pelo Espírito e que temos
o encargo de usar nosso conhecimento em benefício da
humanidade.

Nossa Jornada em Busca da Verdade
“[Nossa] religião (…) [nos] insta a buscar conhecimento
diligentemente”, ensinou o Presidente Brigham Young
(1801–1877). “Não existe outro povo mais ávido de ver,
ouvir, aprender e compreender a verdade.”

Um santo dos últimos dias instruído deve procurar compreender os importantes
problemas religiosos, seculares, sociais e políticos de sua
época. Quanto mais conhecimento tivermos a respeito
das leis do céu e das coisas terrenas, maior
influência poderemos exercer para o bem
nas pessoas a nosso redor e mais protegidos
estaremos das influências torpes e malignas
que podem confundir-nos e destruir-nos.

Em nossa jornada em busca da verdade,
precisamos procurar a ajuda de nosso amoroso
Pai Celestial. Seu Espírito pode guiar-nos
e intensificar nossos esforços de aprendizado
e magnificar nossa capacidade de assimilar a
verdade. Esse aprendizado pelo Espírito não
se restringe às salas de aula nem à preparação
para os exames acadêmicos. Aplica-se a tudo
o que fazemos na vida e a todo lugar em que
o fazemos: no lar, no trabalho e na Igreja.

Também somos bombardeados por programas
de entrevistas, psicólogos de televisão,
revistas de moda e comentaristas da mídia,
cujos valores distorcidos e práticas questionáveis
podem conduzir nossas opiniões e
influenciar nosso comportamento. Como
exemplo, o Presidente Spencer W. Kimball
(1895–1985) disse: “Jamais houve uma época na história do
mundo em que o papel [dos homens e das mulheres] tenha
sido vítima de tantos mal-entendidos”.

Nessa situação, a confusão, o desânimo ou a dúvida
podem começar a minar nossa fé e afastar-nos do Salvador
e da edificação de Seu reino na Terra. Se concentrarmos
nossas decisões nas tendências e orientações do mundo,
seremos “levados em roda por todo o vento de doutrina,
pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Efésios 4:14).
Sem ser influenciada pela opinião popular, A Igreja de
Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensina princípios.
A diferença é profunda. As tendências, a moda e a ideologia
popular são fugazes e efêmeras.
Os princípios servem como âncoras de segurança, orientação e verdade.
Se fixarmos nossos ideais e nosso rumo na
doutrina e em princípios como ter fé no Senhor
Jesus Cristo e seguir o profeta, teremos um guia
totalmente confiável e imutável para as decisões de nossa vida.

Não precisamos temer.
O Presidente Henry B. Eyring, Primeiro Conselheiro
na Primeira Presidência, ensinou:
“O Senhor sabe o que
vocês precisam fazer e o que precisam conhecer. Ele é
bondoso e onisciente. Por isso, você pode ter certeza de
que Ele proveu oportunidades para que você aprenda,
em preparação para o serviço que vai prestar.
Você não reconhecerá perfeitamente essas oportunidades.
(…) Mas, se colocar as coisas espirituais em primeiro
lugar na vida, será abençoado para sentir-se guiado em
direção a certo tipo de aprendizado e será motivado a trabalhar mais arduamente”.

Dignidade Pessoal
Precisamos abster-nos da impureza sexual,
pornografia ou vícios, bem como de sentimentos negativos
em relação aos outros ou a nós mesmos. O pecado
afasta o Espírito do Senhor, e quando isso acontece, a
iluminação especial do Espírito é perdida, e a lâmpada do
aprendizado começa a fraquejar.

Na revelação moderna temos a promessa de que, se
tivermos os olhos fitos na glória de Deus, o que inclui a
dignidade pessoal, “todo o [nosso] corpo se encherá de luz
e em [nós] não haverá trevas; e o corpo que é cheio de luz
compreende todas as coisas” (D&C 88:67).

Podemos comprovar imediatamente esse princípio
eterno por experiência própria. Lembra-se de uma ocasião
em que você se sentia ressentido ou com vontade de
discutir ou brigar? Você conseguia estudar eficazmente?
Recebeu alguma iluminação naquele período de sua vida?
O pecado e a raiva obscurecem a mente. Produzem
uma condição oposta à luz e verdade que caracteriza a
inteligência, que é a glória de Deus (ver D&C 93:36). O
arrependimento, que pode purificar-nos do pecado por
meio do sacrifício expiatório de Jesus Cristo, portanto,
é um passo essencial no caminho do aprendizado para
todos os que buscam luz e verdade por meio do poder
que o Espírito Santo tem para ensinar.

Somos seres imperfeitos, mas todos podemos nos esforçar
para ser mais dignos da companhia do Espírito, que
vai magnificar nosso discernimento pessoal e preparar-nos
para ser melhores ao defender a verdade, suportar as pressões
sociais e fazer contribuições positivas.

Educação
Em nossas escolhas educacionais, devemos preparar-nos
para prover o sustento para nós mesmos e para
aqueles que serão nossos dependentes. É necessário que
tenhamos habilidades que possam prover-nos rendimentos.
A instrução é obrigatória para nossa segurança e
nosso bem-estar pessoais.

Irmã Oaks: As metas e experiências educacionais
das mulheres geralmente diferem muito das dos homens.
Fui criada numa época
em que as mulheres aparentemente só
tinham duas opções para sustento pessoal:
ser professora ou enfermeira.
Meu “problema” era que eu não pretendia seguir nenhuma
dessas profissões. Conseguir sustentar-me
financeiramente era algo que eu não considerava
possível nem necessário. Adorava aprender e sabia trabalhar.
Na verdade, adorava trabalhar. Tive muitos empregos de
verão, e tirava boas notas na escola. Quando
me dei conta do fato de que precisava me
sustentar integralmente, fiquei com medo,
quase paralisada pelos desafios imprevistos
que pareciam ameaçar-me. Eu não tinha
nenhuma formação profissional. Meus estudos em artes tinham-me alimentado a alma,
mas eu precisava de algo que me rendesse algum sustento.
Fui fazer pós-graduação para aprender algo que me ajudasse a sustentar-me.
Adorei cada minuto de aprendizado e encontrei não apenas novas ideias, mas descobri minhas
aptidões. Tendo antes me sentido tímida e um tanto vulnerável, passei a sentir-me capaz
e competente para enfrentar a vida por conta própria.

Encruzilhadas
Sabemos que nada é mais frustrante do que
não saber o que fazer com seu futuro, mas
nada traz mais satisfação pessoal do que descobrir
suas aptidões. Leia sua bênção patriarcal,
pondere suas aptidões e talentos naturais
e, então, siga em frente. Dê o primeiro passo,
e as portas se abrirão. Por exemplo, quando
a irmã Oaks começou a estudar literatura
inglesa, nem sequer sonhava que isso a levaria
para uma editora de Boston. Quando o Élder
Oaks estudava contabilidade, ele nunca supôs
que isso o levaria a estudar Direito, a
trabalhar na Universidade Brigham Young
e, depois, na Suprema Corte de Utah.

Precisamos decidir o que estudaremos,
porque o aprendizado dura para sempre, e
todo conhecimento útil, sabedoria ou “princípio
de inteligência” que adquirirmos nesta vida
“surgirá conosco na ressurreição” (D&C 130:18).

As mulheres, em especial, podem sofrer
pressões negativas quando aspiram a cargos profissionais.
O Presidente Thomas S. Monson, como parte de sua mensagem na reunião geral
da Sociedade de Socorro, realizada em 29 de setembro de 2007, disse às mulheres:
“Não orem por tarefas que não excedam sua capacidade,
mas orem por capacidade
para cumprir suas tarefas. Então a realização de suas tarefas
não será um milagre, vocês serão o milagre”.

Advertimos que, devido à necessidade de
terminar os estudos e assegurar estabilidade
financeira, os homens e as mulheres podem
ficar tentados a dar menor prioridade ao
casamento. É falta de visão eterna seguir
um rumo profissional que torne a pessoa
indisponível para o casamento, que é um
valor eterno, por não ser condizente com
seu cronograma profissional, que é um valor mundano.

Sejam sábios. Todos somos diferentes. Se
buscarem o conselho Dele, o Senhor vai mostrar-lhes o que
é melhor para vocês.

Sede de Aprender
O Élder Jay E. Jensen, da Presidência dos Setenta, ensinou
que precisamos “manter-nos sempre afiados na capacidade
de aprender”. 9 Essa capacidade precisa ser afiada
pelo desejo de aprender, guiado por prioridades eternas.

Há poucas coisas mais gratificantes e agradáveis do que aprender
algo novo. Isso proporciona grande felicidade, satisfação e
recompensas financeiras. A instrução não se limita aos cursos
formais. O aprendizado por toda a vida aumenta nossa
capacidade de valorizar e apreciar o funcionamento e a
beleza do mundo ao nosso redor. Esse tipo de aprendizado
vai muito além dos livros e do uso seletivo de novas
tecnologias, como a Internet. Inclui atividades artísticas.
Também inclui experiências pessoais com lugares e pessoas:
conversas com amigos, visitas a museus e concertos
e oportunidades de serviço. Devemos expandir-nos e
desfrutar a jornada.

Talvez tenhamos de nos esforçar para alcançar nossas
metas, mas nossas dificuldades podem promover nosso
crescimento tanto quanto o aprendizado. Os pontos
fortes que desenvolvemos ao superar obstáculos estarão
conosco nas eternidades futuras. Não devemos invejar as
pessoas cujos recursos financeiros ou intelectuais tornam
a jornada fácil. O crescimento nunca foi fácil, e as pessoas
que têm facilidade na jornada terão de crescer por meio
de outros sacrifícios ou deixarão de vivenciar o progresso
que é o propósito da vida.

Mais importante ainda, temos a obrigação de
continuar nossa instrução espiritual estudando as escrituras
e as publicações da Igreja e frequentando as reuniões
da Igreja e o templo. Banquetear-nos nas palavras
da vida vai enriquecer-nos, aumentar nossa capacidade
de ensinar nossos entes queridos e preparar-nos para a
vida eterna.

O principal objetivo de adquirir instrução é tornar-nos
melhores pais e servos no reino. Ao longo prazo,
é o crescimento, o conhecimento e a sabedoria que
adquirimos que vão ampliar-nos a alma e preparar-nos
para a eternidade, e não as nossas notas nos boletins
escolares. As coisas do Espírito são coisas eternas, e
nosso relacionamento familiar, selado pelo poder do
sacerdócio, é o principal fruto do Espírito. A instrução é
um dom de Deus: é a pedra angular de nossa religião,
se a usarmos em benefício das pessoas. ◼

Sem Queimar as Pestanas

Cinthya Verónica Salazar Márquez

Mesmo quando eu era moça, a maioria de
meus chamados na Igreja envolviam ensinar
as crianças da Primária, e isso influenciou
minha decisão de formar-me em pedagogia
infantil. Mas a escolha do curso universitário não foi
a única maneira pela qual os ensinamentos da Igreja
afetaram minha educação. Isso ficou bem claro
quando eu me preparava para a formatura.
O último trabalho que tive de realizar era uma
dissertação que eu teria de apresentar como exame
oral perante três juízes. Os juízes eram professores que me deram aulas.
Com a dissertação cuidadosamente concluída,
passei parte da véspera do exame oral com a família
de meu namorado. Quando estava voltando para
casa, a mãe dele me disse que esperava que tudo
desse certo e citou: “Se estiverdes preparados, não temereis” (D&C 38:30).
O dia seguinte chegou. Dezenas de lembranças
me passaram pela cabeça. Lembrei-me de quando
decidira deixar a cidade em que fui criada para estudar.
Lembrei-me de todos os sacrifícios que minha
família fez para pagar meus estudos. Não podia desapontá-los. Meu exame final tinha que ser um sucesso.
Meus colegas também estavam esperando para realizar
seus exames. Todos estávamos preocupados com
as perguntas que os juízes fariam, mas senti-me segura
porque havia orado pedindo ajuda e porque sabia que
Deus estava ciente de todos os esforços que eu fizera para
organizar, pesquisar e escrever minha dissertação.
Chegou a minha vez. Depois de explicar minha dissertação
para a banca examinadora, comecei a responder às
perguntas. Depois de fazer várias perguntas sobre o tópico
que abordei, um dos juízes indagou: “Quanto você trabalhou para realizar essa dissertação?”
“Muito”, respondi. “Dediquei tudo o que tinha porque
queria que ela fosse inovadora.”
“Queimou as pestanas, à noite?”
“Não, geralmente não fico acordada até tarde da noite
fazendo trabalhos da escola”, disse eu. “Organizo meu dia
para conseguir terminar meu trabalho.”
Os juízes claramente se mostraram surpresos. O mesmo
juiz comentou: “Acho estranho você admitir que não ficou
acordada até tarde da noite. Sabemos que seus colegas
ficaram, por muitas noites”.
Um dos outros juízes disse: “Quero dizer algo sobre
esta aluna. Ela tem tempo para tudo. Sei disso porque a
conheço. Ela tem tempo para seus estudos, seus amigos,
sua família e até frequenta a igreja”.
“É mesmo?” disse o outro juiz, novamente surpreso.
“Que igreja você frequenta?”
“Sou membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.”
“Oh, sim, conheço essa igreja”, replicou um deles.
“E somos ensinados a dormir cedo para que possamos
começar o dia seguinte revigorados.”
Senti-me calma e segura ao falar do evangelho, mesmo
que ficasse surpresa por ser questionada a respeito de
religião em um exame profissional.
“Sua dissertação foi escrita com muito sentimento. Está
excelente. Suponho que isso também seja devido aos
hábitos que lhe foram incutidos por sua igreja.”
“Sim”, respondi. “Aprendi a ensinar crianças na Igreja, e
isso realmente me ajudou em meu curso.”
“Você se saiu muito bem”, disse um dos juízes. “Esperamos
que você não pare de ir à igreja, porque deve muito
aos valores que adquiriu ali.”
Pouco depois, fui liberada da sala para que os juízes
pudessem chegar a uma decisão. Dois minutos depois, chamaram-me de volta.
“Não foi difícil chegarmos a um consenso. Em vista de
sua conduta exemplar, suas notas excelentes e a dissertação
que defendeu hoje, nosso veredicto foi unânime a
favor de sua aprovação, com menção honrosa. Parabéns!”
Quando contei para minha família, eles choraram de alegria.
Testifico que quando o Pai Celestial nos ordenou,
dizendo: “Recolhei-vos cedo, para que não vos canseis;
levantai-vos cedo, para que vosso corpo e vossa mente
sejam fortalecidos” (D&C 88:124), Ele o fez para nos
abençoar. Sinto-me grata a Ele por permitir que o evangelho
nos proporcione felicidade em todas as áreas de nossa vida. ◼

Sem Queimar as Pestanas

Stephen T. Case

Quando minha esposa,
Sandra, e eu fomos chamados para servir na Missão
África do Sul Durbam, começamos
a procurar um projeto de serviço
comunitário. Fui membro do Coro do
Tabernáculo Mórmon por mais de 20
anos, e minha mulher, que era auxiliar
de bibliotecária, tinha trabalhado
como contadora de histórias em
uma escola do curso fundamental.
Quando nosso presidente de missão
decidiu abrir a obra missionária em um
município vizinho, sabíamos que aquela era nossa chance.
Visitamos a cidade
e descobrimos que não havia bibliotecas
nas escolas, apenas uma pequena biblioteca comunitária
na cidade. Os jovens élderes nos
apresentaram à diretora da biblioteca.
Explicamos a ela que gostaríamos
de realizar semanalmente uma hora
de contar histórias para as crianças.
Ela não acreditou muito, mas depois
de pensar um pouco, concordou
em divulgar a notícia e permitiu que fizéssemos a tentativa.
No primeiro dia, cinco crianças apareceram. Aos poucos, outras
vieram. Depois de vários meses, convocamos uma jovem
senhora recém-conversa,
que falava muito bem inglês e zulu. A frequência da
hora de contar histórias foi aumentando, e a diretora
e os pais ficaram entusiasmados com o que estava acontecendo.
O povo zulu adora cantar, por isso acrescentamos alguns hinos
e versos a nossa hora de contar histórias. No final de nossa missão,
estávamos realizando duas ou três
sessões de cantar e contar histórias por semana para acomodar as mais
de 100 crianças que compareciam.
Que bênção era quando víamos as crianças em outros lugares e elas
começavam a cantar nossos hinos e recitar nossos versinhos para nós!
Outra bênção foi fruto de nosso
serviço naquela região. À medida que o número de membros da
Igreja foi crescendo e precisávamos de um lugar para começar a
realizar nossas reuniões dominicais,
a diretora da biblioteca insistiu que
usássemos a biblioteca sem cobrar nada.
Somos imensamente gratos
ao Senhor por ter-nos ajudado a
encontrar um meio de usar nossos
talentos, servir a comunidade
e ajudar a abrir uma área da missão. ◼

Por Favor, Salva Meu Pai

Bernadette Garcia Sto. Domingo

Foi meu pai quem buscou a verdade
e encontrou os missionários. Eles nos ensinaram o evangelho e,
pouco depois, fomos batizados: meus
pais e cinco irmãos e irmãs. Nosso testemunho ficou mais forte.
Aprendemos muitas coisas, especialmente a respeito do Salvador e da família.
Em 1992, enquanto servia como
bispo de nossa ala, nas Filipinas, meu pai teve
um ataque cardíaco e foi
levado às pressas de seu escritório
para o hospital. Quando recebemos a notícia de que ele estava na UTI, foi
um grande choque para minha família.
O medo afligiu-nos o coração. As
chances de sobrevivência de meu pai
eram mínimas. Minha mãe chorou e pediu que todos orássemos.
Perdi a noção do tempo depois
disso. Muitas lembranças me vieram
à mente. Com lágrimas correndo pelo
rosto, ajoelhei-me para orar. Sentia um grande peso no coração, meu peito
parecia que ia explodir. Eu queria
gritar para aliviar a dor e eliminar o medo que me dominava naquele dia.
Em vez disso, simplesmente orei: “Por
favor, salva meu pai”. Foi uma oração sincera, feita para ser ouvida.
Naquela noite, deixaram-me entrar
na UTI. Meu pai tinha entrado em
coma, e minha mãe, meus irmãos e
eu nos preparamos para o pior. Foi
uma experiência muito dolorosa
para nossa família. O futuro parecia
sombrio e incerto. Enquanto
nos despedíamos dele em
silêncio, lembrei-me de nossa primeira reunião familiar.
Assistimos a um filme da Igreja: As Famílias São Eternas.

Antes de irmos dormir,
naquela noite, meu pai terreno silenciosamente voltou para a
presença de seu Pai Celestial.
A morte de meu pai, quando
eu tinha 22 anos de idade, marcou o início de centenas de
mudanças em minha vida. Em sua
ausência, aprendi que tinha forças das quais não me dera conta.
Fiz mais coisas na vida do que teria feito
antes, porque me vi forçada a enfrentar
essas mudanças e a amadurecer.
Quando o Pai Celestial não atendeu a minha oração, jamais me ocorreu que
Ele não tenha me escutado. Sei que Ele
estava ouvindo. Ele sabia exatamente o
que estava acontecendo. Sabia exatamente
do que nossa família necessitava
na época, e foi por isso que Ele nos
deu forças para vencer os desafios da
vida e para enfrentar a realidade. Ele
nos ensinou a enfrentar nossas provações com fé.
Mais de 15 anos se passaram desde aquele dia doloroso.
Ainda estou aprendendo
e ainda estou crescendo no evangelho.
Agora tenho minha própria família e sinto me muito feliz
por termos sido selados no
templo. Nunca tiro os olhos do caminho
que meu pai traçou para nós.
Por meio da Expiação e da
Ressurreição de Jesus Cristo, sei que
um dia nossa família estará reunida
novamente. Ainda temos uma longa
jornada pela frente, mas sinto-me feliz
em pensar que verei meu pai no fim
dessa jornada. ◼

Aprender com o Profeta Joseph

Sue Barrett, Revistas da Igreja

Uma de nossas reuniões familiares favoritas foi a dramatização
da história de Joseph Smith e a Primeira Visão.
Contei a história, depois meus netos a
representaram, assumindo o papel dos pregadores e de Joseph Smith.
Desenhei árvores de papel para representar o bosque e colei-as
na parede do canto da sala, fiz alguns letreiros dizendo “Pregador”
para os pregadores e arrumei uma
cadeira e uma Bíblia para “Joseph” estudar.
Cada um dos pregadores dizia a Joseph:
“A minha igreja é a certa.
Filie-se a minha, Joseph.” E Joseph respondia: “Não sei”, ou “Preciso
pensar”. Depois que todos os pregadores conversaram com ele, Joseph
sentava-se na cadeira e lia Tiago 1:5 em voz alta. Depois, ele ia ao
“bosque” e se ajoelhava para orar.
Ninguém representou o papel do Pai
Celestial ou Jesus Cristo, e todos ficávamos reverentes quando cada
“Joseph” ia ao bosque orar. Cada
criança teve sua vez de ser um pregador ou ser Joseph.
Depois, conversamos sobre o que
Joseph Smith aprendeu na Primeira
Visão, como podemos receber resposta
para nossas orações, mesmo
que não tenhamos visões, e como
as escrituras podem guiar-nos. ◼

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29/04/09

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Arquivado em A Liahona, Jesus Cristo

March/2009 – A Liahona

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Achegar-se a Ele com Oração é Fé

Thomas S. Monson

Um profissional de recursos humanos encarregado de lidar com pequenas causas
encerrou um dia excepcionalmente atarefado colocando uma pequena tabuleta irônica em
sua mesa para aqueles que tinham problemas não resolvidos.
Nela se lia: “Você já tentou orar?”
O que talvez ele não tenha compreendido é que seguir aquele simples conselho
resolveria mais problemas, aliviaria mais sofrimentos, preveniria mais transgressões e
proporcionaria mais paz e felicidade à alma humana do que qualquer outra coisa.
Foi perguntado a um preeminente juiz americano o que nós, como cidadãos dos
países do mundo, podemos fazer para reduzir
o crime e a transgressão da lei e proporcionar
paz e felicidade para cada um de nós e nosso país. Ele respondeu com muito
tato: “Sugiro uma volta à antiga prática da oração familiar”.

(…)
Observemos uma típica família de santos dos últimos dias oferecendo suas orações ao
Senhor. O pai, a mãe e cada um dos filhos se ajoelham, abaixam a cabeça e fecham os olhos.
Um doce espírito de amor, união e paz enche o lar. Quando o pai ouve seu filhinho
orar a Deus pedindo que seu pai faça a coisa certa e seja obediente aos mandamentos
do Senhor, vocês acham que esse pai terá dificuldade em honrar a oração daquele seu filho precioso?
Quando uma filha adolescente
ouve sua querida mãe implorar ao Senhor para que a filha seja inspirada na
escolha de suas companhias e que ela se prepare para o casamento no templo, vocês
não acham que essa filha procurará honrar
esse humilde pedido da mãe, a quem ama tão profundamente?
Quando o pai, a mãe e cada um dos filhos oram sinceramente para
que os filhos da família sejam dignos de, no devido tempo, receber um chamado para
servir como embaixadores do Senhor nos
campos missionários da Igreja, não passamos a ver esses filhos se tornarem jovens adultos
com um imenso desejo de servir como missionários?
(…)

Se houver pessoas que têm sido lentas em atender ao conselho
de orar sempre, não há melhor momento para começar do que agora.
William Cowper declarou: “Satanás treme quando até o mais fraco do santos se ajoelha”.
Aqueles que sentem que a oração pode conotar fraqueza
física ou intelectual devem lembrar-se de
que quando o homem está de joelhos, atinge sua estatura máxima.
Não podemos saber o que é fé se não
a tivermos, e não poderemos obtê-la
enquanto a negarmos. A fé e a dúvida não
podem coexistir na mesma mente, porque
uma repele a outra.

“Ore como se tudo dependesse de Deus e trabalhe como se tudo
dependesse de você”.
capa1

Há uma coisa em comum em todo relato de fé, desde o início do mundo até o presente momento.
Abraão, Noé, o irmão de Jarede, o Profeta Joseph Smith e inúmeros outros queriam ser obedientes à vontade de Deus.
Eles tinham ouvidos que
podiam ouvir, olhos que podiam ver, e um coração que podia conhecer e sentir.
Eles nunca duvidaram. Confiaram.
Por meio da oração pessoal e oração familiar,
confiando em Deus com fé, em nada duvidando,
podemos evocar Seu vigoroso poder para nos
resgatar. O convite que Ele nos faz continua sendo o mesmo: “Vinde a mim”.  ◼

Até a Perfeição

Amanda Dierenfeldt

Nem sempre preciso correr. De vez em quando,
tudo o que poderei fazer será voltar-me na direção da reta
de chegada. Fazer o melhor possível para seguir em frente,
não importando qual seja a velocidade, “fazer o melhor
que podemos” é inteiramente aceitável. Nossos empenhos
podem tornar-se perfeitos porque a graça do Senhor é
suficiente para todos nós (ver Morôni 10:32). ◼

Armazenamento Doméstico Familiar:
Uma Nova Mensagem

Os passos são:
1. Preparar gradualmente um pequeno estoque de
mantimentos que façam parte de seus hábitos alimentares
diários até ter o suficiente para três meses;
2. Armazenar água potável;
3. Fazer uma reserva financeira economizando um
pouco a cada semana e aumentando gradualmente até
conseguir uma quantia razoável;
4. Depois que as famílias cumprirem os três primeiros
objetivos, elas são aconselhadas a ampliar seus esforços,
na medida do possível, para que tenham uma reserva de
alimentos que durem muito tempo, como grãos, legumes
e outros artigos de primeira necessidade.

Diretriz 1: Fazer gradualmente uma reserva de suprimentos para três meses.
Comece aos poucos, fazendo o melhor que puder.
Comece comprando alguns artigos a mais para colocar em seu estoque a cada semana.
Esforce-se para formar uma reserva de mantimentos para uma semana.
Depois, amplie sua reserva para um mês, e depois para três
meses. Se você aumentar gradualmente o seu estoque
de mantimentos, poderá evitar dificuldades financeiras e começar a caminhar rumo à auto-suficiência.

“Pedimos que sejam sábios ao armazenarem
mantimentos e água e ao fazerem uma poupança”, explica
a Primeira Presidência.
“Não cheguem a extremos; não é prudente, por exemplo, fazer dívidas para
conseguir um armazenamento imediato.”
Em vez disso, eles sugerem uma abordagem mais modesta e constante.
“Com planejamento cuidadoso, com o passar do tempo, organizem um
estoque de mantimentos e uma reserva financeira.”

Diretriz 2: Armazenar água potável.
Nos momentos de necessidade, ter água para beber pode
ser a diferença entre a vida e a morte, ou pelo menos entre a tranquilidade e a ansiedade.
Basta perguntar para a família Kawai, da Estaca São Paulo Brasil.
Eles vêm armazenando alimentos e água há vinte anos.
Embora seu pequeno apartamento não tenha muito espaço de sobra, a família Kawai
decidiu dar prioridade ao armazenamento doméstico.
A irmã Kawai conta uma experiência pessoal que mostrou
que essa decisão valeu a pena.
“Eu estava no hospital, logo após ter dado à luz, quando soube de um problema
com as adutoras da cidade”, explica a irmã Kawai. “Centenas
de milhares de pessoas estavam sem água.
Mas não fiquei preocupada em voltar para casa.
Estava tranqüila porque sabia que minha família teria água para beber.”

Diretriz 3: Reservar algum dinheiro.
A Primeira Presidência deu este conselho:
“Incentivamos a todos, independentemente da parte do mundo em que
vivem, a preparar-se para a adversidade
examinando sua situação financeira. Exortamos vocês a serem frugais em suas despesas.
(…) Economizem algum dinheiro regularmente
para que, gradualmente, tenham uma reserva financeira”.

Diretriz 4: Onde for possível, forme uma reserva de suprimentos que durem muito tempo.
“Para períodos mais longos de necessidade”, explica
o folheto Preparar Todas as Coisas Necessárias, “faça gradualmente
uma reserva para períodos prolongados com
mantimentos que durem muito tempo, tais como arroz
branco e feijão, e que você poderá usar para sobreviver”.
Fazer uma reserva de alimentos para períodos prolongados é mais fácil do que algumas pessoas imaginam. O Dr.
Oscar Pike e seus colegas do Departamento de Nutrição,
Dietética e Ciência de Alimentos da Universidade Brigham
Young realizaram vários estudos minuciosos sobre o armazenamento
prolongado de alimentos. Descobriram algo surpreendente: se forem devidamente embalados e guardados,
os alimentos desidratados conservam grande parte de seu
sabor e valor nutritivo por 20, 30 anos, ou mais, após terem sido estocados — bem mais tempo do que se supunha.
Isso significa que os membros da Igreja podem armazenar certos alimentos sem preocupar-se em rodiziá-los
regularmente, com a certeza de que estarão a sua disposição para garantir sua sobrevivência, se não tiverem mais
nada para comer.

armazenamento1

A Hora de Começar É Agora
“Talvez a idéia de fazer uma reserva de alimentos para
um ano seja intimidadora para alguns, ou até ilegal em
alguns países”, diz Dennis Lifferth, diretor administrativo dos Serviços de Bem-Estar da Igreja.
“Mas essa nova abordagem pede que façamos o melhor possível, mesmo que só consigamos
guardar uma ou duas latas por semana. Se o profeta
nos pede que façamos algo, podemos encontrar uma
maneira de cumprir o mandamento e receber as bênçãos.”
“Esse novo programa está ao alcance de todos”, explica
o Bispo Burton. “O primeiro passo é começar.
O segundo é continuar. Não importa a rapidez com que consigamos
fazê-lo, mas sim que comecemos e continuemos, de acordo com nossa capacidade.”◼

A Natureza Celestial da Auto-Suficiência

Pres. Marion G. Romney (1897-1988)

O Presidente Romney servia como Segundo Conselheiro na Primeira Presidência
quando proferiu este discurso, durante a conferência geral de outubro de 1982. Esta edição do
discurso foi publicada pela primeira vez em 1984.

Desde o princípio dos tempos, o homem vem sendo aconselhado
a ganhar seu sustento e a tornar-se auto-suficiente.
É fácil entender a razão de o Senhor dar tamanha ênfase a esse princípio,
quando percebemos sua íntima ligação com a liberdade.

Pessoas bem-intencionadas criaram muitos programas
destinados a auxiliar os necessitados. Entretanto,
muitos deles têm meramente o objetivo de “ajudar as
pessoas”, em lugar de “ajudar as pessoas a ajudar-se a si próprias”.

Gaivotas Simplórias
Tempos atrás, recortei um artigo
da revista Reader’s Digest que dizia o seguinte:
“Na vizinha cidade de St. Augustine,
milhares de gaivotas estão morrendo de fome em meio à fartura. A pesca continua boa, mas as gaivotas não sabem
mais pescar. Há gerações elas dependeram dos barcos
de pesca de camarão, que lhes lançavam os refugos das redes.
Agora os barcos se foram. (…)
Os pescadores de camarão criaram um órgão assistencial
para as gaivotas. E estas deixaram de preocupar-se em
aprender a pescar e tampouco ensinar os filhotes.
Em vez disso, indicavam-lhes o caminho das redes de pesca.
Agora, as gaivotas, esses pássaros livres que são quase
um símbolo da própria liberdade, estão morrendo de
fome porque se deixaram levar pela ilusão de ‘receber
algo a troco de nada’! Sacrificaram sua independência a troco de esmolas.
Muitas pessoas são iguais a elas.
Não vêem nada de mal em abocanhar deleitáveis migalhas proporcionadas pelas
agências de serviços sociais do governo. Mas, o que acontecerá,
quando os recursos do governo se exaurirem? E o
que acontecerá com os filhos das gerações futuras?
Não sejamos como gaivotas simplórias.
Temos de preservar nossos talentos de auto-suficiência, nossa capacidade
de criar coisas, nosso senso de economia e nosso genuíno amor à independência.

Em certos países, torna-se muito difícil separar os
benefícios merecidos dos imerecidos. Todavia, o princípio
é o mesmo em toda parte: devemos procurar ser auto-suficientes
e não depender dos outros para sustentar-nos.
Os governos não são os únicos culpados. Tememos que
muitos pais estejam transformando os filhos em “gaivotas
simplórias” com sua permissividade e liberalidade com os
recursos familiares. Na verdade, a atuação dos pais, nesse
aspecto, pode ser bem mais prejudicial do que qualquer programa do governo.

Sabemos perfeitamente que algumas pessoas
não têm condições de se tornarem autosuficientes.
O Presidente Henry D. Moyle tinha essas pessoas em mente, ao dizer:
“Esse grandioso princípio não nega ao
necessitado e ao pobre a devida assistência.
Os totalmente incapacitados, os idosos e enfermos são auxiliados com todo o carinho.
Mas de toda pessoa fisicamente apta se espera que se empenhe ao máximo para evitar a
dependência, se tiver condições de fazê-lo.
Espera-se também que encare a adversidade
como temporária e combine a fé com a capacidade de trabalhar honestamente. (…)
Cremos que raramente homens de profunda
fé, autêntica coragem e firme determinação,
com a chama da independência acesa
no coração e orgulho por seus feitos não
conseguem vencer os obstáculos que encontram pelo caminho.”

Lemos em Doutrina e Convênios 29:34–35 que
não existem mandamentos terrenos: todos os
mandamentos são espirituais. Lemos também
que o homem é “seu próprio árbitro”. O homem não pode ser seu próprio
árbitro, se não for auto-suficiente. Isso
mostra que independência e auto-suficiência
são pontos essenciais para o progresso espiritual.
Sempre que chegarmos a uma situação
que ameace nossa independência, veremos que nossa
liberdade estará igualmente  ameaçada.
Sempre que nossa dependência aumentar, veremos imediatamente diminuir nossa liberdade de agir.

O que, então, devemos fazer, para
crescer espiritualmente depois de alcançar a independência?
A chave de fazer a auto-suficiência tornar-se espiritual está em usar a liberdade
para guardar os mandamentos de Deus.
As escrituras são bem claras, quando dizem
que doar aos necessitados é dever dos que têm.

Ajudar o Próximo
Jacó, falando ao povo de Néfi, disse:
“Pensai em vossos irmãos como em vós mesmos; e sede amáveis para com todos e
liberais com vossos bens, para que vossos irmãos sejam ricos como vós.
Mas antes de buscardes riquezas, buscai o reino de Deus.
E depois de haverdes obtido uma esperança em Cristo, conseguireis riquezas, se as
procurardes; e procurá-las-eis com o fito de praticar o bem — de vestir os nus e alimentar
os famintos e libertar os cativos e confortar os doentes e aflitos” ( Jacó 2:17–19).

Sempre me pareceu paradoxal que o Senhor tenha de mandar-nos fazer
as coisas que são para nosso próprio bem.
O Senhor disse: “Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder
a sua vida, por amor de mim, achá-la-á” (Mateus 10:39).
Perdemos a vida servindo ao próximo, e assim sentimos a
verdadeira e eterna felicidade. Servir não é algo que temos de suportar na Terra para adquirir o direito de viver no
reino celestial. Servir é a própria fibra de que é feita a vida exaltada no reino celestial.

Glorioso será o dia em que essas coisas acontecerem
naturalmente devido à pureza de nosso coração.
Nesse dia, não mais haverá necessidade de mandamento, porque
saberemos por experiência própria que só somos
realmente felizes quando nos empenhamos em serviço abnegado.

Sem auto-suficiência, não podemos exercer nosso
inato desejo de servir. Como é possível doar, se não temos nada?
O alimento para o faminto não se tira de prateleiras
vazias. Dinheiro para ajudar o necessitado não pode sair
de um bolso vazio. Apoio e compreensão não podem vir
do emocionalmente carente. O ignorante não pode ensinar.
E mais importante que tudo, o espiritualmente fraco
não pode dar orientação espiritual.

O processo de doar exalta o pobre e torna o rico humilde.

Todos somos auto-suficientes sob certos aspectos e
dependentes sob outros. Por isso, cada um de nós deve
empenhar-se em ajudar os outros nos aspectos em que é
mais forte. Paralelamente, o orgulho não deve impedir-nos
de aceitar a mão prestativa quando temos real necessidade.
Recusá-la seria negar à outra pessoa a oportunidade de uma experiência edificante.
Uma das três áreas salientadas na missão da Igreja é a
de aperfeiçoar os santos, justamente o objetivo do programa de Bem-Estar.
Não se trata de um programa específico
para o ocaso dos tempos, mas sim, para nossa vida
aqui e agora, pois hoje é o tempo de a aperfeiçoarmos. Continuemos a ser fiéis a essas verdades. ◼

Andar Pela Fé, Não Pela Visão

Adam C. Olson

Revelação Pessoal
“Se perdermos nossa independência
emocional e espiritual, nossa autosuficiência,
podemos ficar muito enfraquecidos, tanto ou talvez mais
do que quando nos tornamos materialmente dependentes.
Se não tomarmos cuidado, podemos perder a
capacidade de receber revelação pessoal.”
Presidente Boyd K. Packer, Presidente do Quórum dos Doze
Apóstolos, “Solving Emotional Problems in the Lord’s Own
Way”, Ensign, maio de 1978, p. 92.

Defender, Nutrir e Proteger
a Família

Mensagem das Professoras Visitantes

Julie B. Beck, presidente geral da
Sociedade de Socorro: “Como discípula de Jesus Cristo, a cada mulher
nesta Igreja é dada a responsabilidade
de preservar, proteger e cuidar da família. As mulheres receberam papéis
distintos desde antes da fundação do mundo, e nós, as mulheres da Igreja
que guardam os convênios, sabemos
que erguer a voz em defesa da doutrina da família é crucial para a força
da família no mundo todo”
(“O Que as Mulheres da Igreja Fazem de Melhor:
Permanecem Firmes e Inamovíveis”, A Liahona e Ensign,
novembro de 2007, p. 110).

Presidente Spencer W. Kimball
(1895–1985): “O lar é um refúgio contra
as tempestades e dificuldades da vida. A espiritualidade surge e
é nutrida por meio da oração diária,
do estudo das escrituras, das conversas sobre o evangelho no
lar e de outras atividades relacionadas, das noites familiares, dos
conselhos de família, do trabalho e diversão em família, do serviço
ao próximo e do evangelho compartilhado com as pessoas
ao nosso redor. A espiritualidade
também é nutrida em nossos atos de paciência, bondade e perdão uns
com os outros, e em nossa aplicação
prática dos princípios do evangelho no círculo familiar”
(“Therefore I Was Taught”, Tambuli, agosto de 1982, p. 2; Ensign, janeiro de 1982, p. 3).

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Élder M. Russell Ballard, do Quórum
dos Doze Apóstolos: “Conclamo
os membros da Igreja e os pais, avós e parentes responsáveis de todo o
mundo a aderirem a essa grande proclamação,
a fazer dela uma bandeira,
semelhante ao ‘estandarte da liberdade’
do capitão-chefe Morôni, e a
se comprometerem a viver de acordo com seus preceitos. (…)
No mundo de hoje, em que predomina
a agressão de Satanás contra a família, os pais devem fazer tudo
o que for possível para fortalecer e defender sua família.
Contudo, seus esforços podem não ser suficientes.
A família, nossa instituição mais
básica, precisa desesperadamente de ajuda e apoio dos parentes e das
instituições públicas que nos cercam”
(“O Mais Importante É o Que É Duradouro”, A Liahona e Ensign, novembro de 2005, pp. 42–43).

Élder Robert S. Wood, dos Setenta:
“Para muitos, a responsabilidade parece terminar com uma mera
manifestação de ansiedade ou exclamações
de desânimo. Mas só falar, sem agir, não resolve nada. Precisamos
ser vigorosamente participantes neste mundo. Se nossas escolas
forem inadequadas ou destrutivas em relação aos valores morais,
precisamos trabalhar com outros membros da comunidade para
promover mudanças. Se não houver
segurança em nossa vizinhança ou se ela for insalubre, precisamos unir-nos
a pessoas interessadas pelo bem comum e encontrar soluções.
Se nossas cidades forem poluídas, não apenas com  gases prejudiciais mas
com vícios e imundícies que destroem a alma, precisamos trabalhar
para encontrar maneiras adequadas
de eliminar essa sujeira.
(…) Temos a responsabilidade de abençoar uns aos outros, nossa nação e o mundo”
(“On the Responsible Self”, Ensign, março de 2002, pp. 30–31). ◼

Manter o Foco na Obra de Salvação do Senhor

caapaJulie B. Beck

Qual é o papel da Sociedade de Socorro no progresso da
obra do Salvador?

Irmã Beck: Como irmãs da Sociedade de Socorro,
estamos unidas, em primeiro lugar e acima de tudo, por
causa de nossa fé em Jesus Cristo. Ele é nosso líder
e exemplo. Presto testemunho da realidade de Sua
Expiação. Testifico que Ele vive e que Seu poder é real.
Quando o Profeta Joseph Smith organizou a Sociedade de Socorro, disse
que as mulheres deviam não apenas cuidar dos
pobres mas também salvar almas. 1  Esse ainda é nosso propósito.
Podemos, então, ajudar a
coligar a Israel dispersa. Temos o dever de ajudar a preparar
missionários, de compartilhar o evangelho e de ajudar
a reter aqueles que são batizados.
Temos a responsabilidade de
preparar nós mesmas e nossos familiares para o templo.
Podemos coletar dados de nossa história da família e ajudar os filhos do
Senhor a serem selados como famílias eternas.
Passo a passo, na Sociedade de Socorro podemos ajudar-nos umas às outras a achegar-nos a
Cristo, fazendo o trabalho que é exigido de nós como organização.

O que ajudou você a reconhecer a importância da
Sociedade de Socorro?

Irmã Beck: Quando eu era menina, meu pai serviu
como presidente da única missão então existente no
Brasil. Havia ali menos de 4.000 membros: a maioria deles
com muito potencial, mas ainda sem preparo para liderar.
Somente alguns ramos tinham uma Sociedade de Socorro.
Minha mãe foi chamada para organizar as Sociedades
de Socorro da missão. Ela não falava português e não tinha
nenhum manual. O que ela tinha era um testemunho do
evangelho e da Sociedade de Socorro. Ela e suas conselheiras
começaram a ensinar as irmãs a ser professoras visitantes.
Começaram seu treinamento em um pequeno ramo
de São Paulo. Sete mulheres humildes participaram da
reunião. A conselheira de minha mãe, que era brasileira,
cumprimentou as irmãs. Depois da oração, ela se levantou
e, com mãos trêmulas, leu uma mensagem explicando o
trabalho das professoras visitantes. Então, minha mãe se
levantou. Ela sabia quatro frases em português: “Sei que
Deus vive. Sei que Jesus é o Cristo. Sei que temos um profeta
vivo. Em nome de Jesus Cristo, amém”. A reunião foi
encerrada. Ela abraçou as mulheres e despediu-se delas.
Que humilde início para uma obra tão grandiosa! Por
fim, uma Sociedade de Socorro foi estabelecida em cada
ramo do Brasil. As irmãs trabalharam e se prepararam para
uma estaca e para o primeiro templo na América do Sul.
Aprenderam a respeito de ordenanças e convênios e sobre
como salvar almas.
Em parte, devido à ajuda prestada pelas irmãs da
Sociedade de Socorro em levar adiante a obra do Senhor, a
Igreja no Brasil tem hoje mais de um milhão de membros.
Como essas irmãs do Brasil, precisamos fazer a nossa parte.

Quais são as bênçãos de manter o foco das atividades da
Sociedade de Socorro na obra de salvação do Senhor?

Irmã Beck: Ao levar a efeito a obra do Senhor de salvar
e abençoar vidas, tornamo-nos mais unidas e podemos
evocar as bênçãos do céu. Vejo as mulheres desta Igreja
unidas de maneira vigorosa. Creio que, quando dirigirmos
nosso foco para as coisas importantes e deixarmos de lado
as coisas fúteis, vamos adquirir confiança e nosso espírito
será elevado. Poderemos lidar melhor com os problemas
e sentir-nos menos sobrecarregadas. Evidentemente, ainda
estaremos muito atarefadas, mas no trabalho de salvação.

Como a Sociedade de Socorro pode ajudar-nos a manter a
devida perspectiva neste mundo conturbado?

Irmã Beck: A Sociedade de Socorro ajuda-nos a proporcionar defesas nesta época perigosa.
As aulas de domingo, as atividades e reuniões da Sociedade de Socorro e as professoras
visitantes são as maneiras pelas quais realizamos a obra do Senhor e fortalecemos pessoas e famílias.
Embora enfrentemos questões como divórcio, desobediência,
dívidas, depressão, apatia e vício, não podemos esquecer que também vivemos numa época em que o
Espírito do Senhor se derrama sobre nós.
Esta é umaépoca em que o evangelho é pregado no mundo inteiro,
em que os filhos de Israel estão sendo coligados, em que
há templos na Terra e em que temos a proteção dos convênios e ordenanças do sacerdócio.
Precisamos orar por uma visão mais ampla para ver o
que o Senhor vê. Essa obra é maior do que imaginamos.
Podemos ter sucesso contra um inimigo ardiloso e determinado.
Nosso lar pode e deve tornar-se um lugar de refúgio.

Qual é o papel das aulas de domingo da Sociedade de
Socorro?

Irmã Beck: Estudamos as palavras do Profeta Joseph Smith na melhor
compilação de suas obras já produzida.
Esse manual é fruto de anos de pesquisa e cuidadosos estudos. Embora as escrituras
e as revistas da Igreja possam enriquecer o debate, não precisamos
complementar as palavras dos profetas com outros recursos,
especialmente recursos que não são da Igreja.
Pedimos a nossas professoras que façam perguntas inteligentes e incentivem
as irmãs a compartilharem  abertamente suas idéias e opiniões.
O Espírito é o professor, e precisamos preparar-
nos de modo que Ele possa estar presente em cada aula de domingo.

Qual é o papel das reuniões da Sociedade de Socorro
durante a semana?

Irmã Beck: Podemos, por exemplo, aprender
como compartilhar o evangelho e preparar missionários.
Podemos aprender algo a respeito umas das outras por meio
da história da família. Ao aperfeiçoarmos nossas habilidades
domésticas como limpeza, organização, culinária, costura
e jardinagem, aprendemos a criar um ambiente de crescimento
e desenvolvimento espiritual em nosso lar.
Precisamos também aprender a ser auto-suficientes nas
coisas seculares, como na instrução, no desenvolvimento
da carreira e na atualização tecnológica. Devemos armazenar
uma reserva de alimentos e devemos saber como fazer um orçamento financeiro.
Devemos também nos esforçar para melhorar nossa saúde física e mental.
Ao planejar essas reuniões e atividades, precisamos avaliar
nossos preciosos recursos de tempo, energia e dinheiro
consagrado. Devemos usá-los somente para ajudar-nos a
viver o evangelho no lar e levar adiante a obra do Senhor.

Como podemos ajudar as moças a fazerem a transição
para a Sociedade de Socorro?

Irmã Beck: Nossas talentosas jovens estão
cruzando a ponte que separa a juventude da vida
adulta, e as irmãs da Sociedade de Socorro têm o dever
de cuidar para que nenhuma delas se perca.
As moças foram ensinadas a cumprir seus convênios
batismais, e na Sociedade de Socorro nós as ajudamos a
preparar-se para fazer convênios no templo. Na Sociedade
de Socorro, as irmãs de dezoito anos podem liderar
comitês, ensinar habilidades, ajudar no trabalho
missionário, servir como professoras visitantes,
participar de projetos de história da família
e do templo e participar plenamente no trabalho de salvar almas.

Qual é o papel das professoras visitantes?
Irmã Beck: As professoras visitantes
ministram em nome do Salvador. Nossas mãos são Suas mãos, nosso amor é Seu amor e nosso serviço é Seu
As boas professoras visitantes conhecem as irmãs que visitam.
Elas as amam, servem e ajudam a aprender o
evangelho pelo Espírito. Enfocam o fortalecimento do lar e
da vida das pessoas. Não há maior privilégio do que o de
cuidar de outra pessoa e fortalecê-la: essa é realmente a obra de salvação.

Como a Sociedade de Socorro exerce uma influência
importante no mundo?

Irmã Beck: A presidente divide as mulheres da
Sociedade de Socorro em duplas que visitam
as outras mulheres no lar, onde avaliam suas
necessidades. Alguém está doente? Elas têm alimentos
e roupas suficientes? Têm a instrução de que necessitam?
Depois das visitas, as mulheres relatam o que
viram. Alguém precisa de sapatos, alguém está tendo
um bebê e alguém precisa de trabalho.
Elas procuram saber se no grupo existem os recursos necessários.
Na maioria das vezes, isso acontece. É isso que fazemos por
nossas mulheres na África.
Creio que a Sociedade de Socorro é um modelo que
funciona no mundo inteiro e que nossas irmãs são as
melhores, mais capazes e de maior influência para o bem
no mundo atual. Tenho confiança em nossa capacidade
de, juntas, levar adiante a obra de salvação do Senhor. ◼
Esta entrevista foi realizada por LaRene Porter Gaunt, da equipe das revistas da Igreja.
Notas
1. Ver: History of the Church, vol. 5, p. 25.
2. Ver Henry B. Eyring, “Estar à Altura do
Chamado”, A Liahona e Ensign, novembro de 2002, p. 76.

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Progresso Pessoal Fervoroso

Yésica  Anabelle Benavidez

Quando mudei de escola, fiz amizade
com uma moça que não era membro da Igreja.
Mas depois de manter a amizade por alguns
anos, ela começou a ficar com ciúmes
da Igreja porque eu sempre ia para as
atividades e não tinha muito tempo para ficar com ela.
A situação foi ficando cada vez pior, embora
eu realmente quisesse ser amiga dela.
Certo dia, quando estava trabalhando em meu Progresso
Pessoal, comecei uma experiência que incluía orar regularmente por duas semanas.
Uma das coisas pelas quais decidi orar foi
para que minha amiga me respeitasse e compreendesse
que a Igreja era muito importante para
mim. Duas semanas mais tarde, depois de terminar a
experiência, continuei orando pelo mesmo objetivo.
Algum tempo depois, quando
estava revendo meu Progresso Pessoal, lembrei-me de minha experiência
com a oração. Ao pensar naquilo, dei-me conta de que o Pai Celestial
havia respondido minhas orações a respeito de minha amiga.
Ela havia mudado completamente. Já não
me tratava como antes e começou a pensar na Igreja de modo positivo.
Fiquei muito emocionada porque adquiri um testemunho
da oração sincera. Sei que meu Pai Celestial mudou o coração da minha amiga.
Também sei que ele nos ajudará e fará milagres se fizermos nossa parte. ◼

A Parábola das 10 Virgens

Dez Virgens
Era costume entre os judeus que o noivo chegasse
de noite à casa da noiva, onde as damas de honra
cuidavam dela. Quando a chegada do noivo era
anunciada, essas moças saíam com lâmpadas
para iluminar-lhe o caminho até a casa para a comemoração.
Nessa parábola, as virgens representam os
membros da Igreja, e o noivo representa Cristo.
O Senhor explicou a Joseph Smith que as virgens são aqueles que “tiverem recebido a verdade
e tomado o Santo Espírito por seu guia e não tiverem sido enganados” (D&C 45:57).

O Noivo
Na Bíblia, a imagem de um casamento é usada
para retratar a vinda do Senhor (ver Isaías 62:5; Mateus 22:1–14).
Os casamentos judaicos incluíam o anúncio da chegada do noivo à casa da noiva.
Os casamentos geralmente começavam à noite, e
as lâmpadas eram acesas ao pôr-do-sol. Portanto,
meia-noite era bem depois da hora em que as
O bico era feito a partir de um molde.
Um pavio feito de fibras de linho ou caule de junco era colocado
no bico e então a lâmpada era enchida
com óleo de oliva. Depois que o pavio absorvia o óleo, a lâmpada era acesa.
Nestes últimos dias, o Senhor disse:
“Portanto sede fiéis, orando sempre, mantendo vossas lâmpadas
preparadas e acesas e tendo convosco óleo, para que estejais
prontos na vinda do Esposo” (D&C 33:17).
Esse conselho se refere à parábola
das dez virgens, que ilustra como devemos preparar-nos
para a Segunda Vinda de Cristo (ver Mateus 25:1–13).

Vasos
Os vasos da parábola são recipientes para
armazenar o óleo de reserva.
Ser sábio significa estar preparado para o
inesperado com uma medida a mais de fé,
testemunho e Espírito em nossa vida. Às vezes,
ficamos negligentes, achando que temos o
suficiente para levar a vida. Mas seguir o Salvador
significa mais do que apenas levar a vida.
Significa esforçar-nos sempre para achegar-nos a Ele,
preparando-nos para os momentos em que nossa
paciência, fé e testemunho serão colocados à prova.

Lâmpadas
As lâmpadas de óleo usadas pelos judeus na época
de Jesus eram chamadas lâmpadas herodianas,
por causa do rei Herodes. Essas lâmpadas
permitiam que as pessoas levassem luz consigo,
aonde quer que fossem. Da mesma maneira,
levamos a luz do evangelho conosco (ver Mateus 5:14–16).

Óleo
As azeitonas são primeiramente imersas em água
para limpá-las e tirar-lhes o amargor, depois são
prensadas para extrair-lhes o óleo. O óleo de oliva,
produzido em toda a região do Mediterrâneo, tinha
múltiplos usos no passado: alimento, óleo de cozer,
condimento, tratamento de feridas, ingrediente de
cosméticos, sabonetes e combustível para lâmpadas.
O óleo da parábola representa nossa fé e testemunho,
nossa pureza e dedicação, nossas boas obras e o cumprimento dos nossos
convênios: todas as maneiras pelas
quais “[tomamos] o Santo Espírito por [nosso] guia” (D&C 45:57).
As virgens sábias não podiam compartilhar seu óleo com as virgens insensatas
porque “o óleo da preparação espiritual não pode
ser compartilhado” (Marvin J. Ashton, “A Time of
Urgency”, Ensign, maio de 1974, p. 36).

Gota a Gota
“A freqüência à reunião sacramental acrescenta
óleo a nossa lâmpada, gota a gota, ao longo dos anos.
O jejum, a oração familiar, o ensino familiar, o controle de nossos
apetites carnais, a pregação do evangelho,
o estudo das escrituras: cada um
desses atos de dedicação e obediência é uma gota acrescentada a nossa reserva.
Atos de bondade, pagamento de ofertas
e dízimos, pensamentos e atos castos, e o
casamento no convênio para a eternidade
também contribuem de modo
importante para armazenar o óleo com
o qual poderemos, à meia-noite, reabastecer nossas lâmpadas exauridas.”
Presidente Spencer W. Kimball
(1895–1985), Faith Precedes the Miracle, 1972, p. 256.

Por Que Realizamos O Batismo Pelos Mortos?

Elder D. Tood Christofferson
Do Quórum dos Doze Apóstolos

Os teólogos cristãos há muito tempo meditam sobre a pergunta:
“Qual será o destino de bilhões de pessoas
que viveram e morreram sem nenhum conhecimento de Jesus?”
Com a Restauração do evangelho de Jesus Cristo, recebemos o
conhecimento de como os mortos que não
foram batizados são redimidos, e como Deus
pode ser “perfeito, justo e também um Deus misericordioso” (Alma 42:15).

Enquanto esteve aqui na Terra, Jesus
profetizou que também pregaria aos mortos.
Pedro nos diz que isso ocorreu no intervalo
entre a Crucificação e a Ressurreição do Salvador (ver I Pedro 3:18–19).
O Presidente Joseph F. Smith (1838–1918) testemunhou
em visão que o Salvador visitou o mundo
espiritual e “dentre os [espíritos] justos, organizou
suas forças e designou mensageiros,
revestidos de poder e autoridade, e comissionou-
os para levar a luz do evangelho aos que estavam nas trevas. (…)
A esses foi ensinada a fé em Deus, o
arrependimento do pecado, o batismo
vicário para remissão de pecados, [e] o dom
do Espírito Santo pela imposição de mãos”
(D&C 138:30, 33).

A doutrina de que os vivos podem ser
batizados e realizar ordenanças pelos mortos
vicariamente foi revelada novamente ao Profeta
Joseph Smith (ver D&C 124; 128; 132).
Ele aprendeu que não só a salvação individual
é oferecida aos espíritos que aguardam
a ressurreição, mas que eles também podem
ser unidos no céu como marido e mulher e ser selados a seus respectivos pais e mães
de todas as gerações passadas, assim como
seus filhos de todas as gerações seguintes podem ser selados a eles.

O princípio do trabalho vicário não deveria
ser estranho para nenhum cristão.
No batismo de uma pessoa viva, o oficiante age
por procuração, em lugar do Salvador.
Não é essa a doutrina principal de nossa fé? A de
que o sacrifício de Cristo expia nossos pecados
satisfazendo vicariamente as exigências da justiça em relação a nós?
Como disse o Presidente Gordon B. Hinckley (1910–2008):
“Creio que o trabalho vicário pelos mortos
se assemelha mais ao sacrifício vicário do
próprio Salvador do que qualquer outro
trabalho que conheço. Ele é realizado com
amor, sem qualquer expectativa de remuneração,
compensação ou qualquer coisa do gênero. Que princípio glorioso!”

Alguns não compreendem e pensam que
as almas de pessoas falecidas estão “sendo
batizadas na fé mórmon sem seu conhecimento”.
Eles pressupõem que, de alguma
forma, temos poder de forçar uma alma a fazer alguma coisa em questões de fé.
É claro que não podemos! Deus concedeu o livre-arbítrio ao homem desde o início.
A Igreja não os coloca em seus registros nem os conta como membros.
Nosso anseio em redimir os mortos e o tempo e os
meios que utilizamos para cumprir esse compromisso
são, acima de tudo, uma demonstração de nosso testemunho
de Jesus Cristo. Trata-se de uma declaração tão
veemente quanto aquela que fazemos concernente a
Sua missão e caráter divinos.
Primeiro, testificamos da ressurreição de Cristo; segundo, da abrangência infinita
de Sua Expiação; terceiro, de que Ele é a única fonte de
salvação; quarto, de que Ele estabeleceu as condições da salvação;
e quinto, de que Ele voltará.

O Poder da Ressurreição de Cristo
Com respeito à Ressurreição, Paulo perguntou: “Doutra
maneira, que farão os que se batizam pelos mortos, se absolutamente
os mortos não ressuscitam? Por que se batizam eles então pelos mortos?” (I Coríntios 15:29).
Nós nos batizamos pelos mortos porque sabemos que eles ressuscitarão.
“A alma será restituída ao corpo e o corpo, à alma; sim, e
todo membro e junta serão restituídos ao seu corpo; sim,
nem mesmo um fio de cabelo da cabeça será perdido, mas
todas as coisas serão restauradas na sua própria e perfeita
estrutura” (Alma 40:23). “Porque foi para isto que morreu
Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto
dos mortos, como dos vivos” (Romanos 14:9).
É tremendamente importante o que fazemos em relação
àqueles que já se foram, porque eles vivem hoje como
espíritos e viverão novamente como almas imortais por
causa de Jesus Cristo. Acreditamos em Suas palavras
quando disse: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê
em mim, ainda que esteja morto, viverá” ( João 11:25). Por
meio dos batismos que realizamos em favor dos mortos,
testificamos que “assim como todos morrem em Adão,
assim também todos serão vivificados em Cristo. (…)
Porque convém que reine até que haja posto a todos os
inimigos debaixo de seus pés.
Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado
é a morte” (I Coríntios 15:22; 25–26).

Jesus Cristo, a Única Fonte de Salvação
Alguns cristãos dos dias de hoje, preocupados
com os bilhões de pessoas que morreram sem
o conhecimento de Jesus Cristo, começaram a conjeturar
se verdadeiramente há somente “um só Senhor, uma só
fé, um só batismo” (Efésios 4:5). Dizem que a crença
de que Jesus é o único Salvador é arrogante, limitada e
intransigente; nós, contudo, dizemos que esse dilema é
falso. Não há nenhuma injustiça no fato de haver apenas
Um por meio do qual possa vir a salvação, quando essa
única pessoa e Sua salvação é oferecida a todas as almas,
sem exceção.

As Condições de Salvação Estabelecidas por Cristo
Por acreditarmos que Jesus Cristo é o Redentor,
aceitamos também Sua autoridade para estabelecer as
condições pelas quais podemos receber Sua graça. Do
contrário, não nos preocuparíamos em ser batizados pelos mortos.

Não há exceções; não há necessidade delas. Todos os
que crerem e forem batizados, inclusive os que forem
batizados por procuração, e perseverarem até o fim, serão
salvos, “não somente os que creram após [a] vinda [de
Cristo] na carne, no meridiano dos tempos, mas todos,
desde o princípio, sim, todos os que existiram antes de sua vinda” (D&C 20:26).
Por essa razão o evangelho é pregado “também aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados
segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito” (I Pedro 4:6).

Libertar os Mortos da Prisão
As ordenanças vicárias que realizamos dentro dos
templos, a começar pelo batismo, tornam possível
a ligação entre as gerações, cumprindo o propósito
da criação da Terra. De fato, sem essas ordenanças,
“a Terra seria completamente destruída na [vinda de Cristo]” (D&C 2:3).
Às vezes, as escrituras referem-se aos mortos como se
eles estivessem nas trevas ou na prisão (ver Isaías 24:22;
I Pedro 3:19; Alma 40:12–13; D&C 38:5). Contemplando o
glorioso plano de Deus para Seus filhos, o Profeta Joseph
Smith escreveu este salmo: “Regozije-se vosso coração
e muito se alegre. Prorrompa a terra em canto. Entoem
os mortos hinos de eterno louvor ao Rei Emanuel, que
estabeleceu, antes da fundação do mundo, aquilo que nos
permitiria redimi-los de sua prisão; pois os prisioneiros serão libertados” (D&C 128:22).
Nossa responsabilidade é tão grande quanto o amor
de Deus para com Seus filhos de todas as épocas e de
todos os lugares. Nossos esforços em favor dos mortos
prestam eloqüente testemunho de que Jesus Cristo é
o divino Redentor de toda a humanidade. Sua graça e
promessas alcançam até mesmo aqueles que em vida
não O encontram. Por causa Dele, os prisioneiros serão libertados. ◼
Extraído de um discurso proferido na conferência geral de outubro
de 2000.

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Elevado Pela Oração

Amy S. Tate
Crianças do mundo inteiro oram ao Pai Celestial, tal como você faz!
Neste mês, vamos conhecer Jared Azzarini, de Porto Alegre, Brasil.

Jared Azzarini, 10 anos, ficou arrasado quando viu seu técnico e seus colegas de equipe entrarem no
avião rumo a Goiânia para participar do Torneio Nacional de Ginástica do Brasil, sem ele.
Ele havia orado com todas as forças para que as autoridades do aeroporto
permitissem que ele entrasse no avião para poder competir
com sua equipe. Mas disseram que ele não poderia
viajar sem sua certidão de nascimento original.
Ele tinha levado apenas uma cópia; a original estava em casa.
Por isso, enquanto sua equipe se preparava para
defender o título nacional de sua faixa etária, que ajudara
a ganhar no ano anterior, ele voltou para casa com a mãe.
Pensou nas últimas palavras que o técnico lhe dissera:
Crianças do mundo inteiro oram ao Pai Celestial, tal como você faz!
Neste mês, vamos conhecer Jared Azzarini, de Porto Alegre, Brasil.
“Se você não conseguir chegar ao torneio, a equipe perderá. Precisamos de você”.
O único vôo disponível seria na manhã seguinte. Isso
permitiria que ele chegasse ao torneio, mas em cima
da hora, sem ter chance de aquecer-se ou acostumar-se com o equipamento.
“Mãe”, disse ele, quando chegaram em casa, “você
me ensinou que quando oramos sinceramente, o
Senhor atende a nossas orações. Eu orei do fundo do
coração, mas nada aconteceu. Se eu for no vôo de amanhã, não terei chance.”
A mãe de Jared assegurou-lhe que “a Deus tudo é
possível” (Mateus 19:26). Ela ligou para o aeroporto.
Em meia hora, a companhia aérea telefonou e perguntou
se Jared conseguiria chegar imediatamente ao
aeroporto. Havia surgido uma vaga em um vôo que partiria dali a pouco.
“O Pai Celestial realmente responde a nossas orações!”,
pensou Jared, enquanto corria para o quarto para agradecer ao Pai Celestial.
Jared, membro da Ala Intercap, Estaca Porto Alegre
Brasil Partenon, conseguiu chegar a tempo ao torneio e
conquistou o terceiro lugar nas finais individuais, além
de ajudar sua equipe a vencer novamente o torneio nacional de sua faixa etária.

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O Exemplo de Jared
Nenhum dos colegas de equipe de Jared é membro da Igreja, por isso
ele toma cuidado para ser um bom exemplo e tratar os outros com bondade.
Jared já convidou seus amigos para passar o fim de semana com ele e os levou para a Igreja.
Emprestou-lhes camisa branca e gravata. “Sempre procuro
estar pronto para ajudar”, diz ele.
“Oro pelos meus colegas de equipe que estão competindo e até os ensino a orar.”
Jared usa o nome do Pai Celestial e de Jesus Cristo com reverência.
Ele não diz palavrões ou expressões rudes e procura ajudar os outros a fazer o mesmo. Ele diz:
“Meus colegas de equipe vigiam uns aos outros para não dizerem coisas feias, pelo
menos na minha frente”.

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Em Defesa de Caleb

Amy S. Tate
Inspirado em uma história verídica

“Lembrai-vos (…) da bondade fraternal” (DEC 4:6)

O dia começou como outro qualquer na escola.
Nossa professora, a Srta. Blackstock, estava escrevendo no quadronegro,
enquanto eu sonhava acordado em minha carteira.
Então, nosso diretor entrou com um menino que eu nunca tinha visto.
Sussurrou algo ao ouvido da Srta. Blackstock, e todos ficaram quietos, tentando ouvir.
O menino ficou ali parado na frente da
classe, e todas as crianças o fitavam atentamente.
Sua camisa xadrez desbotada estava desarrumada.
Havia um buraco no joelho esquerdo das calças.
Ele estava com os ombros encolhidos, as mãos enfiadas nos bolsos, e olhava para o chão.

Depois que o diretor saiu, a Srta. Blackstock disse:
“Classe, quero que conheçam Caleb Sanders. Ele
mudou-se recentemente para cá, vindo de Montana,
que é um lugar bem distante! Caleb, pode sentar-se ao lado do Luke”.
Ela apontou para o lugar vazio ao meu lado, e a classe
inteira ficou olhando enquanto Caleb nervosamente se
dirigia a seu lugar, passando entre as carteiras.
Quando a Srta. Blackstock voltou a atenção ao quadro-negro, ouviram-
se sussurros por toda a sala. Alguns meninos estavam
dizendo coisas maldosas sobre as roupas de Caleb.
“Vejam que botas esquisitas ele está usando”, disse alguém.
“Dava para escalar o Himalaia com elas!”, acrescentou outro menino.
Dei uma olhada para o Caleb, mas ele apenas ficou
ali calado, olhando para a página em branco do seu caderno e apertando o lápis.
Eu sabia que ele tinha ouvido o comentário, porque o vi se mexendo incomodado
na cadeira. Então, dois meninos riram tão alto que a Srta. Blackstock parou de escrever.
“Vejo que todos estão ansiosos para conversar com
o Caleb, por isso vamos pedir que ele venha até aqui e
nos conte um pouco sobre a sua vida”, disse ela.
A classe ficou em silêncio, e todos olharam para o
novo aluno. Senti pena dele. O menino que sentava
atrás de mim chutou a cadeira do Caleb e disse, em tom
de gozação: “Vai lá, menino da montanha”.
Caleb caminhou lentamente até a frente da sala de aula.
Uma franja do cabelo cobria-lhe parcialmente os
olhos, e ele arrastava as botas ao andar.
Os meninos ameu redor riram de novo. Eu sabia que a Srta. Blackstock
estava tentando ajudar, mas achei que aquilo só estava piorando as coisas.
Um menino ergueu a mão e perguntou: “Onde você
morava em Montana, debaixo de uma rocha?”
A classe inteira caiu na risada.
A menina da fileira da frente perguntou: “Todo mundo em Montana se veste como você?”
Senti meu rosto ficar quente, à medida que a raiva
ia aumentando dentro de mim. Se alguém não parasse
aquilo, eu sabia que Caleb seria rejeitado pela turma
por todo o ano letivo. Mas se eu o defendesse, as crianças poderiam rir de mim também.
Então, lembrei-me do que minha madrasta me
dissera quando tentei entrar no time de futebol.
Ela me contou a história de Davi, no Velho Testamento.
Davi era o mais jovem dos irmãos, mas o Senhor o
escolheu para ser rei. Não importava sua aparência.
Às vezes, as pessoas julgam os outros pela aparência, mas o Senhor vê o coração.
Eu sabia que Caleb precisava de ajuda, por isso
ergui a mão. A Srta. Blackstock deixou-me falar.
Caleb não ergueu o rosto. Provavelmente esperava que eu zombasse dele também.
“Ouvi dizer que há parques muito bonitos em
Montana, com excelentes trilhas para caminhadas.
Como são esses parques?”, perguntei.
A classe ficou em silêncio. Senti meu rosto ficar
vermelho de novo, mas Caleb sorriu. Vi que ele
estava aliviado por poder responder a uma pergunta
bondosa. Começou a falar, bem baixinho.
Contou que sua família morava numa grande
fazenda em Montana, e que ele até tinha um cavalo
só seu. Falou de sua trilha favorita no Parque
Nacional das Geleiras e de como ele havia encontrado um urso de verdade.
À medida que foi contando mais sobre sua terra, as outras crianças
começaram a fazer perguntas sobre o urso, as caminhadas
e a escalada de montanhas.
Depois da escola, eu não tinha certeza se
alguém ia sentar-se comigo no ônibus. Segurei
minha mochila no colo e fiquei olhando pela janela
do ônibus. De repente, senti alguém me tocar o ombro. Era Caleb.
“Posso sentar aqui?”, perguntou ele, timidamente.
“Claro!”, disse eu, dando lugar para ele sentar.
Nunca imaginei que aquele dia acabaria daquele
jeito. Sinto-me feliz por ter tido a coragem de ser
bondoso com o Caleb. Agora ele tem muitos amigos,
e tenho orgulho de ser um deles. ●

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A Liahona FEV 2009

Cuidar dos Conversos
“[Todo converso precisa]
de três coisas: fazer um amigo, ter uma
responsabilidade e ser
[nutrido] ‘pela boa palavra de Deus’” (Morôni 6:4).
Presidente Gordon B. Hinckley (1910–2008),
“Conversos e Rapazes” A Liahona, julho de 1997, p. 53.

Pres. Henry B. Eyring
“Haverá ocasiões em que você se sentirá apreensivo.
Uma das maneiras pelas quais você será atacado será pelo
sentimento de que você não está à altura de seu chamado.
(…) No entanto, você tem acesso a bem mais do que suas
habilidades naturais e não realizará seu trabalho sozinho.”

O PAPEL DIVINO DAS MULHERES

Julie B. Beck, presidente geral da
Sociedade de Socorro:
“Tenho um testemunho, adquirido por meio
do estudo das escrituras, relativo a um plano de felicidade que nos foi
concedido pelo Pai Celestial. Esse plano contém uma parte para Suas
filhas. Cabe-nos essa participação feminina e, se não desempenharmos
nosso papel, ninguém mais o fará por nós.
A metade do plano de nosso Pai que cria a vida, que
molda a alma dos homens, que promove
o crescimento e que influencia todo o restante foi confiada a
nós. Não podemos delegá-la. Não podemos repassá-la a ninguém. É
nossa. Podemos recusá-la e negá-la,
mas ainda assim essa parte é nossa, e prestaremos contas dela.
Dia virá em que todas nós nos lembraremos do que sabíamos antes de nascermos.
Recordaremos que lutamos por esse privilégio num grande
conflito. Como cumprir com tal responsabilidade? Devemos consagrar
diariamente nossas energias à obra que compete apenas a nós
realizar”.

Élder M. Russell Ballard, do
Quórum dos Doze Apóstolos:
“O propósito
doutrinário básico da criação da Terra é proporcionar aos filhos espirituais
de Deus a continuação do processo de exaltação e vida eterna.
(…) Ainda que simplesmente não haja uma contribuição mais significativa
que se possa fazer à sociedade, à Igreja ou ao destino eterno dos filhos de
nosso Pai do que o que vocês fizerem como pai ou mãe, a maternidade e a
paternidade não são as únicas formas de atribuir valor a alguém ou receber
aprovação de Deus. (…)
Todas as irmãs da Igreja que fizeram convênios com o Senhor têm o
mandamento divino de salvar almas, de liderar as mulheres do mundo, de
fortalecer os lares de Sião e de edificar o reino de Deus”
(“Mulheres de Retidão”, A Liahona, dezembro de 2002, pp. 36, 39; Ensign,
abril de 2002, pp. 68, 70).

Élder David A. Bednar, do Quórum
dos Doze Apóstolos:
“Por desígnio
divino, homens e mulheres devem progredir juntos rumo à perfeição e
a uma plenitude de glória. Como os homens e as mulheres diferem em
temperamento e capacidade, eles devem trazer para o relacionamento
conjugal suas próprias perspectivas e experiências.
O homem e a mulher contribuem de modo diferente, porém
igual para uma unidade e união que não podem ser alcançadas de nenhuma outra forma” (A Liahona, junho de 2006, pp. 51–52; Ensign, junho de 2006, pp. 83–84).

Silvia H. Allred, primeira conselheira
na presidência geral da
Sociedade de Socorro:
“O Senhor abençoou as mulheres com os atributos
divinos do amor, da compaixão, da bondade e da caridade. Por
meio das visitas mensais que fazemos como professoras visitantes,
temos o poder de abençoar cada irmã ao lhe abrirmos nossos braços
com amor e bondade e ao lhe ofertarmos os dons da compaixão e da
caridade. Não importa quais sejam as nossas circunstâncias pessoais,
todas nós temos a oportunidade de edificar e cuidar de outras pessoas”
(“Apascenta as Minhas Ovelhas”, A Liahona e Ensign, novembro de
2007, p. 113).

Presidente Spencer W. Kimball
(1895–1985):
“Ser uma mulher justa
nos momentos finais desta Terra, que
antecedem a Segunda Vinda de nosso
Salvador, é um chamado particularmente
nobre. A força e a influência da
mulher justa hoje podem ser dez vezes
maiores do que em épocas mais tranqüilas”
(“Privileges and Responsibilities of Sisters”, Ensign,
novembro de 1978, p. 103). ◼

Sejam Fortes
“Vocês enfrentam enormes tentações. Elas chegam a
vocês nos lugares de entretenimento público, pela Internet,
nos filmes, pela televisão, na literatura vulgar e de
outras maneiras sutis, sedutoras e difíceis de resistir. A
pressão dos colegas pode ser quase maior do que vocês
podem suportar. Contudo, meus queridos amigos, vocês
não devem ceder. Precisam ser fortes. Precisam ter em vista o seu objetivo
futuro, em vez de sucumbir às tentações sedutoras do presente.”
Presidente Gordon B. Hinckley (1910–2008), “Um Estandarte para as Nações, uma Luz para o Mundo”, A Liahona
e Ensign, novembro de 2003, p. 83.

“Incentivo vocês, enquanto estão na adolescência e
ao desenvolverem seu próprio testemunho, a confiarem
na palavra do Senhor. Quando o Senhor promete algo,
podemos confiar. Afinal, como as escrituras nos ensinam,
Deus não pode mentir. O Senhor mantém Sua palavra.
Sempre que o Senhor faz uma promessa, seja por meio de
Seu profeta ou diretamente em Suas escrituras, podemos confiar.”
Elder Stanley G. Ellis

“Somos missionários todos os dias em nossa
família (…) e em nossa comunidade.
A despeito da nossa idade, experiência
ou situação na vida, somos todos missionários.”
Élder David A. Bednar, do Quórum dos
Doze Apóstolos, “Tornar-se um Missionário”, A Liahona e Ensign, novembro de 2005, p. 44.

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