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Liahona – October

Adquirir Força pela Obediência

Presidente  Thomas S . Monson

No mundo atual, grande ênfase se dá à juventude.
Todos querem parecer jovens, sentir-se jovens e ser jovens.
Realmente, grandes somas em dinheiro são gastas
anualmente em produtos que as
pessoas esperam lhes restaurem a aparência jovem.
Bem que poderíamos nos perguntar:
“Essa busca pela juventude é algo novo para
nossos dias, para nossa geração?” Basta que folheemos as páginas da
história para encontrar a resposta.
Séculos atrás, na grande era da exploração, expedições muito bem equipadas
e embarcações, contendo uma tripulação confiante
e aventureira, singravam mares desconhecidos em busca
de uma literal fonte da juventude. Uma conhecida lenda prometia que em algum lugar, na “vastidão
longínqua”, havia uma fonte mágica de onde vertia a mais pura das águas, e tudo
o que alguém tinha de fazer para recuperar o vigor da juventude e perpetuar essa
energia era beber o líquido vertente dessa fonte.
Ponce de León, que velejou ao lado de Colombo, fez seguidamente diversas
viagens exploratórias, procurando nas Bahamas e em outras áreas do Caribe,
confiando seguramente na lenda de que esse elixir da juventude pudesse ser
encontrado.
Seus esforços, assim como os de muitos outros, não alcançaram o
êxito da descoberta, pois no plano divino de nosso Deus,
adentramos a existência
mortal para experimentar a juventude uma vez somente.

A Fonte da Verdade

Embora não exista uma fonte da juventude
que possamos buscar usando de sabedoria,
existe outra fonte que contém uma água
mais preciosa, sim, as águas da vida eterna.
Trata-se da fonte da verdade. (…)

Nesta era iluminada, na qual a plenitude do evangelho
foi restaurada, não há necessidade nem
para vocês nem para mim, de singrar mares
desconhecidos ou rodar por estradas não
mapeadas em busca da fonte da verdade.
Pois um Pai Celestial amoroso traçou para
nós um curso e providenciou um mapa
infalível: a obediência! (…)
Para uma geração criada sob a tradição do
sacrifício animal, Samuel declarou destemidamente:
“Obedecer é melhor do que o
sacrificar; e o atender melhor é do que a
gordura de carneiros”.

Cumprir os Mandamentos

Essa era a essência da mensagem do Salvador, ao declarar:
“Pois todos os que receberem uma bênção de minhas
mãos obedecerão à lei que foi designada para essa bênção
e suas condições, como instituídas desde antes da fundação
do mundo”.

As próprias ações do Mestre confirmam
Suas palavras. Ele demonstrou o genuíno
amor de Deus ao levar uma vida perfeita e
honrar a sagrada missão que tinha de cumprir.
Jamais foi arrogante. Nunca Se encheu
de orgulho. Nunca foi desleal. Sempre foi
humilde. Sempre foi sincero. Sempre foi verdadeiro.
Embora fosse tentado pelo mestre das
mentiras, sim, o diabo, embora estivesse
fisicamente enfraquecido por ter jejuado
por 40 dias e 40 noites e “depois [ter] fome”,
ainda assim, quando o maligno fez a Ele a mais
tentadora e sedutora proposta, Jesus
deixou-nos um exemplo divino de obediência, recusando-Se
a desviar-Se do que sabia ser o certo.

A Pedro, na Galileia, Jesus disse: “Segue-me”. Para
Filipe, Ele deu a mesma instrução: “Segue-me”. Ao publicano
Levi, que estava sentado na alfândega, foi feito o
convite: “Segue-me”. Até ao que foi correndo procurá-Lo,
aquele que tinha muitas posses, foram proferidas estas
palavras: “Segue-me”. 10 E para cada um nós essa mesma
voz, esse mesmo Jesus, diz: “Segue-me”.
Estamos dispostos a obedecer?
A obediência é a característica marcante dos profetas,
mas devemos reconhecer que essa fonte de
forças está ao nosso alcance hoje em dia.

A força que buscamos ansiosamente hoje para vencer
os desafios de um mundo complexo e em constante
mudança pode ser nossa se, com coragem forte e resoluta,
nos erguermos e declararmos com Josué: “Porém eu e a
minha casa serviremos ao Senhor”.◼

Vale a Pena Esperar

Valeria  Salerno

Quando entrei no Templo de Buenos Aires Argentina
com os jovens de minha ala, para fazer batismos
pelos mortos, esperamos alguns minutos na
recepção. Então, os oficiantes do templo nos pediram que
descêssemos até um saguão, onde havia várias cadeiras, e
esperamos de novo. Como era sábado, muitas pessoas de todas as partes da
Argentina tinham ido ao templo. Esperamos ali por duas
horas e meia, sentados, em silêncio. Alguns pensamentos
não muito agradáveis começaram a surgir em minha
mente: “Como é que nos fazem esperar todo esse tempo?
Estou cansada.
Acho que seria melhor não ter vindo, porque é uma perda de tempo”.
Levantei-me e comecei a andar pelo saguão. Pouco depois, um oficiante apareceu e disse:
“Jovens, por favor, não fiquem impacientes. Sei que vocês esperaram muito
tempo, mas sabem de uma coisa? No mundo espiritual,
milhões de pessoas esperam esse momento há séculos, e
posso assegurar-lhes que estão muito ansiosos para que
chegue a vez deles. Os irmãos estão batizando e confirmando,
e não podem fazer mais do que estão fazendo”.
Quando ele disse aquelas palavras, senti-me envergonhada.
Dei-me conta de que estava sendo egoísta, por não
querer doar algumas horas para aquelas pessoas que
esperavam há tantos anos e não tiveram a oportunidade
de ouvir falar da Igreja verdadeira e ser batizadas aqui na Terra.
O oficiante apareceu novamente e começou a chamar
o nome de pessoas de nossa ala. Uma irmã nos deu roupas
brancas, e fomos nos trocar.
Depois de nos vestirmos, ela prendeu nosso cabelo com
uma fita branca.
Depois, descalços, fomos até os bancos do batistério.
O tapete era tão macio e fofo que nem parecia estarmos
pisando no chão.
Quando chegou minha vez, eu estava tão nervosa
quanto no dia do meu próprio batismo. Mas os oficiantes
foram muito gentis e tiveram tanta paciência com cada um
de nós, que foi incrível. Quando saí da pia batismal, uma irmã me esperava com
uma grande toalha branca e um enorme sorriso. Troquei
de roupa e fui para uma sala, onde fui confirmada. A
mesma irmã que me levara a toalha foi comigo e me agradeceu
por estar disposta a fazer o trabalho do Senhor.
Quando saí do templo, percebi que tinha sido uma
das melhores experiências da minha vida. O templo é
um lugar sagrado, e o Espírito do Senhor está ali, dirigindo
Sua grande obra. Toda aquela espera valeu a pena. ◼

O Templo em Nós
“Se formos ao templo tão frequentemente quanto a
distância e as circunstâncias individuais permitirem,
o templo estará em nós. Então, sejam quais
forem os problemas que enfrentarmos
na vida, sempre estaremos em um lugar sagrado.”
Élder Lance B. Wickman, dos Setenta, “In a
Holy Place”, New Era, abril de 2005, p. 45.

As Bênçãos do Templo

Élder Robert D. Hales
Do Quórum dos Doze Apóstolos

A Doutrina do Templo
O templo é realmente o lugar no qual
estamos “no mundo sem ser do mundo”.
Quando enfrentamos problemas e precisamos
tomar uma decisão crucial, que nos aflige a mente e a alma, podemos levar
nossas preocupações ao templo e receber
orientação espiritual.

(…)

A reverência no templo é um elemento primordial para convidar
o Espírito a nele habitar em todos os momentos de todos os dias. (…)
Ao longo da história, em todas as dispensações,
o Senhor ordenou aos profetas que
templos deveriam ser construídos para que
Seu povo pudesse receber as ordenanças
sagradas. Moisés e os israelitas foram abençoados
com um templo portátil, o tabernáculo,
onde era realizado o trabalho sagrado
de ordenanças segundo a lei de Moisés e
onde, ocasionalmente, o Senhor aparecia
para conversar com Moisés. O rei Salomão
construiu um belo templo em Jerusalém, que
posteriormente foi destruído. Então, durante
o ministério de Cristo, outro templo foi construído
em Jerusalém.

(…)
É significativo que quando o Senhor Jesus
Cristo ressuscitado apareceu aos nefitas,
em 34 a.D, Ele o tenha feito no templo (ver 3 Néfi 11:1–11). (…)

Hoje, há 130 templos em funcionamento,
o que permite que os membros fiéis da Igreja
do mundo inteiro entrem na casa do Senhor
para receber suas ordenanças do templo e
fazer convênios com Ele.

As Ordenanças do Templo
O principal propósito do templo é prover
as ordenanças necessárias para nossa
exaltação no reino celestial. As ordenanças
do templo nos conduzem a nosso Salvador
e nos concedem as bênçãos decorrentes da
Expiação de Jesus Cristo. Os templos são a
maior universidade de aprendizado conhecida
pelo homem, que nos proporciona
conhecimento e sabedoria sobre a Criação
do mundo. As instruções da investidura nos
ensinam como devemos conduzir nossa vida
aqui na mortalidade.
(…)Outra ordenança importante é ser selado
para a eternidade no casamento celestial.
Esse convênio do casamento permite que os
filhos sejam selados aos pais e que os filhos
nascidos sob convênio se tornem parte de
uma família eterna.
Doutrina e Convênios nos ensina: “Tudo
o que selares na Terra será selado no céu; e
tudo o que ligares na Terra, em meu nome e
pela minha palavra, diz o Senhor, será ligado
eternamente nos céus” (D&C 132:46).

Quando um casal está ajoelhado no altar,
estou ciente, como selador, de meu papel
como representante do Senhor. Sei que o
que for selado na Terra será literalmente
selado no céu, para nunca ser desfeito, se as
pessoas que são seladas permanecerem fiéis
e perseverarem até o fim.
Tenho observado ao longo dos anos
muitos casais que conseguiram manter um
casamento estável e forte por permanecerem
fiéis aos convênios que assumiram no templo.
Esses casais bem-sucedidos têm várias
coisas em comum.

Primeiro, eles sabem individualmente
quem são: filhos e filhas de Deus. Estabelecem
a meta eterna de viver novamente com
nosso Pai Celestial e Seu Filho Jesus Cristo.
Esforçam-se por abandonar os caminhos do
homem natural (ver Mosias 3:19).

Segundo, conhecem a doutrina e a
importância das ordenanças de salvação do
templo e dos convênios do templo, além
da necessidade que têm de atingir metas
eternas.

Terceiro, decidem obter as bênçãos
eternas do reino de Deus em vez das posses
temporárias do mundo.

Quarto, esses casais se dão conta de que,
quando são selados para esta vida e para
toda a eternidade, eles escolheram um
companheiro eterno: seus dias de despertar a
atenção de outras pessoas terminaram — não
há mais necessidade de procurar!

Quinto, esses casais pensam um no
outro antes de pensar em si mesmos. O
egoísmo sufoca os sentidos espirituais. Ao
comunicar-se com o Senhor em oração,
eles se tornam cada vez mais unidos, em
vez de se afastar um do outro. Conversam
entre si, portanto nunca permitem que as
coisas pequenas se tornem grandes. Conversam
logo sobre as “pequenas mágoas”
com medo de causar ofensa. Desse modo,
quando as pressões aumentam e sinalizam
perigo, não há uma explosão de sentimentos
amargos. É muito melhor deixar escapar
um pouco de vapor, antes que a panela
de pressão venha a explodir. Estão dispostos
a pedir perdão e a perdoar se tiverem ofendido a pessoa amada.
Expressam amor um pelo outro e se tornam mais íntimos.
Elevam e fortalecem um ao outro.

As Bênçãos do Templo
O templo é um edifício sagrado, um lugar
santo, onde cerimônias e ordenanças de
salvação essenciais são realizadas para preparar-
nos para a exaltação. É importante que
adquiramos um conhecimento seguro de que
nossa preparação para entrar na casa sagrada
e que nossa participação nessas cerimônias e
convênios sejam as coisas mais significativas
que vivenciaremos em nossa vida mortal.
Viemos voluntariamente da presença de
Deus, o Pai, para esta provação mortal com
livre-arbítrio, sabendo que enfrentaríamos
“oposição em todas as coisas” (2 Néfi 2:11).
Nosso objetivo é vestir toda a armadura de
Deus e resistir aos “dardos inflamados do
maligno” com o escudo da fé e a espada do
Espírito (ver D&C 27:15–18), perseverar até o
fim e ser dignos de estar e viver na presença
de Deus, o Pai, e de Seu Filho Jesus Cristo
por toda a eternidade: alcançar o que é chamado
de vida eterna. ◼
Extraído de um discurso devocional proferido na
Universidade Brigham Young, em 15 de novembro de
2005.
Para o texto integral do discurso em inglês, ver
http://speeches.byu.edu
.

Me n s a g e m  Das  P r o f e s s o r a s  V i s i t a n t e s

Nutrir a Nova Geração

D&C 123:11: “E é também uma
obrigação imperiosa que temos
para com toda a geração que está
surgindo”.

Qual É Minha Responsabilidade
quanto à Nova Geração?
Élder Neal A. Maxwell (1926–2004), do Quórum dos Doze Apóstolos:

“Após ter sido reservada pelo Senhor para esta época, [a nova
geração] precisa agora ser preservada
(…) e preparada para este momento
especial da história da humanidade!
Foram reservados para vir nesta
época, mas agora precisam ser incentivados
a cumprir a tarefa que lhes foi determinada. (…)
Os jovens não diferem dos conversos
em perspectiva. Estão num momento crítico em que sua alma
começa a inclinar-se para o Senhor ou para longe Dele.
Esse momento de decisão não pode ser criado,
mas quando acontece, não deve ser desperdiçado.
Frequentemente, esse momento ocorre numa conversa
serena e reverente com os pais, os
avós, o bispo, um líder adulto ou um amigo íntegro”
(“Unto the Rising Generation,” Ensign, abril de 1985, pp. 8, 10).

Élder Ronald A. Rasband, da
Presidência dos Setenta:

“Nossa nova geração merece todo o nosso empenho
em apoiá-los e fortalecê-los em sua jornada
para a vida adulta. (…)
Em todas as medidas que tomarmos,
em todos os lugares que formos, com
todos os jovens santos dos últimos dias que conhecemos, precisamos
aumentar nossa percepção da necessidade
de fortalecê-los, de nutri-los e de ser uma influência positiva na
vida de cada um deles”
(“Nossa Nova Geração”, A Liahona, maio de 2006, p. 47).

Como Podemos Nutrir a Nova
Geração? Presidente Gordon B. Hinckley
(1910–2008):
“Nunca esqueçam que
esses pequeninos são filhos e filhas
de Deus e que vocês têm a responsabilidade
de cuidar deles; que Ele foi Pai antes de vocês e não abdicou de
Seus direitos e interesses paternos em
relação a Seus amados pequeninos.
(…) Criem seus filhos com amor, na doutrina e na admoestação do Senhor.
Cuidem de seus pequeninos. Recebem-nos de braços abertos em
seu lar, instruam-nos e amem-nos de todo o coração. Eles podem vir a
fazer, nos anos vindouros, algumas
coisas contrárias ao que vocês esperam deles, mas sejam pacientes. Não
terão falhado, desde que se tenham esforçado”
(“Palavras do Profeta Vivo”, A Liahona, maio de 1998, pp. 26–27).

Barbara Thompson, segunda
conselheira na presidência geral da
Sociedade de Socorro:
“Como irmãs, na Sociedade de Socorro, podemos
ajudar-nos mutuamente a fortalecer
as famílias. Temos a oportunidade
de servir em muitos cargos. Estamos sempre em contato com crianças
e jovens que podem estar carentes
justamente daquilo que temos a oferecer.
Vocês, irmãs mais experientes, têm experiência e bons conselhos
para dar às mães mais novas. Às
vezes, uma líder das Moças ou professora da Primária diz ou faz exatamente o que era necessário para
reforçar o que o pai ou a mãe está tentando ensinar.
E, evidentemente, não precisamos de nenhum chamado
específico para estender a mão para uma amiga ou vizinha” (“Eu Te Fortaleço,
e Te Ajudo”, A Liahona, novembro de 2007, p. 117). ◼

VIRTUDE

“Atualmente existem corações que anseiam por ser alegrados, há boas obras a serem feitas e até mesmo preciosas almas que precisam ser sal-vas. Os enfermos, afitos, famintos, os que sentem frio, os feridos, solitários, idosos ou viajores cansados, todos suplicam que os ajudemos.”2

serviço ao Próximo e Panquecas
Minha recuperação após uma
pequena cirurgia não foi tão fácil
quanto me fzeram acreditar. Mas
como presidente da Sociedade de
Socorro da ala, senti que devia
ajudar outras pessoas, e não pedir a
ajuda delas. Numa manhã de segun
da-feira, três dias após minha cirur-
gia, eu tinha de aprontar sete flhos
para irem à escola. Fiquei me per-
guntando se teria de pedir a minha
flha mais velha que fcasse em casa
para ajudar-me com o bebê.
Quando esses pensamentos me

serviço ao Próximo e PanquecasMinha recuperação após uma pequena cirurgia não foi tão fácil quanto me fzeram acreditar. Mas como presidente da Sociedade de Socorro da ala, senti que devia ajudar outras pessoas, e não pedir aajuda delas. Numa manhã de segunda-feira, três dias após minha cirur-gia, eu tinha de aprontar sete flhospara irem à escola. Fiquei me per-guntando se teria de pedir a minha flha mais velha que fcasse em casapara ajudar-me com o bebê. Quando esses pensamentos me passavam pela cabeça, a campainha tocou. Vickie Woodard, minha primeira conselheira e grande amiga, tinha vindo me ajudar. Disse que tinha vindo fazer panquecas. Trazia uma tigela de massa de panqueca e perguntou onde estava a frigideira. As crianças fcaram muito felizes.

Depois do desjejum, Vickie aprontou as crianças para irem à escola, fez a faxina e levou o bebê para a casa dela até a hora de ele tirar um cochilo, à tarde. Depois, quando perguntei quem estava cuidando dos flhos dela, ela disse que seu marido tinha tirado umas horas de licença do trabalho para que ela pudesse me ajudar.O serviço prestado por Vickie e o marido naquele dia ajudou-me a recuperar as forças e contribuiu para minha rápida convalescência.
Beverly Ashcroft, Arizona, EUA

A Um Destes Meus Pequeninos

Certo dia, quando estava em

casa sozinha com meu flho caçula,

escorreguei na escada e caí. Fiquei

sentindo dores abdominais por vários

dias e, por isso, procurei um médico.

Eu estava grávida na época, e

os exames indicaram que eu havia

sofrido um descolamento de placenta.

Essa complicação na gravidez exige

repouso absoluto, caso contrário eu

poderia perder o bebê.

Fiquei preocupada porque tinha

três flhos pequenos e não podia con-

tratar uma pessoa para ajudar-me. As

irmãs de meu ramo, porém, souberam

do meu estado e, sem que lhes fosse

pedido, foram me ajudar. Organiza-

ram-se em três grupos que me ajuda-

vam pela manhã, à tarde e à noite.

Vinham a minha casa para lavar,

passar, cozinhar, limpar e ajudar
meus flhos com as lições de casa. Uma irmã chamada Rute,

que havia sido batizada na Igreja enquanto eu estava de

cama, tornou-se assídua em minha casa. Como Rute era

enfermeira, ela me ajudava à noite e aplicava as injeções

necessárias.

Não precisei pedir nada. As irmãs previam minhas neces-

sidades e cuidavam de tudo. Quando havia mais pessoas

para ajudar do que era preciso, uma irmã se sentava a meu

lado e fcava conversando comigo. Fizeram isso por três

meses.

Aquelas irmãs me deram forças, amor e dedicação.

Doaram seu tempo e talentos. Fizeram sacrifícios para estar

ali. Nunca pediram nada em troca. Elas amaram e serviram,

seguindo o exemplo do Senhor, que ensinou: “Em verdade

vos digo que quando o fzestes a um destes meus pequeni-

nos irmãos, a mim o fzestes” (Mateus 25:40).

Enilze do Rocio Ferreira da Silva, Paraná, Brasil

Prestar serviço Junto ao leito

O irmão Anderson, dinâmico pre-

sidente dos Rapazes de nossa ala, aos

35 anos, era o tipo de líder dos jovens

que todos admiravam: ex-missioná-

rio, pai de cinco flhos, empresário e

homem de espírito jovem. Mas ele

estava com leucemia. Depois de

ser informado pelo bispo, o

irmão Ryan Hill, primeiro

assistente do quórum de

sacerdotes, entrou em ação,

convocando todos os
sacerdotes ativos e menos ativos de

seu quórum.

“Vamos ao hospital ver o irmão

Anderson. Precisamos de todos. Você

vai?” repetia ele, a cada ligação.

“Não sei se vou poder”, disse um

sacerdote. “Acho que vou ter de

trabalhar.”

“Vamos então esperar até você sair

do trabalho”, respondeu Ryan. “Isso é

algo que precisamos fazer juntos.”

“Está bem”, respondeu o membro

do quórum. “Vou ver se consigo tro-

car de turno com outra pessoa.”

Todos os 11 sacerdotes foram

ao hospital. Tanto os menos ativos

quanto os que nunca faltavam a

uma reunião de domingo estavam

ali. Riram, choraram e oraram juntos

e fzeram planos para o futuro. Nos

meses que se seguiram, revezaram-se

na tarefa de massagear os pés do

irmão Anderson, quando sua circula-

ção fcou prejudicada, e nas longas

sessões de doação de plaquetas

sanguíneas, para que ele só rece-

besse sangue deles. Chegaram até

a viajar 32 km, na noite do baile da

escola, com as respectivas namoradas

(inclusive duas jovens que não eram

membros da Igreja), até o leito de

hospital dele para compartilharem

suas experiências da escola.

Em seus últimos dias, o irmão

Anderson pediu a eles que servis-

sem em uma missão, casassem no

templo e mantivessem contato uns

com os outros. Muitos anos depois,

após terem retornado da missão, de

terem-se casado no templo e for-

mado sua própria família, eles ainda

se recordam daquelas experiências

espirituais decisivas de serviço em

conjunto para seu amado líder.
Norman Hill, Texas, EUA ◼

…..

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