Arquivo da categoria: obra missionária

Liahona – Sept

Por que Fazemos o Trabalho Missionário?

Élder Dallin H. Oaks
Do Quórum dos Doze Apóstolos

Não pregamos e ensinamos para “trazer
pessoas para a Igreja” ou para aumentar o
número de membros da Igreja. Não pregamos
e ensinamos apenas para persuadir as
pessoas a terem uma vida melhor. Honramos
e valorizamos os muitos ministros e outras
pessoas que estão envolvidos nesse tipo de
ministério que torna os homens ruins bons
e os homens bons, melhores. Isso é importante,
mas oferecemos algo mais. Uma pessoa
pode qualificar-se para o reino terrestre
em vez de para o reino teleste, sem a ajuda
da Igreja. Estamos preocupados com um
destino mais elevado.

O propósito de nosso trabalho missionário
é ajudar os filhos de Deus a cumprir uma
condição determinada por nosso Salvador
e Redentor. Pregamos e ensinamos a fim de
batizar os filhos de Deus para que possam
ser salvos no reino celestial, em vez de ser
limitados a um reino menor. Fazemos o
trabalho missionário para batizar e confirmar.
Essa é a base doutrinária do trabalho
missionário.

O batismo é uma exigência, mas por quê? Por que é
necessário ser batizado desse modo e por alguém que
possua uma determinada autoridade? Não sei. Mas o que
sei é que a remissão dos pecados somente se tornou
possível graças ao sacrifício expiatório de nosso Salvador,
Jesus Cristo, e que Ele determinou essa
condição, muitas e muitas vezes. Seu
sacrifício pagou o preço de meus pecados,
e Ele determinou as condições pelas
quais posso ser salvo por meio de Seu
pagamento. Esse motivo me basta.

Como os profetas desta dispensação
nos disseram, o propósito de os missionários
estarem no campo missionário é salvar
almas, batizar conversos, o que significa abrir
as portas do reino celestial aos filhos e às filhas de Deus.
Ninguém mais pode fazer isso.
As outras igrejas não podem fazê-lo.
Uma boa vida cristã não consegue fazer isso.
Uma boa fé, bons desejos e bons argumentos não conseguem fazer isso.
Somente o sacerdócio de Deus pode realizar
um batismo que satisfaça o decreto divino de que
“aquele que não nascer da água e do Espírito, não
pode entrar no reino de Deus” ( João 3:5).

“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado”
(Atos 2:38). Somos chamados para auxiliar nesse grande
trabalho. ◼

Fazer da Conferência uma Prioridade
“Decidam agora fazer da conferência geral
uma prioridade em sua vida. Decidam ouvir
com atenção e seguir os ensinamentos transmitidos.
Ouçam ou leiam os discursos mais
de uma vez para entenderem e seguirem melhor os conselhos
dados. Assim fazendo, as portas do inferno não prevalecerão
contra vocês, os poderes das trevas serão afastados e os céus
estremecerão para o seu bem [ver D&C 21:6].”
Élder Paul V. Johnson, dos Setenta, “As Bênçãos da Conferência
Geral”, A Liahona, novembro de 2005, p. 52.

Uma Missão de Salvação
“Ao nosso redor há muitos que necessitam
de ajuda e merecem ser resgatados.
Nossa missão na vida, como seguidores do
Senhor Jesus Cristo, deve ser uma missão de salvação.”
Presidente Gordon B. Hinckley (1910–2008),
“Our Mission of Saving”, Ensign, novembro de 1991, p. 59

De Maior Valor

Quando escolhi a pintura do Salvador, alguns de meus
irmãos deram uma risadinha. Havia coisas que ainda estavam
entre os pertences de mamãe e papai
que eles consideravam mais valiosas.
Estávamos reunidos em nossa casa da infância, onde mamãe estivera
morando até falecer algumas semanas
antes. Papai já havia falecido cinco anos antes, em 2001. Era hora
de dividir seus pertences. Tiramos um número cada um e escolhemos
coisas; a pessoa com o número mais baixo escolhia primeiro.
A mobília do quarto foi a primeira a ser escolhida, depois foi a geladeira,
a mesa de jantar e as cadeiras e o carro último modelo.
Escolhi o piano, embora não saiba tocar. Ouvíamos muita música em casa
quando eu era jovem. Papai sempre serviu como regente de música da
ala, e tanto papai quanto mamãe cantavam muito bem.
Meu pai, que era um homem bem grande, com
uma voz vigorosa, nunca deixava passar uma oportunidade de cantar.
O piano significava muito para mim, assim como a pintura do Salvador.
Quando escolhi a pintura que
estava emoldurada ao lado de uma cópia de “O Cristo Vivo: O Testemunho
dos Apóstolos”, ela estava pendurada na parede da
sala da família, onde estávamos.
Naquela ocasião, não pude deixar de
pensar no Salvador, no plano de salvação
e no quanto meus pais significavam para
mim. Não pude deixar de sentir gratidão
pelo modo como eles nos criaram, pelo evangelho que nos
ensinaram e pelo exemplo que nos
deixaram, inclusive sua disposição de servir.
Quando papai foi chamado
como bispo, ele lembrou ao presidente da estaca que estava com 70 anos de idade. “Acho
que você escolheu a pessoa errada”, disse ele.
“Quantos anos você acha que
têm as Autoridades Gerais de Salt Lake City?”, retrucou o presidente da
estaca. “Você não foi a nossa primeira escolha. Nem mesmo a segunda.
Você foi a escolha do Senhor.” Meu pai sabia que tinha sido
chamado por Deus, e ele foi um bom bispo. Nada havia de impressionante nele.
Não erae xcepcionalmente versado nas escrituras.
Era apenas um homem comum
que tinha muita empatia pelos membros da ala.
Enquanto ele servia como bispo, eu servi como conselheiro em outro
bispado de nossa estaca. Ao assistirmos juntos às reuniões de liderança,
nosso relacionamento se tornou centralizado em Cristo, e passei a
conhecer seu lado espiritual.
Quando papai foi chamado como bispo, em 1994, tinha vários problemas
de saúde. “Será que esse chamado
me garante mais cinco anos de vida?”, perguntou ele ao presidente
da estaca em tom de brincadeira. Dois anos depois de meu pai ser
desobrigado, ele veio a falecer. Esses pensamentos me enchiam
a mente quando terminamos de dividir os pertences de meus pais.
Depois de voltar para casa, procurei o lugar certo para pendurar o quadro
do Salvador. Ao virá-lo, para minha surpresa, vi que havia sido dedicado
a meu pai: “Sempre nos lembraremos do Bispo Taylor como um homem
grande com um coração enorme”. Estava assinado por nossa presidência
de estaca: “Presidente Cory, Presidente Carter, Presidente Stubbs”.
De repente, a pintura se tornou ainda mais valiosa para mim. Hoje,
ela está na parede da minha casa, em cima do piano de meus pais. Ainda
há algumas coisas em nossa antiga casa que eu escolhi, mas ainda não
fui buscar. Isso não importa. Tenho as coisas de maior valor.
Ray Taylor, Utah, EUA

O batismo é uma exigência, mas por quê? Por que é
necessário ser batizado desse modo e por alguém que
possua uma determinada autoridade? Não sei. Mas o que
sei é que a remissão dos pecados somente se tornou
possível graças ao sacrifício expiatório de nosso Salvador,
Jesus Cristo, e que Ele determinou essa
condição, muitas e muitas vezes. Seu
sacrifício pagou o preço de meus pecados,
e Ele determinou as condições pelas
quais posso ser salvo por meio de Seu
pagamento. Esse motivo me basta.

Deixe um comentário

Arquivado em A Liahona, Família, obra missionária

March/2009 – A Liahona

capa

capa

Achegar-se a Ele com Oração é Fé

Thomas S. Monson

Um profissional de recursos humanos encarregado de lidar com pequenas causas
encerrou um dia excepcionalmente atarefado colocando uma pequena tabuleta irônica em
sua mesa para aqueles que tinham problemas não resolvidos.
Nela se lia: “Você já tentou orar?”
O que talvez ele não tenha compreendido é que seguir aquele simples conselho
resolveria mais problemas, aliviaria mais sofrimentos, preveniria mais transgressões e
proporcionaria mais paz e felicidade à alma humana do que qualquer outra coisa.
Foi perguntado a um preeminente juiz americano o que nós, como cidadãos dos
países do mundo, podemos fazer para reduzir
o crime e a transgressão da lei e proporcionar
paz e felicidade para cada um de nós e nosso país. Ele respondeu com muito
tato: “Sugiro uma volta à antiga prática da oração familiar”.

(…)
Observemos uma típica família de santos dos últimos dias oferecendo suas orações ao
Senhor. O pai, a mãe e cada um dos filhos se ajoelham, abaixam a cabeça e fecham os olhos.
Um doce espírito de amor, união e paz enche o lar. Quando o pai ouve seu filhinho
orar a Deus pedindo que seu pai faça a coisa certa e seja obediente aos mandamentos
do Senhor, vocês acham que esse pai terá dificuldade em honrar a oração daquele seu filho precioso?
Quando uma filha adolescente
ouve sua querida mãe implorar ao Senhor para que a filha seja inspirada na
escolha de suas companhias e que ela se prepare para o casamento no templo, vocês
não acham que essa filha procurará honrar
esse humilde pedido da mãe, a quem ama tão profundamente?
Quando o pai, a mãe e cada um dos filhos oram sinceramente para
que os filhos da família sejam dignos de, no devido tempo, receber um chamado para
servir como embaixadores do Senhor nos
campos missionários da Igreja, não passamos a ver esses filhos se tornarem jovens adultos
com um imenso desejo de servir como missionários?
(…)

Se houver pessoas que têm sido lentas em atender ao conselho
de orar sempre, não há melhor momento para começar do que agora.
William Cowper declarou: “Satanás treme quando até o mais fraco do santos se ajoelha”.
Aqueles que sentem que a oração pode conotar fraqueza
física ou intelectual devem lembrar-se de
que quando o homem está de joelhos, atinge sua estatura máxima.
Não podemos saber o que é fé se não
a tivermos, e não poderemos obtê-la
enquanto a negarmos. A fé e a dúvida não
podem coexistir na mesma mente, porque
uma repele a outra.

“Ore como se tudo dependesse de Deus e trabalhe como se tudo
dependesse de você”.
capa1

Há uma coisa em comum em todo relato de fé, desde o início do mundo até o presente momento.
Abraão, Noé, o irmão de Jarede, o Profeta Joseph Smith e inúmeros outros queriam ser obedientes à vontade de Deus.
Eles tinham ouvidos que
podiam ouvir, olhos que podiam ver, e um coração que podia conhecer e sentir.
Eles nunca duvidaram. Confiaram.
Por meio da oração pessoal e oração familiar,
confiando em Deus com fé, em nada duvidando,
podemos evocar Seu vigoroso poder para nos
resgatar. O convite que Ele nos faz continua sendo o mesmo: “Vinde a mim”.  ◼

Até a Perfeição

Amanda Dierenfeldt

Nem sempre preciso correr. De vez em quando,
tudo o que poderei fazer será voltar-me na direção da reta
de chegada. Fazer o melhor possível para seguir em frente,
não importando qual seja a velocidade, “fazer o melhor
que podemos” é inteiramente aceitável. Nossos empenhos
podem tornar-se perfeitos porque a graça do Senhor é
suficiente para todos nós (ver Morôni 10:32). ◼

Armazenamento Doméstico Familiar:
Uma Nova Mensagem

Os passos são:
1. Preparar gradualmente um pequeno estoque de
mantimentos que façam parte de seus hábitos alimentares
diários até ter o suficiente para três meses;
2. Armazenar água potável;
3. Fazer uma reserva financeira economizando um
pouco a cada semana e aumentando gradualmente até
conseguir uma quantia razoável;
4. Depois que as famílias cumprirem os três primeiros
objetivos, elas são aconselhadas a ampliar seus esforços,
na medida do possível, para que tenham uma reserva de
alimentos que durem muito tempo, como grãos, legumes
e outros artigos de primeira necessidade.

Diretriz 1: Fazer gradualmente uma reserva de suprimentos para três meses.
Comece aos poucos, fazendo o melhor que puder.
Comece comprando alguns artigos a mais para colocar em seu estoque a cada semana.
Esforce-se para formar uma reserva de mantimentos para uma semana.
Depois, amplie sua reserva para um mês, e depois para três
meses. Se você aumentar gradualmente o seu estoque
de mantimentos, poderá evitar dificuldades financeiras e começar a caminhar rumo à auto-suficiência.

“Pedimos que sejam sábios ao armazenarem
mantimentos e água e ao fazerem uma poupança”, explica
a Primeira Presidência.
“Não cheguem a extremos; não é prudente, por exemplo, fazer dívidas para
conseguir um armazenamento imediato.”
Em vez disso, eles sugerem uma abordagem mais modesta e constante.
“Com planejamento cuidadoso, com o passar do tempo, organizem um
estoque de mantimentos e uma reserva financeira.”

Diretriz 2: Armazenar água potável.
Nos momentos de necessidade, ter água para beber pode
ser a diferença entre a vida e a morte, ou pelo menos entre a tranquilidade e a ansiedade.
Basta perguntar para a família Kawai, da Estaca São Paulo Brasil.
Eles vêm armazenando alimentos e água há vinte anos.
Embora seu pequeno apartamento não tenha muito espaço de sobra, a família Kawai
decidiu dar prioridade ao armazenamento doméstico.
A irmã Kawai conta uma experiência pessoal que mostrou
que essa decisão valeu a pena.
“Eu estava no hospital, logo após ter dado à luz, quando soube de um problema
com as adutoras da cidade”, explica a irmã Kawai. “Centenas
de milhares de pessoas estavam sem água.
Mas não fiquei preocupada em voltar para casa.
Estava tranqüila porque sabia que minha família teria água para beber.”

Diretriz 3: Reservar algum dinheiro.
A Primeira Presidência deu este conselho:
“Incentivamos a todos, independentemente da parte do mundo em que
vivem, a preparar-se para a adversidade
examinando sua situação financeira. Exortamos vocês a serem frugais em suas despesas.
(…) Economizem algum dinheiro regularmente
para que, gradualmente, tenham uma reserva financeira”.

Diretriz 4: Onde for possível, forme uma reserva de suprimentos que durem muito tempo.
“Para períodos mais longos de necessidade”, explica
o folheto Preparar Todas as Coisas Necessárias, “faça gradualmente
uma reserva para períodos prolongados com
mantimentos que durem muito tempo, tais como arroz
branco e feijão, e que você poderá usar para sobreviver”.
Fazer uma reserva de alimentos para períodos prolongados é mais fácil do que algumas pessoas imaginam. O Dr.
Oscar Pike e seus colegas do Departamento de Nutrição,
Dietética e Ciência de Alimentos da Universidade Brigham
Young realizaram vários estudos minuciosos sobre o armazenamento
prolongado de alimentos. Descobriram algo surpreendente: se forem devidamente embalados e guardados,
os alimentos desidratados conservam grande parte de seu
sabor e valor nutritivo por 20, 30 anos, ou mais, após terem sido estocados — bem mais tempo do que se supunha.
Isso significa que os membros da Igreja podem armazenar certos alimentos sem preocupar-se em rodiziá-los
regularmente, com a certeza de que estarão a sua disposição para garantir sua sobrevivência, se não tiverem mais
nada para comer.

armazenamento1

A Hora de Começar É Agora
“Talvez a idéia de fazer uma reserva de alimentos para
um ano seja intimidadora para alguns, ou até ilegal em
alguns países”, diz Dennis Lifferth, diretor administrativo dos Serviços de Bem-Estar da Igreja.
“Mas essa nova abordagem pede que façamos o melhor possível, mesmo que só consigamos
guardar uma ou duas latas por semana. Se o profeta
nos pede que façamos algo, podemos encontrar uma
maneira de cumprir o mandamento e receber as bênçãos.”
“Esse novo programa está ao alcance de todos”, explica
o Bispo Burton. “O primeiro passo é começar.
O segundo é continuar. Não importa a rapidez com que consigamos
fazê-lo, mas sim que comecemos e continuemos, de acordo com nossa capacidade.”◼

A Natureza Celestial da Auto-Suficiência

Pres. Marion G. Romney (1897-1988)

O Presidente Romney servia como Segundo Conselheiro na Primeira Presidência
quando proferiu este discurso, durante a conferência geral de outubro de 1982. Esta edição do
discurso foi publicada pela primeira vez em 1984.

Desde o princípio dos tempos, o homem vem sendo aconselhado
a ganhar seu sustento e a tornar-se auto-suficiente.
É fácil entender a razão de o Senhor dar tamanha ênfase a esse princípio,
quando percebemos sua íntima ligação com a liberdade.

Pessoas bem-intencionadas criaram muitos programas
destinados a auxiliar os necessitados. Entretanto,
muitos deles têm meramente o objetivo de “ajudar as
pessoas”, em lugar de “ajudar as pessoas a ajudar-se a si próprias”.

Gaivotas Simplórias
Tempos atrás, recortei um artigo
da revista Reader’s Digest que dizia o seguinte:
“Na vizinha cidade de St. Augustine,
milhares de gaivotas estão morrendo de fome em meio à fartura. A pesca continua boa, mas as gaivotas não sabem
mais pescar. Há gerações elas dependeram dos barcos
de pesca de camarão, que lhes lançavam os refugos das redes.
Agora os barcos se foram. (…)
Os pescadores de camarão criaram um órgão assistencial
para as gaivotas. E estas deixaram de preocupar-se em
aprender a pescar e tampouco ensinar os filhotes.
Em vez disso, indicavam-lhes o caminho das redes de pesca.
Agora, as gaivotas, esses pássaros livres que são quase
um símbolo da própria liberdade, estão morrendo de
fome porque se deixaram levar pela ilusão de ‘receber
algo a troco de nada’! Sacrificaram sua independência a troco de esmolas.
Muitas pessoas são iguais a elas.
Não vêem nada de mal em abocanhar deleitáveis migalhas proporcionadas pelas
agências de serviços sociais do governo. Mas, o que acontecerá,
quando os recursos do governo se exaurirem? E o
que acontecerá com os filhos das gerações futuras?
Não sejamos como gaivotas simplórias.
Temos de preservar nossos talentos de auto-suficiência, nossa capacidade
de criar coisas, nosso senso de economia e nosso genuíno amor à independência.

Em certos países, torna-se muito difícil separar os
benefícios merecidos dos imerecidos. Todavia, o princípio
é o mesmo em toda parte: devemos procurar ser auto-suficientes
e não depender dos outros para sustentar-nos.
Os governos não são os únicos culpados. Tememos que
muitos pais estejam transformando os filhos em “gaivotas
simplórias” com sua permissividade e liberalidade com os
recursos familiares. Na verdade, a atuação dos pais, nesse
aspecto, pode ser bem mais prejudicial do que qualquer programa do governo.

Sabemos perfeitamente que algumas pessoas
não têm condições de se tornarem autosuficientes.
O Presidente Henry D. Moyle tinha essas pessoas em mente, ao dizer:
“Esse grandioso princípio não nega ao
necessitado e ao pobre a devida assistência.
Os totalmente incapacitados, os idosos e enfermos são auxiliados com todo o carinho.
Mas de toda pessoa fisicamente apta se espera que se empenhe ao máximo para evitar a
dependência, se tiver condições de fazê-lo.
Espera-se também que encare a adversidade
como temporária e combine a fé com a capacidade de trabalhar honestamente. (…)
Cremos que raramente homens de profunda
fé, autêntica coragem e firme determinação,
com a chama da independência acesa
no coração e orgulho por seus feitos não
conseguem vencer os obstáculos que encontram pelo caminho.”

Lemos em Doutrina e Convênios 29:34–35 que
não existem mandamentos terrenos: todos os
mandamentos são espirituais. Lemos também
que o homem é “seu próprio árbitro”. O homem não pode ser seu próprio
árbitro, se não for auto-suficiente. Isso
mostra que independência e auto-suficiência
são pontos essenciais para o progresso espiritual.
Sempre que chegarmos a uma situação
que ameace nossa independência, veremos que nossa
liberdade estará igualmente  ameaçada.
Sempre que nossa dependência aumentar, veremos imediatamente diminuir nossa liberdade de agir.

O que, então, devemos fazer, para
crescer espiritualmente depois de alcançar a independência?
A chave de fazer a auto-suficiência tornar-se espiritual está em usar a liberdade
para guardar os mandamentos de Deus.
As escrituras são bem claras, quando dizem
que doar aos necessitados é dever dos que têm.

Ajudar o Próximo
Jacó, falando ao povo de Néfi, disse:
“Pensai em vossos irmãos como em vós mesmos; e sede amáveis para com todos e
liberais com vossos bens, para que vossos irmãos sejam ricos como vós.
Mas antes de buscardes riquezas, buscai o reino de Deus.
E depois de haverdes obtido uma esperança em Cristo, conseguireis riquezas, se as
procurardes; e procurá-las-eis com o fito de praticar o bem — de vestir os nus e alimentar
os famintos e libertar os cativos e confortar os doentes e aflitos” ( Jacó 2:17–19).

Sempre me pareceu paradoxal que o Senhor tenha de mandar-nos fazer
as coisas que são para nosso próprio bem.
O Senhor disse: “Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder
a sua vida, por amor de mim, achá-la-á” (Mateus 10:39).
Perdemos a vida servindo ao próximo, e assim sentimos a
verdadeira e eterna felicidade. Servir não é algo que temos de suportar na Terra para adquirir o direito de viver no
reino celestial. Servir é a própria fibra de que é feita a vida exaltada no reino celestial.

Glorioso será o dia em que essas coisas acontecerem
naturalmente devido à pureza de nosso coração.
Nesse dia, não mais haverá necessidade de mandamento, porque
saberemos por experiência própria que só somos
realmente felizes quando nos empenhamos em serviço abnegado.

Sem auto-suficiência, não podemos exercer nosso
inato desejo de servir. Como é possível doar, se não temos nada?
O alimento para o faminto não se tira de prateleiras
vazias. Dinheiro para ajudar o necessitado não pode sair
de um bolso vazio. Apoio e compreensão não podem vir
do emocionalmente carente. O ignorante não pode ensinar.
E mais importante que tudo, o espiritualmente fraco
não pode dar orientação espiritual.

O processo de doar exalta o pobre e torna o rico humilde.

Todos somos auto-suficientes sob certos aspectos e
dependentes sob outros. Por isso, cada um de nós deve
empenhar-se em ajudar os outros nos aspectos em que é
mais forte. Paralelamente, o orgulho não deve impedir-nos
de aceitar a mão prestativa quando temos real necessidade.
Recusá-la seria negar à outra pessoa a oportunidade de uma experiência edificante.
Uma das três áreas salientadas na missão da Igreja é a
de aperfeiçoar os santos, justamente o objetivo do programa de Bem-Estar.
Não se trata de um programa específico
para o ocaso dos tempos, mas sim, para nossa vida
aqui e agora, pois hoje é o tempo de a aperfeiçoarmos. Continuemos a ser fiéis a essas verdades. ◼

Andar Pela Fé, Não Pela Visão

Adam C. Olson

Revelação Pessoal
“Se perdermos nossa independência
emocional e espiritual, nossa autosuficiência,
podemos ficar muito enfraquecidos, tanto ou talvez mais
do que quando nos tornamos materialmente dependentes.
Se não tomarmos cuidado, podemos perder a
capacidade de receber revelação pessoal.”
Presidente Boyd K. Packer, Presidente do Quórum dos Doze
Apóstolos, “Solving Emotional Problems in the Lord’s Own
Way”, Ensign, maio de 1978, p. 92.

Defender, Nutrir e Proteger
a Família

Mensagem das Professoras Visitantes

Julie B. Beck, presidente geral da
Sociedade de Socorro: “Como discípula de Jesus Cristo, a cada mulher
nesta Igreja é dada a responsabilidade
de preservar, proteger e cuidar da família. As mulheres receberam papéis
distintos desde antes da fundação do mundo, e nós, as mulheres da Igreja
que guardam os convênios, sabemos
que erguer a voz em defesa da doutrina da família é crucial para a força
da família no mundo todo”
(“O Que as Mulheres da Igreja Fazem de Melhor:
Permanecem Firmes e Inamovíveis”, A Liahona e Ensign,
novembro de 2007, p. 110).

Presidente Spencer W. Kimball
(1895–1985): “O lar é um refúgio contra
as tempestades e dificuldades da vida. A espiritualidade surge e
é nutrida por meio da oração diária,
do estudo das escrituras, das conversas sobre o evangelho no
lar e de outras atividades relacionadas, das noites familiares, dos
conselhos de família, do trabalho e diversão em família, do serviço
ao próximo e do evangelho compartilhado com as pessoas
ao nosso redor. A espiritualidade
também é nutrida em nossos atos de paciência, bondade e perdão uns
com os outros, e em nossa aplicação
prática dos princípios do evangelho no círculo familiar”
(“Therefore I Was Taught”, Tambuli, agosto de 1982, p. 2; Ensign, janeiro de 1982, p. 3).

capaaa

Élder M. Russell Ballard, do Quórum
dos Doze Apóstolos: “Conclamo
os membros da Igreja e os pais, avós e parentes responsáveis de todo o
mundo a aderirem a essa grande proclamação,
a fazer dela uma bandeira,
semelhante ao ‘estandarte da liberdade’
do capitão-chefe Morôni, e a
se comprometerem a viver de acordo com seus preceitos. (…)
No mundo de hoje, em que predomina
a agressão de Satanás contra a família, os pais devem fazer tudo
o que for possível para fortalecer e defender sua família.
Contudo, seus esforços podem não ser suficientes.
A família, nossa instituição mais
básica, precisa desesperadamente de ajuda e apoio dos parentes e das
instituições públicas que nos cercam”
(“O Mais Importante É o Que É Duradouro”, A Liahona e Ensign, novembro de 2005, pp. 42–43).

Élder Robert S. Wood, dos Setenta:
“Para muitos, a responsabilidade parece terminar com uma mera
manifestação de ansiedade ou exclamações
de desânimo. Mas só falar, sem agir, não resolve nada. Precisamos
ser vigorosamente participantes neste mundo. Se nossas escolas
forem inadequadas ou destrutivas em relação aos valores morais,
precisamos trabalhar com outros membros da comunidade para
promover mudanças. Se não houver
segurança em nossa vizinhança ou se ela for insalubre, precisamos unir-nos
a pessoas interessadas pelo bem comum e encontrar soluções.
Se nossas cidades forem poluídas, não apenas com  gases prejudiciais mas
com vícios e imundícies que destroem a alma, precisamos trabalhar
para encontrar maneiras adequadas
de eliminar essa sujeira.
(…) Temos a responsabilidade de abençoar uns aos outros, nossa nação e o mundo”
(“On the Responsible Self”, Ensign, março de 2002, pp. 30–31). ◼

Manter o Foco na Obra de Salvação do Senhor

caapaJulie B. Beck

Qual é o papel da Sociedade de Socorro no progresso da
obra do Salvador?

Irmã Beck: Como irmãs da Sociedade de Socorro,
estamos unidas, em primeiro lugar e acima de tudo, por
causa de nossa fé em Jesus Cristo. Ele é nosso líder
e exemplo. Presto testemunho da realidade de Sua
Expiação. Testifico que Ele vive e que Seu poder é real.
Quando o Profeta Joseph Smith organizou a Sociedade de Socorro, disse
que as mulheres deviam não apenas cuidar dos
pobres mas também salvar almas. 1  Esse ainda é nosso propósito.
Podemos, então, ajudar a
coligar a Israel dispersa. Temos o dever de ajudar a preparar
missionários, de compartilhar o evangelho e de ajudar
a reter aqueles que são batizados.
Temos a responsabilidade de
preparar nós mesmas e nossos familiares para o templo.
Podemos coletar dados de nossa história da família e ajudar os filhos do
Senhor a serem selados como famílias eternas.
Passo a passo, na Sociedade de Socorro podemos ajudar-nos umas às outras a achegar-nos a
Cristo, fazendo o trabalho que é exigido de nós como organização.

O que ajudou você a reconhecer a importância da
Sociedade de Socorro?

Irmã Beck: Quando eu era menina, meu pai serviu
como presidente da única missão então existente no
Brasil. Havia ali menos de 4.000 membros: a maioria deles
com muito potencial, mas ainda sem preparo para liderar.
Somente alguns ramos tinham uma Sociedade de Socorro.
Minha mãe foi chamada para organizar as Sociedades
de Socorro da missão. Ela não falava português e não tinha
nenhum manual. O que ela tinha era um testemunho do
evangelho e da Sociedade de Socorro. Ela e suas conselheiras
começaram a ensinar as irmãs a ser professoras visitantes.
Começaram seu treinamento em um pequeno ramo
de São Paulo. Sete mulheres humildes participaram da
reunião. A conselheira de minha mãe, que era brasileira,
cumprimentou as irmãs. Depois da oração, ela se levantou
e, com mãos trêmulas, leu uma mensagem explicando o
trabalho das professoras visitantes. Então, minha mãe se
levantou. Ela sabia quatro frases em português: “Sei que
Deus vive. Sei que Jesus é o Cristo. Sei que temos um profeta
vivo. Em nome de Jesus Cristo, amém”. A reunião foi
encerrada. Ela abraçou as mulheres e despediu-se delas.
Que humilde início para uma obra tão grandiosa! Por
fim, uma Sociedade de Socorro foi estabelecida em cada
ramo do Brasil. As irmãs trabalharam e se prepararam para
uma estaca e para o primeiro templo na América do Sul.
Aprenderam a respeito de ordenanças e convênios e sobre
como salvar almas.
Em parte, devido à ajuda prestada pelas irmãs da
Sociedade de Socorro em levar adiante a obra do Senhor, a
Igreja no Brasil tem hoje mais de um milhão de membros.
Como essas irmãs do Brasil, precisamos fazer a nossa parte.

Quais são as bênçãos de manter o foco das atividades da
Sociedade de Socorro na obra de salvação do Senhor?

Irmã Beck: Ao levar a efeito a obra do Senhor de salvar
e abençoar vidas, tornamo-nos mais unidas e podemos
evocar as bênçãos do céu. Vejo as mulheres desta Igreja
unidas de maneira vigorosa. Creio que, quando dirigirmos
nosso foco para as coisas importantes e deixarmos de lado
as coisas fúteis, vamos adquirir confiança e nosso espírito
será elevado. Poderemos lidar melhor com os problemas
e sentir-nos menos sobrecarregadas. Evidentemente, ainda
estaremos muito atarefadas, mas no trabalho de salvação.

Como a Sociedade de Socorro pode ajudar-nos a manter a
devida perspectiva neste mundo conturbado?

Irmã Beck: A Sociedade de Socorro ajuda-nos a proporcionar defesas nesta época perigosa.
As aulas de domingo, as atividades e reuniões da Sociedade de Socorro e as professoras
visitantes são as maneiras pelas quais realizamos a obra do Senhor e fortalecemos pessoas e famílias.
Embora enfrentemos questões como divórcio, desobediência,
dívidas, depressão, apatia e vício, não podemos esquecer que também vivemos numa época em que o
Espírito do Senhor se derrama sobre nós.
Esta é umaépoca em que o evangelho é pregado no mundo inteiro,
em que os filhos de Israel estão sendo coligados, em que
há templos na Terra e em que temos a proteção dos convênios e ordenanças do sacerdócio.
Precisamos orar por uma visão mais ampla para ver o
que o Senhor vê. Essa obra é maior do que imaginamos.
Podemos ter sucesso contra um inimigo ardiloso e determinado.
Nosso lar pode e deve tornar-se um lugar de refúgio.

Qual é o papel das aulas de domingo da Sociedade de
Socorro?

Irmã Beck: Estudamos as palavras do Profeta Joseph Smith na melhor
compilação de suas obras já produzida.
Esse manual é fruto de anos de pesquisa e cuidadosos estudos. Embora as escrituras
e as revistas da Igreja possam enriquecer o debate, não precisamos
complementar as palavras dos profetas com outros recursos,
especialmente recursos que não são da Igreja.
Pedimos a nossas professoras que façam perguntas inteligentes e incentivem
as irmãs a compartilharem  abertamente suas idéias e opiniões.
O Espírito é o professor, e precisamos preparar-
nos de modo que Ele possa estar presente em cada aula de domingo.

Qual é o papel das reuniões da Sociedade de Socorro
durante a semana?

Irmã Beck: Podemos, por exemplo, aprender
como compartilhar o evangelho e preparar missionários.
Podemos aprender algo a respeito umas das outras por meio
da história da família. Ao aperfeiçoarmos nossas habilidades
domésticas como limpeza, organização, culinária, costura
e jardinagem, aprendemos a criar um ambiente de crescimento
e desenvolvimento espiritual em nosso lar.
Precisamos também aprender a ser auto-suficientes nas
coisas seculares, como na instrução, no desenvolvimento
da carreira e na atualização tecnológica. Devemos armazenar
uma reserva de alimentos e devemos saber como fazer um orçamento financeiro.
Devemos também nos esforçar para melhorar nossa saúde física e mental.
Ao planejar essas reuniões e atividades, precisamos avaliar
nossos preciosos recursos de tempo, energia e dinheiro
consagrado. Devemos usá-los somente para ajudar-nos a
viver o evangelho no lar e levar adiante a obra do Senhor.

Como podemos ajudar as moças a fazerem a transição
para a Sociedade de Socorro?

Irmã Beck: Nossas talentosas jovens estão
cruzando a ponte que separa a juventude da vida
adulta, e as irmãs da Sociedade de Socorro têm o dever
de cuidar para que nenhuma delas se perca.
As moças foram ensinadas a cumprir seus convênios
batismais, e na Sociedade de Socorro nós as ajudamos a
preparar-se para fazer convênios no templo. Na Sociedade
de Socorro, as irmãs de dezoito anos podem liderar
comitês, ensinar habilidades, ajudar no trabalho
missionário, servir como professoras visitantes,
participar de projetos de história da família
e do templo e participar plenamente no trabalho de salvar almas.

Qual é o papel das professoras visitantes?
Irmã Beck: As professoras visitantes
ministram em nome do Salvador. Nossas mãos são Suas mãos, nosso amor é Seu amor e nosso serviço é Seu
As boas professoras visitantes conhecem as irmãs que visitam.
Elas as amam, servem e ajudam a aprender o
evangelho pelo Espírito. Enfocam o fortalecimento do lar e
da vida das pessoas. Não há maior privilégio do que o de
cuidar de outra pessoa e fortalecê-la: essa é realmente a obra de salvação.

Como a Sociedade de Socorro exerce uma influência
importante no mundo?

Irmã Beck: A presidente divide as mulheres da
Sociedade de Socorro em duplas que visitam
as outras mulheres no lar, onde avaliam suas
necessidades. Alguém está doente? Elas têm alimentos
e roupas suficientes? Têm a instrução de que necessitam?
Depois das visitas, as mulheres relatam o que
viram. Alguém precisa de sapatos, alguém está tendo
um bebê e alguém precisa de trabalho.
Elas procuram saber se no grupo existem os recursos necessários.
Na maioria das vezes, isso acontece. É isso que fazemos por
nossas mulheres na África.
Creio que a Sociedade de Socorro é um modelo que
funciona no mundo inteiro e que nossas irmãs são as
melhores, mais capazes e de maior influência para o bem
no mundo atual. Tenho confiança em nossa capacidade
de, juntas, levar adiante a obra de salvação do Senhor. ◼
Esta entrevista foi realizada por LaRene Porter Gaunt, da equipe das revistas da Igreja.
Notas
1. Ver: History of the Church, vol. 5, p. 25.
2. Ver Henry B. Eyring, “Estar à Altura do
Chamado”, A Liahona e Ensign, novembro de 2002, p. 76.

csfds

Progresso Pessoal Fervoroso

Yésica  Anabelle Benavidez

Quando mudei de escola, fiz amizade
com uma moça que não era membro da Igreja.
Mas depois de manter a amizade por alguns
anos, ela começou a ficar com ciúmes
da Igreja porque eu sempre ia para as
atividades e não tinha muito tempo para ficar com ela.
A situação foi ficando cada vez pior, embora
eu realmente quisesse ser amiga dela.
Certo dia, quando estava trabalhando em meu Progresso
Pessoal, comecei uma experiência que incluía orar regularmente por duas semanas.
Uma das coisas pelas quais decidi orar foi
para que minha amiga me respeitasse e compreendesse
que a Igreja era muito importante para
mim. Duas semanas mais tarde, depois de terminar a
experiência, continuei orando pelo mesmo objetivo.
Algum tempo depois, quando
estava revendo meu Progresso Pessoal, lembrei-me de minha experiência
com a oração. Ao pensar naquilo, dei-me conta de que o Pai Celestial
havia respondido minhas orações a respeito de minha amiga.
Ela havia mudado completamente. Já não
me tratava como antes e começou a pensar na Igreja de modo positivo.
Fiquei muito emocionada porque adquiri um testemunho
da oração sincera. Sei que meu Pai Celestial mudou o coração da minha amiga.
Também sei que ele nos ajudará e fará milagres se fizermos nossa parte. ◼

A Parábola das 10 Virgens

Dez Virgens
Era costume entre os judeus que o noivo chegasse
de noite à casa da noiva, onde as damas de honra
cuidavam dela. Quando a chegada do noivo era
anunciada, essas moças saíam com lâmpadas
para iluminar-lhe o caminho até a casa para a comemoração.
Nessa parábola, as virgens representam os
membros da Igreja, e o noivo representa Cristo.
O Senhor explicou a Joseph Smith que as virgens são aqueles que “tiverem recebido a verdade
e tomado o Santo Espírito por seu guia e não tiverem sido enganados” (D&C 45:57).

O Noivo
Na Bíblia, a imagem de um casamento é usada
para retratar a vinda do Senhor (ver Isaías 62:5; Mateus 22:1–14).
Os casamentos judaicos incluíam o anúncio da chegada do noivo à casa da noiva.
Os casamentos geralmente começavam à noite, e
as lâmpadas eram acesas ao pôr-do-sol. Portanto,
meia-noite era bem depois da hora em que as
O bico era feito a partir de um molde.
Um pavio feito de fibras de linho ou caule de junco era colocado
no bico e então a lâmpada era enchida
com óleo de oliva. Depois que o pavio absorvia o óleo, a lâmpada era acesa.
Nestes últimos dias, o Senhor disse:
“Portanto sede fiéis, orando sempre, mantendo vossas lâmpadas
preparadas e acesas e tendo convosco óleo, para que estejais
prontos na vinda do Esposo” (D&C 33:17).
Esse conselho se refere à parábola
das dez virgens, que ilustra como devemos preparar-nos
para a Segunda Vinda de Cristo (ver Mateus 25:1–13).

Vasos
Os vasos da parábola são recipientes para
armazenar o óleo de reserva.
Ser sábio significa estar preparado para o
inesperado com uma medida a mais de fé,
testemunho e Espírito em nossa vida. Às vezes,
ficamos negligentes, achando que temos o
suficiente para levar a vida. Mas seguir o Salvador
significa mais do que apenas levar a vida.
Significa esforçar-nos sempre para achegar-nos a Ele,
preparando-nos para os momentos em que nossa
paciência, fé e testemunho serão colocados à prova.

Lâmpadas
As lâmpadas de óleo usadas pelos judeus na época
de Jesus eram chamadas lâmpadas herodianas,
por causa do rei Herodes. Essas lâmpadas
permitiam que as pessoas levassem luz consigo,
aonde quer que fossem. Da mesma maneira,
levamos a luz do evangelho conosco (ver Mateus 5:14–16).

Óleo
As azeitonas são primeiramente imersas em água
para limpá-las e tirar-lhes o amargor, depois são
prensadas para extrair-lhes o óleo. O óleo de oliva,
produzido em toda a região do Mediterrâneo, tinha
múltiplos usos no passado: alimento, óleo de cozer,
condimento, tratamento de feridas, ingrediente de
cosméticos, sabonetes e combustível para lâmpadas.
O óleo da parábola representa nossa fé e testemunho,
nossa pureza e dedicação, nossas boas obras e o cumprimento dos nossos
convênios: todas as maneiras pelas
quais “[tomamos] o Santo Espírito por [nosso] guia” (D&C 45:57).
As virgens sábias não podiam compartilhar seu óleo com as virgens insensatas
porque “o óleo da preparação espiritual não pode
ser compartilhado” (Marvin J. Ashton, “A Time of
Urgency”, Ensign, maio de 1974, p. 36).

Gota a Gota
“A freqüência à reunião sacramental acrescenta
óleo a nossa lâmpada, gota a gota, ao longo dos anos.
O jejum, a oração familiar, o ensino familiar, o controle de nossos
apetites carnais, a pregação do evangelho,
o estudo das escrituras: cada um
desses atos de dedicação e obediência é uma gota acrescentada a nossa reserva.
Atos de bondade, pagamento de ofertas
e dízimos, pensamentos e atos castos, e o
casamento no convênio para a eternidade
também contribuem de modo
importante para armazenar o óleo com
o qual poderemos, à meia-noite, reabastecer nossas lâmpadas exauridas.”
Presidente Spencer W. Kimball
(1895–1985), Faith Precedes the Miracle, 1972, p. 256.

Por Que Realizamos O Batismo Pelos Mortos?

Elder D. Tood Christofferson
Do Quórum dos Doze Apóstolos

Os teólogos cristãos há muito tempo meditam sobre a pergunta:
“Qual será o destino de bilhões de pessoas
que viveram e morreram sem nenhum conhecimento de Jesus?”
Com a Restauração do evangelho de Jesus Cristo, recebemos o
conhecimento de como os mortos que não
foram batizados são redimidos, e como Deus
pode ser “perfeito, justo e também um Deus misericordioso” (Alma 42:15).

Enquanto esteve aqui na Terra, Jesus
profetizou que também pregaria aos mortos.
Pedro nos diz que isso ocorreu no intervalo
entre a Crucificação e a Ressurreição do Salvador (ver I Pedro 3:18–19).
O Presidente Joseph F. Smith (1838–1918) testemunhou
em visão que o Salvador visitou o mundo
espiritual e “dentre os [espíritos] justos, organizou
suas forças e designou mensageiros,
revestidos de poder e autoridade, e comissionou-
os para levar a luz do evangelho aos que estavam nas trevas. (…)
A esses foi ensinada a fé em Deus, o
arrependimento do pecado, o batismo
vicário para remissão de pecados, [e] o dom
do Espírito Santo pela imposição de mãos”
(D&C 138:30, 33).

A doutrina de que os vivos podem ser
batizados e realizar ordenanças pelos mortos
vicariamente foi revelada novamente ao Profeta
Joseph Smith (ver D&C 124; 128; 132).
Ele aprendeu que não só a salvação individual
é oferecida aos espíritos que aguardam
a ressurreição, mas que eles também podem
ser unidos no céu como marido e mulher e ser selados a seus respectivos pais e mães
de todas as gerações passadas, assim como
seus filhos de todas as gerações seguintes podem ser selados a eles.

O princípio do trabalho vicário não deveria
ser estranho para nenhum cristão.
No batismo de uma pessoa viva, o oficiante age
por procuração, em lugar do Salvador.
Não é essa a doutrina principal de nossa fé? A de
que o sacrifício de Cristo expia nossos pecados
satisfazendo vicariamente as exigências da justiça em relação a nós?
Como disse o Presidente Gordon B. Hinckley (1910–2008):
“Creio que o trabalho vicário pelos mortos
se assemelha mais ao sacrifício vicário do
próprio Salvador do que qualquer outro
trabalho que conheço. Ele é realizado com
amor, sem qualquer expectativa de remuneração,
compensação ou qualquer coisa do gênero. Que princípio glorioso!”

Alguns não compreendem e pensam que
as almas de pessoas falecidas estão “sendo
batizadas na fé mórmon sem seu conhecimento”.
Eles pressupõem que, de alguma
forma, temos poder de forçar uma alma a fazer alguma coisa em questões de fé.
É claro que não podemos! Deus concedeu o livre-arbítrio ao homem desde o início.
A Igreja não os coloca em seus registros nem os conta como membros.
Nosso anseio em redimir os mortos e o tempo e os
meios que utilizamos para cumprir esse compromisso
são, acima de tudo, uma demonstração de nosso testemunho
de Jesus Cristo. Trata-se de uma declaração tão
veemente quanto aquela que fazemos concernente a
Sua missão e caráter divinos.
Primeiro, testificamos da ressurreição de Cristo; segundo, da abrangência infinita
de Sua Expiação; terceiro, de que Ele é a única fonte de
salvação; quarto, de que Ele estabeleceu as condições da salvação;
e quinto, de que Ele voltará.

O Poder da Ressurreição de Cristo
Com respeito à Ressurreição, Paulo perguntou: “Doutra
maneira, que farão os que se batizam pelos mortos, se absolutamente
os mortos não ressuscitam? Por que se batizam eles então pelos mortos?” (I Coríntios 15:29).
Nós nos batizamos pelos mortos porque sabemos que eles ressuscitarão.
“A alma será restituída ao corpo e o corpo, à alma; sim, e
todo membro e junta serão restituídos ao seu corpo; sim,
nem mesmo um fio de cabelo da cabeça será perdido, mas
todas as coisas serão restauradas na sua própria e perfeita
estrutura” (Alma 40:23). “Porque foi para isto que morreu
Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto
dos mortos, como dos vivos” (Romanos 14:9).
É tremendamente importante o que fazemos em relação
àqueles que já se foram, porque eles vivem hoje como
espíritos e viverão novamente como almas imortais por
causa de Jesus Cristo. Acreditamos em Suas palavras
quando disse: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê
em mim, ainda que esteja morto, viverá” ( João 11:25). Por
meio dos batismos que realizamos em favor dos mortos,
testificamos que “assim como todos morrem em Adão,
assim também todos serão vivificados em Cristo. (…)
Porque convém que reine até que haja posto a todos os
inimigos debaixo de seus pés.
Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado
é a morte” (I Coríntios 15:22; 25–26).

Jesus Cristo, a Única Fonte de Salvação
Alguns cristãos dos dias de hoje, preocupados
com os bilhões de pessoas que morreram sem
o conhecimento de Jesus Cristo, começaram a conjeturar
se verdadeiramente há somente “um só Senhor, uma só
fé, um só batismo” (Efésios 4:5). Dizem que a crença
de que Jesus é o único Salvador é arrogante, limitada e
intransigente; nós, contudo, dizemos que esse dilema é
falso. Não há nenhuma injustiça no fato de haver apenas
Um por meio do qual possa vir a salvação, quando essa
única pessoa e Sua salvação é oferecida a todas as almas,
sem exceção.

As Condições de Salvação Estabelecidas por Cristo
Por acreditarmos que Jesus Cristo é o Redentor,
aceitamos também Sua autoridade para estabelecer as
condições pelas quais podemos receber Sua graça. Do
contrário, não nos preocuparíamos em ser batizados pelos mortos.

Não há exceções; não há necessidade delas. Todos os
que crerem e forem batizados, inclusive os que forem
batizados por procuração, e perseverarem até o fim, serão
salvos, “não somente os que creram após [a] vinda [de
Cristo] na carne, no meridiano dos tempos, mas todos,
desde o princípio, sim, todos os que existiram antes de sua vinda” (D&C 20:26).
Por essa razão o evangelho é pregado “também aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados
segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito” (I Pedro 4:6).

Libertar os Mortos da Prisão
As ordenanças vicárias que realizamos dentro dos
templos, a começar pelo batismo, tornam possível
a ligação entre as gerações, cumprindo o propósito
da criação da Terra. De fato, sem essas ordenanças,
“a Terra seria completamente destruída na [vinda de Cristo]” (D&C 2:3).
Às vezes, as escrituras referem-se aos mortos como se
eles estivessem nas trevas ou na prisão (ver Isaías 24:22;
I Pedro 3:19; Alma 40:12–13; D&C 38:5). Contemplando o
glorioso plano de Deus para Seus filhos, o Profeta Joseph
Smith escreveu este salmo: “Regozije-se vosso coração
e muito se alegre. Prorrompa a terra em canto. Entoem
os mortos hinos de eterno louvor ao Rei Emanuel, que
estabeleceu, antes da fundação do mundo, aquilo que nos
permitiria redimi-los de sua prisão; pois os prisioneiros serão libertados” (D&C 128:22).
Nossa responsabilidade é tão grande quanto o amor
de Deus para com Seus filhos de todas as épocas e de
todos os lugares. Nossos esforços em favor dos mortos
prestam eloqüente testemunho de que Jesus Cristo é
o divino Redentor de toda a humanidade. Sua graça e
promessas alcançam até mesmo aqueles que em vida
não O encontram. Por causa Dele, os prisioneiros serão libertados. ◼
Extraído de um discurso proferido na conferência geral de outubro
de 2000.

vfdgdf

Elevado Pela Oração

Amy S. Tate
Crianças do mundo inteiro oram ao Pai Celestial, tal como você faz!
Neste mês, vamos conhecer Jared Azzarini, de Porto Alegre, Brasil.

Jared Azzarini, 10 anos, ficou arrasado quando viu seu técnico e seus colegas de equipe entrarem no
avião rumo a Goiânia para participar do Torneio Nacional de Ginástica do Brasil, sem ele.
Ele havia orado com todas as forças para que as autoridades do aeroporto
permitissem que ele entrasse no avião para poder competir
com sua equipe. Mas disseram que ele não poderia
viajar sem sua certidão de nascimento original.
Ele tinha levado apenas uma cópia; a original estava em casa.
Por isso, enquanto sua equipe se preparava para
defender o título nacional de sua faixa etária, que ajudara
a ganhar no ano anterior, ele voltou para casa com a mãe.
Pensou nas últimas palavras que o técnico lhe dissera:
Crianças do mundo inteiro oram ao Pai Celestial, tal como você faz!
Neste mês, vamos conhecer Jared Azzarini, de Porto Alegre, Brasil.
“Se você não conseguir chegar ao torneio, a equipe perderá. Precisamos de você”.
O único vôo disponível seria na manhã seguinte. Isso
permitiria que ele chegasse ao torneio, mas em cima
da hora, sem ter chance de aquecer-se ou acostumar-se com o equipamento.
“Mãe”, disse ele, quando chegaram em casa, “você
me ensinou que quando oramos sinceramente, o
Senhor atende a nossas orações. Eu orei do fundo do
coração, mas nada aconteceu. Se eu for no vôo de amanhã, não terei chance.”
A mãe de Jared assegurou-lhe que “a Deus tudo é
possível” (Mateus 19:26). Ela ligou para o aeroporto.
Em meia hora, a companhia aérea telefonou e perguntou
se Jared conseguiria chegar imediatamente ao
aeroporto. Havia surgido uma vaga em um vôo que partiria dali a pouco.
“O Pai Celestial realmente responde a nossas orações!”,
pensou Jared, enquanto corria para o quarto para agradecer ao Pai Celestial.
Jared, membro da Ala Intercap, Estaca Porto Alegre
Brasil Partenon, conseguiu chegar a tempo ao torneio e
conquistou o terceiro lugar nas finais individuais, além
de ajudar sua equipe a vencer novamente o torneio nacional de sua faixa etária.

oracao

O Exemplo de Jared
Nenhum dos colegas de equipe de Jared é membro da Igreja, por isso
ele toma cuidado para ser um bom exemplo e tratar os outros com bondade.
Jared já convidou seus amigos para passar o fim de semana com ele e os levou para a Igreja.
Emprestou-lhes camisa branca e gravata. “Sempre procuro
estar pronto para ajudar”, diz ele.
“Oro pelos meus colegas de equipe que estão competindo e até os ensino a orar.”
Jared usa o nome do Pai Celestial e de Jesus Cristo com reverência.
Ele não diz palavrões ou expressões rudes e procura ajudar os outros a fazer o mesmo. Ele diz:
“Meus colegas de equipe vigiam uns aos outros para não dizerem coisas feias, pelo
menos na minha frente”.

sem-titulo-10

Em Defesa de Caleb

Amy S. Tate
Inspirado em uma história verídica

“Lembrai-vos (…) da bondade fraternal” (DEC 4:6)

O dia começou como outro qualquer na escola.
Nossa professora, a Srta. Blackstock, estava escrevendo no quadronegro,
enquanto eu sonhava acordado em minha carteira.
Então, nosso diretor entrou com um menino que eu nunca tinha visto.
Sussurrou algo ao ouvido da Srta. Blackstock, e todos ficaram quietos, tentando ouvir.
O menino ficou ali parado na frente da
classe, e todas as crianças o fitavam atentamente.
Sua camisa xadrez desbotada estava desarrumada.
Havia um buraco no joelho esquerdo das calças.
Ele estava com os ombros encolhidos, as mãos enfiadas nos bolsos, e olhava para o chão.

Depois que o diretor saiu, a Srta. Blackstock disse:
“Classe, quero que conheçam Caleb Sanders. Ele
mudou-se recentemente para cá, vindo de Montana,
que é um lugar bem distante! Caleb, pode sentar-se ao lado do Luke”.
Ela apontou para o lugar vazio ao meu lado, e a classe
inteira ficou olhando enquanto Caleb nervosamente se
dirigia a seu lugar, passando entre as carteiras.
Quando a Srta. Blackstock voltou a atenção ao quadro-negro, ouviram-
se sussurros por toda a sala. Alguns meninos estavam
dizendo coisas maldosas sobre as roupas de Caleb.
“Vejam que botas esquisitas ele está usando”, disse alguém.
“Dava para escalar o Himalaia com elas!”, acrescentou outro menino.
Dei uma olhada para o Caleb, mas ele apenas ficou
ali calado, olhando para a página em branco do seu caderno e apertando o lápis.
Eu sabia que ele tinha ouvido o comentário, porque o vi se mexendo incomodado
na cadeira. Então, dois meninos riram tão alto que a Srta. Blackstock parou de escrever.
“Vejo que todos estão ansiosos para conversar com
o Caleb, por isso vamos pedir que ele venha até aqui e
nos conte um pouco sobre a sua vida”, disse ela.
A classe ficou em silêncio, e todos olharam para o
novo aluno. Senti pena dele. O menino que sentava
atrás de mim chutou a cadeira do Caleb e disse, em tom
de gozação: “Vai lá, menino da montanha”.
Caleb caminhou lentamente até a frente da sala de aula.
Uma franja do cabelo cobria-lhe parcialmente os
olhos, e ele arrastava as botas ao andar.
Os meninos ameu redor riram de novo. Eu sabia que a Srta. Blackstock
estava tentando ajudar, mas achei que aquilo só estava piorando as coisas.
Um menino ergueu a mão e perguntou: “Onde você
morava em Montana, debaixo de uma rocha?”
A classe inteira caiu na risada.
A menina da fileira da frente perguntou: “Todo mundo em Montana se veste como você?”
Senti meu rosto ficar quente, à medida que a raiva
ia aumentando dentro de mim. Se alguém não parasse
aquilo, eu sabia que Caleb seria rejeitado pela turma
por todo o ano letivo. Mas se eu o defendesse, as crianças poderiam rir de mim também.
Então, lembrei-me do que minha madrasta me
dissera quando tentei entrar no time de futebol.
Ela me contou a história de Davi, no Velho Testamento.
Davi era o mais jovem dos irmãos, mas o Senhor o
escolheu para ser rei. Não importava sua aparência.
Às vezes, as pessoas julgam os outros pela aparência, mas o Senhor vê o coração.
Eu sabia que Caleb precisava de ajuda, por isso
ergui a mão. A Srta. Blackstock deixou-me falar.
Caleb não ergueu o rosto. Provavelmente esperava que eu zombasse dele também.
“Ouvi dizer que há parques muito bonitos em
Montana, com excelentes trilhas para caminhadas.
Como são esses parques?”, perguntei.
A classe ficou em silêncio. Senti meu rosto ficar
vermelho de novo, mas Caleb sorriu. Vi que ele
estava aliviado por poder responder a uma pergunta
bondosa. Começou a falar, bem baixinho.
Contou que sua família morava numa grande
fazenda em Montana, e que ele até tinha um cavalo
só seu. Falou de sua trilha favorita no Parque
Nacional das Geleiras e de como ele havia encontrado um urso de verdade.
À medida que foi contando mais sobre sua terra, as outras crianças
começaram a fazer perguntas sobre o urso, as caminhadas
e a escalada de montanhas.
Depois da escola, eu não tinha certeza se
alguém ia sentar-se comigo no ônibus. Segurei
minha mochila no colo e fiquei olhando pela janela
do ônibus. De repente, senti alguém me tocar o ombro. Era Caleb.
“Posso sentar aqui?”, perguntou ele, timidamente.
“Claro!”, disse eu, dando lugar para ele sentar.
Nunca imaginei que aquele dia acabaria daquele
jeito. Sinto-me feliz por ter tido a coragem de ser
bondoso com o Caleb. Agora ele tem muitos amigos,
e tenho orgulho de ser um deles. ●

**************************************


Deixe um comentário

Arquivado em A Liahona, Batismo Pelos Mortos, Família, Jesus Cristo, obra missionária, Oração

A Liahona FEV 2009

Cuidar dos Conversos
“[Todo converso precisa]
de três coisas: fazer um amigo, ter uma
responsabilidade e ser
[nutrido] ‘pela boa palavra de Deus’” (Morôni 6:4).
Presidente Gordon B. Hinckley (1910–2008),
“Conversos e Rapazes” A Liahona, julho de 1997, p. 53.

Pres. Henry B. Eyring
“Haverá ocasiões em que você se sentirá apreensivo.
Uma das maneiras pelas quais você será atacado será pelo
sentimento de que você não está à altura de seu chamado.
(…) No entanto, você tem acesso a bem mais do que suas
habilidades naturais e não realizará seu trabalho sozinho.”

O PAPEL DIVINO DAS MULHERES

Julie B. Beck, presidente geral da
Sociedade de Socorro:
“Tenho um testemunho, adquirido por meio
do estudo das escrituras, relativo a um plano de felicidade que nos foi
concedido pelo Pai Celestial. Esse plano contém uma parte para Suas
filhas. Cabe-nos essa participação feminina e, se não desempenharmos
nosso papel, ninguém mais o fará por nós.
A metade do plano de nosso Pai que cria a vida, que
molda a alma dos homens, que promove
o crescimento e que influencia todo o restante foi confiada a
nós. Não podemos delegá-la. Não podemos repassá-la a ninguém. É
nossa. Podemos recusá-la e negá-la,
mas ainda assim essa parte é nossa, e prestaremos contas dela.
Dia virá em que todas nós nos lembraremos do que sabíamos antes de nascermos.
Recordaremos que lutamos por esse privilégio num grande
conflito. Como cumprir com tal responsabilidade? Devemos consagrar
diariamente nossas energias à obra que compete apenas a nós
realizar”.

Élder M. Russell Ballard, do
Quórum dos Doze Apóstolos:
“O propósito
doutrinário básico da criação da Terra é proporcionar aos filhos espirituais
de Deus a continuação do processo de exaltação e vida eterna.
(…) Ainda que simplesmente não haja uma contribuição mais significativa
que se possa fazer à sociedade, à Igreja ou ao destino eterno dos filhos de
nosso Pai do que o que vocês fizerem como pai ou mãe, a maternidade e a
paternidade não são as únicas formas de atribuir valor a alguém ou receber
aprovação de Deus. (…)
Todas as irmãs da Igreja que fizeram convênios com o Senhor têm o
mandamento divino de salvar almas, de liderar as mulheres do mundo, de
fortalecer os lares de Sião e de edificar o reino de Deus”
(“Mulheres de Retidão”, A Liahona, dezembro de 2002, pp. 36, 39; Ensign,
abril de 2002, pp. 68, 70).

Élder David A. Bednar, do Quórum
dos Doze Apóstolos:
“Por desígnio
divino, homens e mulheres devem progredir juntos rumo à perfeição e
a uma plenitude de glória. Como os homens e as mulheres diferem em
temperamento e capacidade, eles devem trazer para o relacionamento
conjugal suas próprias perspectivas e experiências.
O homem e a mulher contribuem de modo diferente, porém
igual para uma unidade e união que não podem ser alcançadas de nenhuma outra forma” (A Liahona, junho de 2006, pp. 51–52; Ensign, junho de 2006, pp. 83–84).

Silvia H. Allred, primeira conselheira
na presidência geral da
Sociedade de Socorro:
“O Senhor abençoou as mulheres com os atributos
divinos do amor, da compaixão, da bondade e da caridade. Por
meio das visitas mensais que fazemos como professoras visitantes,
temos o poder de abençoar cada irmã ao lhe abrirmos nossos braços
com amor e bondade e ao lhe ofertarmos os dons da compaixão e da
caridade. Não importa quais sejam as nossas circunstâncias pessoais,
todas nós temos a oportunidade de edificar e cuidar de outras pessoas”
(“Apascenta as Minhas Ovelhas”, A Liahona e Ensign, novembro de
2007, p. 113).

Presidente Spencer W. Kimball
(1895–1985):
“Ser uma mulher justa
nos momentos finais desta Terra, que
antecedem a Segunda Vinda de nosso
Salvador, é um chamado particularmente
nobre. A força e a influência da
mulher justa hoje podem ser dez vezes
maiores do que em épocas mais tranqüilas”
(“Privileges and Responsibilities of Sisters”, Ensign,
novembro de 1978, p. 103). ◼

Sejam Fortes
“Vocês enfrentam enormes tentações. Elas chegam a
vocês nos lugares de entretenimento público, pela Internet,
nos filmes, pela televisão, na literatura vulgar e de
outras maneiras sutis, sedutoras e difíceis de resistir. A
pressão dos colegas pode ser quase maior do que vocês
podem suportar. Contudo, meus queridos amigos, vocês
não devem ceder. Precisam ser fortes. Precisam ter em vista o seu objetivo
futuro, em vez de sucumbir às tentações sedutoras do presente.”
Presidente Gordon B. Hinckley (1910–2008), “Um Estandarte para as Nações, uma Luz para o Mundo”, A Liahona
e Ensign, novembro de 2003, p. 83.

“Incentivo vocês, enquanto estão na adolescência e
ao desenvolverem seu próprio testemunho, a confiarem
na palavra do Senhor. Quando o Senhor promete algo,
podemos confiar. Afinal, como as escrituras nos ensinam,
Deus não pode mentir. O Senhor mantém Sua palavra.
Sempre que o Senhor faz uma promessa, seja por meio de
Seu profeta ou diretamente em Suas escrituras, podemos confiar.”
Elder Stanley G. Ellis

“Somos missionários todos os dias em nossa
família (…) e em nossa comunidade.
A despeito da nossa idade, experiência
ou situação na vida, somos todos missionários.”
Élder David A. Bednar, do Quórum dos
Doze Apóstolos, “Tornar-se um Missionário”, A Liahona e Ensign, novembro de 2005, p. 44.

ΘΘΘΘΘΘ

1 comentário

Arquivado em A Liahona, obra missionária

A Liahona – JANEIRO 2009

Presidente Henry B. Eyring - 1º Conselheiro na 1º Presidência.

Presidente Henry B. Eyring - 1º Conselheiro na Presidência Geral

Ergamos Nossa Voz de Advertência

Por ser bondoso, o Senhor chama servos para advertir as pessoas de perigos.
Esse chamado é ainda mais importante e mais difícil porque as advertências mais valiosas são as que se referem a perigos que as pessoas não consideram reais. Pensem em Jonas. A princípio, ele fugiu do
chamado do Senhor de advertir o povo de
Nínive, que estava cego ao perigo por causa
do pecado. Ele sabia que aquele povo iníquo
havia rejeitado os profetas no passado, chegando
muitas vezes a matá-los. Mas quando
Jonas agiu com fé, o Senhor o abençoou com
segurança e sucesso.

Eis o encargo dado a cada um dos membros de A
Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias:
“Eis que vos enviei para testificar e advertir o povo, e todo aquele que for
advertido deverá advertir seu próximo”
(D&C 88:81).

O dever de advertir o próximo foi dado
a todos os que aceitaram o convênio do
batismo. Temos que falar do evangelho a
nossos amigos e parentes não-membros.
Nosso propósito é convidá-los a ser ensinados
pelos missionários de tempo integral,
que foram chamados e designados para
ensinar.

Estas palavras do Senhor são verdadeiras para os
missionários e para todos nós: “E agora, se
vossa alegria é grande com uma só alma que tiverdes trazido a mim no reino de meu Pai, quão grande será vossa alegria se me trouxerdes
muitas almas!” (D&C 18:16).
Os missionários vão ajudar-nos e incentivar-
nos, mas a freqüência com que acontecerão
esses momentos na pia batismal e no templo dependerá muito de como encaramos nosso encargo e o que decidiremos fazer a
respeito dele. O Senhor não usaria a palavra
advertir se não houvesse perigo. Mas poucas pessoas se dão conta dele. Elas aprendera a ignorar as crescentes evidências de que a
sociedade está desmoronando e que sua vida
e sua família carecem da paz que costumavam considerar possível.

Para exemplificar, em algum momento no
mundo vindouro, todos aqueles que você
conheceu nesta vida saberão o que você sabe agora.
Eles saberão que a única maneira de viver para sempre em família e na presença de nosso Pai Celestial e Seu Filho,
Jesus Cristo, é decidir entrar pela porta do batismo realizado por alguém que tenha autoridade de Deus.
Saberão que a única maneira de a família se tornar eterna é aceitar
e guardar os convênios sagrados realizados nos templos de Deus nesta Terra. Eles saberão que você sabia disso. E vão-se lembrar se
você ofereceu a eles aquilo que alguém certa vez ofereceu a você.

É muito fácil dizer:
“Não é o momento certo”. Mas há perigo na procrastinação.
Há muitos anos, trabalhei para um homem na Califórnia.
Ele me contratou, foi bondoso comigo e parecia realmente ter grande
consideração por mim. Eu era provavelmente o único santo dos últimos dias que ele conheceu bem.  Não sei por que motivo decidi esperar
que surgisse um momento melhor para falar do evangelho a ele.
Depois que ele se aposentou foi morar em outro lugar.
Lembro apenas o sentimento de pesar que tive
quando fiquei sabendo que ele e a esposa haviam morrido em um acidente de carro quando voltavam para casa, à noite, em Carmel, Califórnia.
Ele amava a esposa. Amava os filhos. Amava os pais. Amava os netos e amaria os filhos deles e gostaria de estar com eles para sempre.
Agora, não sei como tudo isso vai ser resolvido no
mundo futuro, mas acho que quando nos encontrarmos
ele vai olhar bem dentro dos meus olhos, e eu verei em
seu olhar a pergunta:
“Hal, você sabia. Por que não me disse?”
Quando eu penso nele, na viúva que eu batizei e na
família dela que agora está selada a ela, sinto o desejo de
me esforçar mais. Quero aumentar minha capacidade de
convidar as pessoas para serem ensinadas. Tendo esse
desejo e exercendo fé que o Senhor vai-nos ajudar, vamos ter mais sucesso.

A maioria de nós é muito modesta, de modo que
achamos que nossa pequena chama de exemplo é fraca
demais para ser percebida. Mas você e sua família são
muito mais observados do que imaginam. Há algum
tempo, tive a oportunidade de participar e discursar em
uma série de reuniões com quase 300 ministros e líderes
de outras igrejas. Falei individualmente com todos aqueles
com quem consegui conversar. Perguntei por que haviam
prestado tanta atenção na minha mensagem, na qual narrei
a história da origem da Igreja e falei da Primeira Visão
do jovem Joseph Smith e dos profetas vivos. Todos me
deram basicamente a mesma resposta. Referiram-se a uma
pessoa ou família, membros da Igreja que eles conheciam.
Ouvi muitos dizerem:
“Foi a melhor família que já conheci”.
Freqüentemente, ouvi comentários sobre algum
trabalho comunitário ou socorro a catástrofe em que os
membros da Igreja trabalharam de modo extraordinário.
As pessoas que conheci naquelas reuniões ainda não
conseguiam reconhecer a veracidade da doutrina, mas
tinham visto seus frutos na vida dos membros, por isso estavam dispostas a escutar.  Estavam prontas a ouvir as
verdades da Restauração que afirmam que as famílias
podem ser seladas para sempre e o evangelho pode mudar nossa própria natureza. Estavam prontas, graças ao exemplo que vocês deram.

Talvez alguns achem difícil acreditar que
possamos amar o bastante ou que nossa vida
seja boa o suficiente ou que tenhamos capacidade
de testificar de modo que o conviteque fizermos seja aceito.
Mas o Senhor sabia que iríamos nos sentir assim. Ouçam Suas
palavras de encorajamento, que Ele ordenou que fossem colocadas no início de Doutrina e Convênios, quando nos deu este encargo:
“E a voz de advertência irá a todos os povos
pela boca de meus discípulos, que escolhi
nestes últimos dias” (D&C 1:4).
E ouçam Sua descrição das qualificações desses discípulos, ou seja, nós:
“As coisas fracas do mundo virão e abaterão as poderosas
e fortes” (D&C 1:19).
E depois: “Para que a plenitude do meu
evangelho seja proclamada pelos fracos e
pelos simples aos confins da Terra” (D&C 1:23). E novamente:
“E se [forem] humildes, [sejam]
fortalecidos e abençoados do alto” (D&C 1:28).
Essa certeza foi dada aos primeiros missionários da Igreja e aos missionários de hoje. Mas foi dada a todos nós também. Precisamos acreditar com fé que podemos amar o suficiente e que o evangelho já influenciou o suficiente a nossa vida para que nosso convite
seja ouvido como se viesse do próprio Mestre, que foi quem fez o convite.

Testifico que somente aceitando e vivendo
o evangelho restaurado de Jesus Cristo
teremos a paz que o Senhor prometeu nesta
vida e a esperança de vida eterna no mundo futuro.
Testifico que recebemos o privilégio e
a obrigação de apresentar aos filhos de nosso
Pai Celestial, que são nossos irmãos e irmãs, a verdade e as escolhas que conduzem a essas bênçãos.
Jesus é o Cristo, Ele vive, esta é a Sua obra. ◼

Elder Michael John U. Teh - Dos Setenta

Elder Michael John U. Teh - Dos Setenta

Confiança na Presença de Deus

O relato de como o Profeta Joseph Smith procurou saber a qual igreja deveria filiar-se em meio a “controvérsias [de] grupos de religiosos ( Joseph
Smith—História 1:11) dá inspiração e esperança
a todos os que buscam sinceramente a verdade.
Que alívio deve ter sido para Joseph, um humilde rapaz de 14 anos com uma dúvida simples e um desejo sincero, ao ler a seguinte passagem da Bíblia:
“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a
a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada” (Tiago 1:5).

Essa escritura proporciona uma boa compreensão do tipo de relacionamento que cada um de nós deve ter com o Pai Celestial.
De fato, esse versículo expressa a terna misericórdia e atitude de nosso Pai amoroso em relação a um filho que O procurou com uma dúvida.
O Pai, geralmente, não responde as orações com visões, como Ele fez no Bosque Sagrado, mas dá respostas que proporcionam paz e consolo.
Foi isso que Ele nos prometeu: responder liberalmente sem repreender.

Quando jovem, tive várias oportunidades
de colocar essa promessa à prova.
Testifico que a promessa é verdadeira.

Essa fé está de acordo com as condições
pelas quais as orações são respondidas, conforme explica esta passagem das escrituras:
“Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando” (Tiago 1:6).
À medida que fui crescendo, descobri que
essa fé inabalável se torna cada vez mais difícil de ser exercida.
O mundo planta sementes de dúvida e preconceito em nosso coração e mente. Por esse motivo, o conselho do Salvador
de tornar-nos “como meninos” (Mateus
18:3) passou a ser uma busca constante
durante toda a minha vida.
Descobri que uma fé “como um grão de mostarda” (Mateus
17:20) era algo que estava a meu alcance em
certas ocasiões, porém muito distante em
outras.

Como podemos exercer constantemente
esse tipo de fé? O seguinte conselho ajuda-nos a compreender essa busca digna:
“Aquilo que é de Deus é luz; e aquele que recebe luz e
persevera em Deus recebe mais luz; e essa
luz se torna mais e mais brilhante, até o dia perfeito” (D&C 50:24).
Esse foi o processo adotado pelo Profeta
Joseph Smith. Como outros que o precederam,
ele provou ser digno exercendo constantemente
a fé e utilizando em retidão o arbítrio, ao longo de sua vida. Perseverou em
Deus, recebeu mais luz, e essa luz se tornou mais e mais brilhante até o dia perfeito. Um incidente da vida do Profeta teve uma
vigorosa influência em minha vida, quando jovem:
“Tarde da noite, Joseph estava deitado,
dormindo profundamente por estar muito cansado. (…)
Pouco depois, uma multidão enfurecida arrombou a porta e (…) o agarrou,
arrastando-o para fora da casa, quando Emma gritou. (…)
(…) um grupo se reuniu (…) em conselho.
(…) Quando o conselho chegou ao fim, os líderes da multidão declararam que não iriam matá-lo, mas despi-lo e açoitá-lo com
um chicote. (…) Lançaram-lhe uma colher de
piche mal cheiroso no rosto e tentaram fazer com que ele o engolisse. (…)
Quando o deixaram, Joseph tentou se
erguer, mas caiu novamente, por causa da dor e exaustão. Conseguiu, porém, arrancar o piche do rosto para poder respirar livremente. (…)
Pegando algo para cobrir o corpo, o Profeta
entrou em casa e passou a noite limpando o corpo e cuidando das feridas. (…)
Na manhã seguinte, como era domingo,
as pessoas se reuniram na hora costumeira
de adoração. Entre eles, estavam alguns que
fizeram parte da multidão. (…)
Com feridas e cicatrizes no corpo, Joseph foi à reunião e colocou-se diante da congregação, encarando seus atacantes da noite anterior com calma e coragem. Pregou um sermão vigoroso, e naquele mesmo dia batizou
três fiéis na Igreja”.

Nem consigo imaginar a dor e o sofrimento
que o Profeta Joseph teve que suportar. Ele tinha todos os motivos para
não pregar na manhã seguinte, mas nem aquela nem muitas outras experiências pessoais semelhantes ou piores fizeram com
que ele fugisse de suas responsabilidades. Como podemos, então, sentir-nos justificados em negligenciarmos nosso dever
por causa de um pequeno desconforto ou inconveniência?
A medida que aumentarmos nossa fé e
dedicação, vamos achegar-nos cada vez mais ao Pai Celestial.
“Então clamarás, e o Senhor te responderá;
gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui” (Isaías 58:9).
“Então tua confiança se fortalecerá na presença
de Deus; e a doutrina do sacerdócio destilar-se-á sobre tua alma como o orvalho do céu.
(…) E, sem ser [compelida], fluirá para ti eternamente” (D&C 121:45–46).
É um privilégio para mim testificar que
Joseph Smith é um profeta de Deus. Por ele ter buscado sabedoria no Bosque Sagrado e exercido diligência depois disso é que
desfrutamos a plenitude do evangelho de Jesus Cristo. O seguinte tributo escrito pelo Presidente John Taylor (1808–1887), quando
era membro do Quórum dos Doze Apóstolos,
eloqüentemente descreve o que o Profeta Joseph Smith fez por todos nós: “Joseph Smith, o Profeta e Vidente do Senhor, com
exceção apenas de Jesus, fez mais pela salvação dos homens neste mundo do que qualquer outro homem que jamais viveu
nele. (…) Viveu grandiosamente e morreu
grandiosamente aos olhos de Deus e de seu
povo; e como a maior parte dos ungidos
do Senhor na antigüidade, selou sua missão
e suas obras com o próprio sangue” (D&C 135:3).
Usemos constantemente nosso arbítrio
com sabedoria, como fez o Profeta Joseph Smith, exercendo fé inabalável, a despeito de nossas circunstâncias para que nossa confiança
“se [fortaleça] na presença de Deus”. ◼

Elder Clayton M. Christensen - Setenta de Área Área América do Norte Nordeste

Elder Clayton M. Christensen - Setenta de Área Área América do Norte Nordeste

O Conhecimento Mais Útil

Aqueles que conhecem a Universidade
Oxford devem saber que ela é a mais
antiga universidade do mundo. O
prédio em que morei quando era estudante
foi construído em 1410. É muito
bonito de se ver, mas desconfortável para
morar. Quando cheguei a Oxford, dei-me
conta de que seria difícil ser um membro
ativo da Igreja. O Rhodes Scholarship
Trust, que pagava meu estudos, tinha
muitas atividades para aqueles que
recebiam uma bolsa de estudos.
Ao pensar em até que ponto gostaria de participar na Igreja, deime
conta de que não sabia se o Livro de Mórmon era verdadeiro.
Eu já o lera várias vezes, mas geralmente para cumprir um encargo
que me fora dado por meus pais ou meu professor da Universidade
Brigham Young. Mas naquela ocasião, eu precisava desesperadamente
saber se o Livro de Mórmon era verdadeiro. Por isso, decidi
que dedicaria todas as noites o período das 23h à meia-noite para
ler o Livro de Mórmon e descobrir se ele era verdadeiro.
Fiquei me perguntando se não seria ousadia despender tanto
tempo, porque eu tinha um programa acadêmico muito intenso, em
meu curso de economia aplicada. Eu queria tentar terminar o programa
em dois anos, ao passo que a maioria das pessoas o concluía
em três. Não sabia se poderia me dar ao luxo de despender uma
hora por dia nesse empenho.
Mas, mesmo assim, foi o que eu fiz. Comecei às 23h, ajoelhandome
em oração ao lado de um pequeno aquecedor na parede de
pedra, e orei em voz alta. Disse a Deus que estava desesperado
para descobrir se o Livro de Mórmon era verdadeiro. Disse que
se Ele revelasse para mim que o livro era verdadeiro, então eu dedicaria toda minha vida à edificação de Seu reino. Disse-Lhe que
se ele não fosse verdadeiro, eu também precisava saber disso com
certeza, para poder dedicar minha vida a descobrir onde estava a
verdade.
Li a primeira página do Livro de Mórmon. Quando cheguei ao
final da página, parei. Pensei no que tinha lido naquela página e me
perguntei: “Será que isso poderia ter sido escrito por um charlatão
que estava tentando enganar as pessoas, ou foi realmente escrito
por um profeta de Deus? E o que isso significa para mim em minha
vida?” Depois, coloquei o livro de lado, ajoelhei-me em oração e
pedi novamente a Deus: “Por favor, diga-me se este livro é verdadeiro”.
Então, sentei-me na cadeira, peguei o livro, virei a página, li,
parei no fim da página, e fiz a mesma coisa. Fiz isso por uma hora,
todas as noites, noite após noite, naquele quarto frio e úmido de
Oxford.
Certa noite, quando cheguei aos capítulos finais de 2 Néfi, fiz a
minha oração, sentei na minha cadeira e abri o livro. De repente, o
quarto encheu-se de um Espírito belo, cálido e amoroso que me
envolveu e penetrou em minha alma, enchendo-me com um sentimento
de amor que eu nem sequer imaginava que poderia sentir.
Comecei a chorar. Ao olhar, em meio às lágrimas, para as palavras
escritas no Livro de Mórmon, pude ver a verdade nelas como
nunca imaginara ser capaz de compreender. Pude ver as glórias da
eternidade e pude ver o que Deus tinha reservado para mim, como um de Seus filhos. Esse Espírito permaneceu
comigo durante toda aquela hora e em
todas as outras noites em que orei e li o Livro
de Mórmon em meu quarto. Esse mesmo
Espírito sempre retornava, e isso mudou meu
coração e minha vida para sempre.
Relembro o conflito que senti, questionando
se poderia me dar ao luxo de passar
uma hora por dia longe do estudo de
economia aplicada para descobrir se o Livro
de Mórmon era verdadeiro. Eu uso economia
aplicada talvez uma vez por ano, mas meu
conhecimento de que o Livro de Mórmon é a
palavra de Deus, eu uso muitas vezes a cada
dia de minha vida. De toda instrução que
consegui adquirir, esse foi o conhecimento
mais útil que eu já obtive.
Para aqueles que ainda estejam vivendo
pelo testemunho de outros, convido-os a
reservar uma hora todos os dias para descobrir
por vocês mesmos se o Livro de Mórmon
é verdadeiro, porque isso vai mudar seu
coração, como mudou o meu. Então, um dia
vocês poderão voltar ao lugar em que moravam
quando Deus revelou isso para vocês
e mostrá-lo para seus filhos e seu cônjuge,
dizendo: “Este é um lugar sagrado porque
foi aqui que fiquei sabendo que Jesus é o
Cristo”.
Ao procurar magnificar meu chamado e
conhecer Jesus Cristo, posso testificar que sei
com certeza que Ele é o Filho de Deus e que
Ele vive. Sei com certeza que Ele conhece e
ama cada um de nós. ◼
Extraído de um discurso devocional proferido na
Universidade Brigham Young, em 8 de junho de
2004. Para o texto completo do discurso em inglês,
entre em http://www.byui.edu/Presentations/transcripts/
devotionals/2004_06_08_christensen.htm.

M e n s a g e m    d a s    P r o f e s s o r a s    V i s i t a n t e s

Permanecer Firmes e Inamovíveis na Fé

Mosias 5:15:
“[Sede] firmes e inamovíveis, sobejando sempre em boas
obras, para que Cristo, o Senhor Deus Onipotente, possa selar-vos como
seus, a fim de que sejais levados ao céu e tenhais salvação sem fim e vida eterna”.

Como Posso Permanecer Firme e Inamovível na Fé?
3 Néfi 6:14: “A igreja se dissolveu em toda a terra, salvo entre alguns
lamanitas que se haviam convertido à verdadeira fé; e não se afastaram
dela, pois eram firmes e constantes e inabaláveis, desejando guardar com
todo o empenho os mandamentos do Senhor”.

Julie B. Beck, presidente geral da
Sociedade de Socorro:
“As mulheres da Igreja precisam ser firmes e inamovíveis em sua fé.
Elas podem e devem destacar-se em viver e prestar seu testemunho
do Senhor Jesus Cristo e de Seu evangelho restaurado. Fazemos
isso à medida que:

1. Fazemos convênios com Ele e os
guardamos;
2. Mantemo-nos dignas de adorar
em Seus templos;
3. Estudamos Sua doutrina nas
escrituras e nas palavras dos profetas;
4. Qualificamo-nos para ter a
companhia do Espírito Santo, para
reconhecer Sua influência e segui-Lo;
5. Compartilhamos e defendemos
Seu evangelho;
6. Participamos de orações pessoais
e familiares sinceras;
7. Realizamos a noite familiar;
8. Vivemos os princípios da autosuficiência
e do viver previdente.

Essas são coisas essenciais que precisam ser feitas antes das coisas
não essenciais. São práticas simples e indispensáveis que quase parecem
ser temporais quando conversamos a seu respeito.
(…) Ninguém pode fazer essas coisas por nós — elas são práticas e hábitos pessoais, que nos diferenciam como sendo firmes
e inamovíveis naquilo que é correto”
(“O Que as Mulheres da Igreja Fazem de Melhor: Permanecem
Firmes e Inamovíveis”, A Liahona e Ensign,
novembro de 2007, pp. 109–110).

Cheryl C. Lant, presidente geral da
Primária:
“Nossa conversão pessoal virá quando começarmos a viver
da forma que o Senhor espera que vivamos, firmes e inamovíveis em
guardar todos os mandamentos, não apenas aqueles que são convenientes.
Isso então se torna um processo de refinamento ao tentarmos tornar
cada dia um pouco melhor que o anterior. Assim, nossas tradições se
tornam boas tradições” (“Boas Tradições”, A Liahona
e Ensign, maio de 2008, p. 14).

Por Que Devemos Ser Firmes e
Inabaláveis na Fé?
Élder M. Russell Ballard, do Quórum
dos Doze Apóstolos:
“Sua fé e
seu conhecimento da restauração do evangelho vão lhe dar forças para
ser fiel e leal aos convênios que fez com o Senhor e para compartilhar
suas forças e talentos com alegria para edificar o reino de Deus aqui
na Terra! Seu testemunho de Jesus Cristo é a âncora mais importante que você pode ter para ajudá-lo a permanecer firme e inabalável nos
princípios de retidão, a despeito de todos os desafios e tentações que
possam surgir no futuro” (“Steadfast in Christ”, Ensign,
dezembro de 1993, p. 52).

Élder Richard G. Scott, do Quórum
dos Doze Apóstolos:
“Você nem sequer pode imaginar agora o que
essa sua decisão de ser inabalavelmente obediente ao Senhor vai permitir
que realize na vida.
Sua serena e imutável determinação de viver em retidão vai dotá-lo de inspiração e poder que vão além de sua capacidade de compreensão” (“Making the Right Decisions”, Ensign, maio de 1991, p. 34). ◼

Deixe um comentário

Arquivado em A Liahona, Jesus Cristo, Joseph Smith, O Livro de Mórmon, obra missionária, profetas