Liahona – Sept

Por que Fazemos o Trabalho Missionário?

Élder Dallin H. Oaks
Do Quórum dos Doze Apóstolos

Não pregamos e ensinamos para “trazer
pessoas para a Igreja” ou para aumentar o
número de membros da Igreja. Não pregamos
e ensinamos apenas para persuadir as
pessoas a terem uma vida melhor. Honramos
e valorizamos os muitos ministros e outras
pessoas que estão envolvidos nesse tipo de
ministério que torna os homens ruins bons
e os homens bons, melhores. Isso é importante,
mas oferecemos algo mais. Uma pessoa
pode qualificar-se para o reino terrestre
em vez de para o reino teleste, sem a ajuda
da Igreja. Estamos preocupados com um
destino mais elevado.

O propósito de nosso trabalho missionário
é ajudar os filhos de Deus a cumprir uma
condição determinada por nosso Salvador
e Redentor. Pregamos e ensinamos a fim de
batizar os filhos de Deus para que possam
ser salvos no reino celestial, em vez de ser
limitados a um reino menor. Fazemos o
trabalho missionário para batizar e confirmar.
Essa é a base doutrinária do trabalho
missionário.

O batismo é uma exigência, mas por quê? Por que é
necessário ser batizado desse modo e por alguém que
possua uma determinada autoridade? Não sei. Mas o que
sei é que a remissão dos pecados somente se tornou
possível graças ao sacrifício expiatório de nosso Salvador,
Jesus Cristo, e que Ele determinou essa
condição, muitas e muitas vezes. Seu
sacrifício pagou o preço de meus pecados,
e Ele determinou as condições pelas
quais posso ser salvo por meio de Seu
pagamento. Esse motivo me basta.

Como os profetas desta dispensação
nos disseram, o propósito de os missionários
estarem no campo missionário é salvar
almas, batizar conversos, o que significa abrir
as portas do reino celestial aos filhos e às filhas de Deus.
Ninguém mais pode fazer isso.
As outras igrejas não podem fazê-lo.
Uma boa vida cristã não consegue fazer isso.
Uma boa fé, bons desejos e bons argumentos não conseguem fazer isso.
Somente o sacerdócio de Deus pode realizar
um batismo que satisfaça o decreto divino de que
“aquele que não nascer da água e do Espírito, não
pode entrar no reino de Deus” ( João 3:5).

“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado”
(Atos 2:38). Somos chamados para auxiliar nesse grande
trabalho. ◼

Fazer da Conferência uma Prioridade
“Decidam agora fazer da conferência geral
uma prioridade em sua vida. Decidam ouvir
com atenção e seguir os ensinamentos transmitidos.
Ouçam ou leiam os discursos mais
de uma vez para entenderem e seguirem melhor os conselhos
dados. Assim fazendo, as portas do inferno não prevalecerão
contra vocês, os poderes das trevas serão afastados e os céus
estremecerão para o seu bem [ver D&C 21:6].”
Élder Paul V. Johnson, dos Setenta, “As Bênçãos da Conferência
Geral”, A Liahona, novembro de 2005, p. 52.

Uma Missão de Salvação
“Ao nosso redor há muitos que necessitam
de ajuda e merecem ser resgatados.
Nossa missão na vida, como seguidores do
Senhor Jesus Cristo, deve ser uma missão de salvação.”
Presidente Gordon B. Hinckley (1910–2008),
“Our Mission of Saving”, Ensign, novembro de 1991, p. 59

De Maior Valor

Quando escolhi a pintura do Salvador, alguns de meus
irmãos deram uma risadinha. Havia coisas que ainda estavam
entre os pertences de mamãe e papai
que eles consideravam mais valiosas.
Estávamos reunidos em nossa casa da infância, onde mamãe estivera
morando até falecer algumas semanas
antes. Papai já havia falecido cinco anos antes, em 2001. Era hora
de dividir seus pertences. Tiramos um número cada um e escolhemos
coisas; a pessoa com o número mais baixo escolhia primeiro.
A mobília do quarto foi a primeira a ser escolhida, depois foi a geladeira,
a mesa de jantar e as cadeiras e o carro último modelo.
Escolhi o piano, embora não saiba tocar. Ouvíamos muita música em casa
quando eu era jovem. Papai sempre serviu como regente de música da
ala, e tanto papai quanto mamãe cantavam muito bem.
Meu pai, que era um homem bem grande, com
uma voz vigorosa, nunca deixava passar uma oportunidade de cantar.
O piano significava muito para mim, assim como a pintura do Salvador.
Quando escolhi a pintura que
estava emoldurada ao lado de uma cópia de “O Cristo Vivo: O Testemunho
dos Apóstolos”, ela estava pendurada na parede da
sala da família, onde estávamos.
Naquela ocasião, não pude deixar de
pensar no Salvador, no plano de salvação
e no quanto meus pais significavam para
mim. Não pude deixar de sentir gratidão
pelo modo como eles nos criaram, pelo evangelho que nos
ensinaram e pelo exemplo que nos
deixaram, inclusive sua disposição de servir.
Quando papai foi chamado
como bispo, ele lembrou ao presidente da estaca que estava com 70 anos de idade. “Acho
que você escolheu a pessoa errada”, disse ele.
“Quantos anos você acha que
têm as Autoridades Gerais de Salt Lake City?”, retrucou o presidente da
estaca. “Você não foi a nossa primeira escolha. Nem mesmo a segunda.
Você foi a escolha do Senhor.” Meu pai sabia que tinha sido
chamado por Deus, e ele foi um bom bispo. Nada havia de impressionante nele.
Não erae xcepcionalmente versado nas escrituras.
Era apenas um homem comum
que tinha muita empatia pelos membros da ala.
Enquanto ele servia como bispo, eu servi como conselheiro em outro
bispado de nossa estaca. Ao assistirmos juntos às reuniões de liderança,
nosso relacionamento se tornou centralizado em Cristo, e passei a
conhecer seu lado espiritual.
Quando papai foi chamado como bispo, em 1994, tinha vários problemas
de saúde. “Será que esse chamado
me garante mais cinco anos de vida?”, perguntou ele ao presidente
da estaca em tom de brincadeira. Dois anos depois de meu pai ser
desobrigado, ele veio a falecer. Esses pensamentos me enchiam
a mente quando terminamos de dividir os pertences de meus pais.
Depois de voltar para casa, procurei o lugar certo para pendurar o quadro
do Salvador. Ao virá-lo, para minha surpresa, vi que havia sido dedicado
a meu pai: “Sempre nos lembraremos do Bispo Taylor como um homem
grande com um coração enorme”. Estava assinado por nossa presidência
de estaca: “Presidente Cory, Presidente Carter, Presidente Stubbs”.
De repente, a pintura se tornou ainda mais valiosa para mim. Hoje,
ela está na parede da minha casa, em cima do piano de meus pais. Ainda
há algumas coisas em nossa antiga casa que eu escolhi, mas ainda não
fui buscar. Isso não importa. Tenho as coisas de maior valor.
Ray Taylor, Utah, EUA

O batismo é uma exigência, mas por quê? Por que é
necessário ser batizado desse modo e por alguém que
possua uma determinada autoridade? Não sei. Mas o que
sei é que a remissão dos pecados somente se tornou
possível graças ao sacrifício expiatório de nosso Salvador,
Jesus Cristo, e que Ele determinou essa
condição, muitas e muitas vezes. Seu
sacrifício pagou o preço de meus pecados,
e Ele determinou as condições pelas
quais posso ser salvo por meio de Seu
pagamento. Esse motivo me basta.
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Arquivado em A Liahona, Família, obra missionária

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